Palmeiras x Grêmio (18/11/2009)

Eu não gosto de futebol!

Mas desde um almoço desses com os colegas, passei a ouvir com mais regularidade os jogos do campeonato brasileiro e tentar me inteirar um pouco sobre o assunto.

Esse jogo, em especial, foi algo surreal. O Obina e o Maurício (ambos do Palmeiras) se desentenderam e ‘’partiram para as vias de fato’ ao fim do primeiro tempo posto que o Grêmio tinha feito um gol e o glorioso Palmeiras precisava dessa vitória para ter chances de ganhar o campeonato.

[…] Mas aos 45, quando já parecia não haver mais tempo para novidades na primeira etapa, os donos da casa conseguiram balançar as redes dos visitantes. Souza fez o levantamento na área pela esquerda, e Maxi López fez o domínio e bateu cruzado. Marcos espalmou e, no rebote, Rafael Marques abriu o placar. Não bastasse a desvantagem no placar, o lance desencadeou uma discussão entre os palmeirenses Obina e Maurício, que chegaram a trocar insultos e tapas a caminho do vestiário e precisaram ser contidos por Diego Souza e Danilo.
No retorno dos times ao campo, enquanto Vagner Love se preparava para entrar na equipe, o árbitro Heber Roberto Lopes chamou o técnico Muricy ao centro do campo e o informou que os jogadores envolvidos na confusão seriam expulsos. O juiz então foi até o zagueiro Maurício e o expulsou do jogo. Como Obina – que daria vaga a Love – sequer voltou ao gramado, o capitão Marcos recebeu, simbolicamente, o cartão vermelho destinado ao atacante. (fonte: www.g1.com.br)

Traçando um paralelo entre o jogo e a rotina corporativa, o Técnico foi ‘notificado’ pelo Product Owner da não conformidade da equipe, o Marcos (num papel de Líder da equipe) recebe a informação da punição formal do Obina, que não estava disponível (provavelmente pela ‘vergonha’ de seu comportamento). O esforço dos demais membros da equipe foi intensamente prejudicado por causa desse extremo de falta de maturidade desses profissionais para ‘aguentar a pressão’ motivada pela necessidade do resultado.

No saldo temos:

  • o Palmeiras não será campeão brasileiro esse ano (isso intera 15 anos sem esse título!)
  • Os dois jogadores foram SUMARIAMENTE DEMITIDOS pelo clube;
  • O Muricy teve (novamente) de se explicar frente às câmeras e microfones sobre algo que era
    • Impreditível;
    • Ingerenciável;
  • O Palmeiras (a empresa), apesar de ter um potencial muito grande de ter sucesso nesse projeto (ganhar o campeonato) amargou um prejuízo (mais um). (e o investimento foi realmente alto este ano!)

No fim das contas, um único profissional mal preparado, nesse caso dois, pode por a perder o esforço de um time inteiro.

(ok, a culpa de ter perdido o campeonato pode não ter sido efetivamente dos dois palhaços brigões…mas, até o momento em que os dois perderam a cabeça – como disse o  Muricy à imprensa – o time ainda tinha chances de corrigir os erros que os levaram à carecer daquela vitória)

Do que um bom profissional precisa?

  • preparo técnico (saber jogar a bola);
  • preparo emocional (ter autocontrole em momentos críticos);
  • conseguir trabalhar em equipe
    • saber reconhecer quem está do seu lado;
    • saber reconhecer quem está fazendo corpo mole e, neste caso, fazer o que se chama “correção fraterna”, isto é, criticar – em separado – a atitude e não a pessoa;
    • saber reconhecer quem está sabotando a equipe e, neste caso, não tem jeito: sabotagem é ‘crime ediondo’, merece ser punido de forma inafiançável;
    • Jamais ‘lave a roupa suja’ na frente do cliente
      • Tanto para cliente interno (seus pares de empresa que demandam as atividades)
      • Quanto para cliente externo (esse não demanda explicação adicional do motivo, né?)

My 2 cents.