Educação inclusiva–Escola inclusiva (?)

Com base na leitura da resolução CNE/CEB nº 2 que institui diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica, podemos extrair três contribuições do documento para a organização da escola inclusiva:

Em meu entendimento a primeira contribuição do documento é a formalização do entendimento do estado no artigo 5º desta resolução sobre quais as necessidades educacionais são cobertas pela educação inclusiva, em especial o que diz respeito à cobertura desde os alunos com dificuldades de aprendizagem (para menos) até os alunos com dificuldades de sociabilidade devido ao alto desenvolvimento e/ou capacidade intelectual (superdotados) perpassando os alunos com dificuldades de comunicação, locomoção e limitações físicas que os põem em desvantagem em comparação com os alunos ‘medianos’, isto é, ditos normais.

A abrangência definida nesse artigo pode, se bem encaminhada, promover uma diversidade adequada às realidades vivenciadas pelos alunos, estimular a criatividade de todos os envolvidos no proceso de aprendizagem (Professores e alunos) bem como promover um aumento da qualidade de ensino dos alunos ‘medianos’ por meio de uma socialização respeitosa e que estimule a aceitação das ‘diferenças’.

A segunda grande colaboração da resolução encontra-se no artigo 8º que determina a necessidade (ainda que de forma impositiva) da escola estimular e promover a capacitação continuada de seu corpo docente ao mesmo tempo que provê a flexibilidade suficiente para realizar o atendimento adequado à realidade de seu público.

Este artigo ainda estimula a troca de experiências entre os membros do corpo docente por meio dos serviços de apoio pedagógico especializado (Item IV) e estimula o trabalho em equipe (Item VII) e o envolvimento de toda a sociedade (família, instituições de ensino superior, alunos, alunos superdotados e demais agentes da sociedade) no processo educacional.

A terceira contribuição da resolução figura no artigo 18º onde são definidos os perfis profissionais aptos e/ou especializados a atenderem à demanda de educação especial, isto é, inclusiva. O artigo ainda prevê abertura à capacitação dos professores atualmente em pleno exercício de suas atividades e esta capacitação abrange as esferas da união, estados da federação, Distrito Federal e municípios.

A definição dos perfis profissionais aptos a este exercício não somente delimita e direciona o campo de ação desses professores como estimulam, com suas contratações, a capacitação ainda que indireta dos demais profissionais desses centros educacionais.

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