Economia da informação

Temo que tenhamos esquecido de que vivemos numa época em que se diz que A "INFORMAÇÃO" é o ‘dinheiro’ do nosso tempo…
Ocorre que temos um Tisunami de ‘dados/informaçãoes’ disponíveis na rede mundial acessíveis sem controle, sem gerência em uma ‘terra de ninguém’.

Da mesma forma que com a economia, quando temos muito ‘dinheiro’ circulando, temos de conviver com um efeito colateral indesejado: a Inflação.

Hoje temos uma "inflação" de conhecimento disponível, o que pode implicar numa necessidade exacerbada de novas capacidades profissionais, sociais e pessoais (nessa ordem mesmo.. posto que o sucesso do mundo moderno é medido pelo nome bonito do seu cargo no crachá funcional!). Se associarmos isso ao câmbio – de novo um termo da economia – à remuneração dos talentos superlativados por uma carga colossal de dados/informações popularizada encontramos uma super desvalorização geral das pessoas nos meios profissionais. (salários cada vez menores frente a competências exigidas cada vez maiores!)
O processo de comunicação exige (retomando seu conceito básico) ao menos 3 elementos: emissor, mensagem e receptor. Atualmente, temos excesso de mensagens bem definidas. os emissores, ocultos em sites, blogs, house organs, newsletters, twitters.. blablabla não se preocupam (na média) com os receptores pois as novas tecnologias carregam consigo o conceito intrínceco de que todos são ‘receptores potenciais’.
O ‘mercado’ corrobora o conceito exigindo que as capacidades dos atuais e novos profissionais sejam constantemente ampliadas e no mesmo ritmo da onda de informações disponíveis.

O que podemos fazer sobre isso?

FIM2010

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Um comentário em “Economia da informação

  1. ECONOMIA DE INFORMAÇÃO

    Vinte e cinco anos depois de publicado sua primeira edição percebo que, excluidos os meios resultantes das conquistas tecnologicas, pouca coisa mudou daquilo que escrevi em “O Desafio da Informação” (Camargo, Carlos a., ed. Expressão e Cultura,RJ/BR, 1985)a respeito da ampliação do fluxo de informações. O resultado das faladas conquistas da espécie humana sempre se deu, e assim continuará, decorrente da insatisfação que ela sente no conviver com o status quo do seu momento, demonstrando a inconsciência da realidade de ser, ela própria, temporal. Querendo mudar o ambiente e recursos do momento para melhorar a sua vida, o humano vai gerando inovações, modificando inclusive o seu meio ambiente.
    Mas algumas coisas permanecem e entre elas a sua própria ansiedade e a busca pelo valor do que faz, resultando em mercado e naquilo que chamamos de economia: do escambo das trocas de mercadorias para o papel moeda como referencia intermediando aquelas trocas. E todos somos envolvidos nessa interdependencia e como todos significa e envolve muitos (mais de 6 bilhões de pessoas neste mundo globalizado de hoje), como saber quem somos, como somos, o que fazemos, o que queremos, do que precisamos, nossos desejos, ansiedades, valores…?
    O grande dilema da humanidade sempre foi a escolha.
    O livre arbitrio que, infelizmente, não é livre para todos é o maior bem que podemos dispor e, também, o maior problema de cada um porque a nossa natural e histórica insatisfação nos faz mudar, inovar, inventar, criar coisas, inclusive criar necessidades. E, cada coisa é inventada em função de uma utilidade, real ou ficcional, seja um palito para dentes ou linha fio dental, escova ou pente para cabelos e dezenas de tipos e marcas de shampoo para a mesma finalidade: lavar os cabelos.
    Devemos dar graças por termos a maioria das necessidades atendidas – por ora maioria, pois jamais estaremos satisfeitos. E podemos escolher dentre tantas ofertas qual a que melhor nos atende em tipo, forma, qualidade, cor, preço, prazo, localidade, etc. Mas, antes de escolher precisamos saber que estas coisas existem: o que, quem, quando, como, onde, para que e por quanto (prazo e preço). Estas informações são indispensáveis para nos auxiliar na escolha e conscientes disso nós geramos e fazemos circular dados e informações para atender esta necessidade de se informar para melhor decidir qual a escolha mais adequada.
    Nosso problema básico, portanto, não é excesso de informações. É escolher quais aquelas que, em cada momento de necessidade precisamos obter… E assim caminha a humanidade!
    Antonio Carlos de Camargo (acdecamargo@gmail.com) Santos,SP/BR – 02/agosto/2010

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