Por força ou competência?

Há dois meios de estabelecer-se, a saber, pela força ou pela competência.

Cada meio têm sua motivação intrínseca e não se pode julgar, à revelia, qual é mais ou menos digno, especialmente se o objeto a ser conquistado, o poder, tem como meio a evolução do conhecimento.

Nossa visão ocidental sobre o desenvolvimento do saber no oriente parece míope e imatura pois a herança do conhecimento ocidental gerado na idade média, em uma aproximação bem grosseira, foi montado a partir de compilações e cópias dos fragmentos da memória dos gregos (providencialmente plagiada pelos romanos) e costurada aos remendos das interações mercantis com as fronteiras orientais.

Os orientais, por sua vez, tiveram tempo de sobra para desenvolver seu conhecimento ao longo de milênios. Tiveram tempo para depurar sua visão de mundo.

Em um aspecto as duas histórias de geração de conhecimento se confundem: a aliança da fé com o conhecimento para fortalecer um poder político.

Nesse ponto, os orientais fizeram-se valer mais da competência que da força e esse processo foi incorporado naturalmente e contaminou a o poder político com a fé. Talvez, por imaturidade histórica, ocidentais tenham preferido o caminho mais curto.

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