Excelência no atendimento (Fonte: Olhar Comunicacional)

(Rosalvo Macedo) Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal… Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos. Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrá … Read More

via Olhar Comunicacional

O impacto do mau uso da linguagem no contexto empresarial

Certa vez uma propaganda de um refrigerante utilizou um artifício, no mínimo, inusitado em sua campanha com o slogan “Imagem não é nada, sede é tudo!” com certo ar prepotente do uso da língua e seus artifícios na pretensão de mostrar que o produto final, além da sua imagem era o essencial para ‘matar a sede’.

Ok, de certa forma, a imagem do produto foi devidamente fixada e você, nobre leitor, consegue mentalmente lembrar-se de qual refrigerante cito neste pequeno texto. Se você não se lembra de tais anúncios, provavelmente é novo demais para ter assistido tais anúncios com a devida atenção.

O domínio da linguagem foi o fator determinante para a fixação da marca para este anúncio. A ‘brincadeira’ do contraste da linguagem visual com a linguagem falada – devidamente escrita num belíssimo roteiro foi a ferramenta fundamental para o sucesso de tal campanha.

Uma empresa que sabe usar a língua corretamente em suas interações de comunicação com seu público pode aumentar significativamente o seu sucesso em vendas.

Clientes não querem sentir-se ‘enrolados’ ao solicitar qualquer serviço, reparo, produto ou informação.

Um “Vou estar encaminhando sua solicitação ao setor responsável para que eles possam estar avaliando e posteriormente estar respondendo a sua questão” provoca a pior das sensações em quem ‘vai estar aguardando quando o responsável estará respondendo’. (meu corretor ortográfico aqui está reclamando da frase ‘vou estar encaminhando’, e sugere a substituição por ‘vou encaminhar’ [sic]).

Recordo-me que há alguns anos, eu era o terror dos atendentes de telemarketing. Primeiro por que os tratava mal à beça. Segundo por que a cada ‘vou estar fazendo algo’ eu simplesmente gritava d’outro lado da linha com um sonoro “Se você quiser fechar esta venda, fale direito comigo! E não maltrate o português, posto que ele não tem nada a ver com o fato de você não ter completado o ensino fundamental!”. Depois de tantas ocorrências, caí do cavalo quando, ansioso por proferir a mesma sentença por mera diversão, liguei para certa companhia telefônica e solicitei um serviço e fui atendido por mais de trinta minutos sem nenhum gerundismo. (E isso consome ao menos doze reais mensais até os dias de hoje em débito automático da conta telefônica!).

Em tempos de internet, a linguagem escrita torna-se fundamental para a perpetuação de uma boa imagem de uma empresa. A internet nunca esquece. Tudo o que é dito (escrito) on-line há de se perpetuar enquanto houver espaços de memória digital alimentados.

Uma empresa que trata seus clientes com descaso ou enrolação, mesmo que por um quantum de tempo, será lembrada por mecanismos de buscas por tais deslizes, e com páginas ‘cache’. Este efeito é potencializado ainda nos tempos atuais de web social, democrática e sem censura. Qualquer boçal (e nesse rol, também estão os comunicadores vinculados à empresas) pode expressar opiniões perpétuas sobre negócios, produtos e a imagem institucional de qualquer marca.

Ser conciso, objetivo e prático na solução de problemas é fundamental para a perpetuação de fidelidade da clientela e fomento de novos negócios em relacionamentos duradouros. E o primeiro despertar de confiança de um cliente em uma empresa é dado pela forma expressa da língua com este cliente. Seja esta expressão um script de telemarketing, um texto de um website, anúncio ou ainda nas palavras proferidas em seus funcionários durante as diversas oportunidades de interação.

No fim, o mau uso da linguagem (seja por gerundismos ou erros gramaticais diversos) pode tornar uma nova venda cada vez mais cara e trabalhosa. E uma empresa que não vende ou vai à bancarrota, ou é vencida.

Todo mundo está feliz aqui na terra?!?

Hoje podia ser domingo, segundo de janeiro… pra mim vai dar no mesmo lugar […] Eu não tenho nada a ver com isso! (Todo mundo está feliz – Sérgio Sampaio/Raul Seixas)


Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego, sou dito um cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês…[…] eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida mas eu acho isso uma grande piada um tanto perigosa […] mas confesso, abestalhado, que eu estou decepcionado…(Ouro de tolo – Raul Seixas)


O prato mais caro, do melhor banquete é o que se come cabeça de gente que pensa e os canibais de cabeça descobrem aquele que pensa,  porque quem pensa, pensa melhor parado! [..]  (Metrô linha 743 – Raul Seixas)


“Moro aqui nessa cidade, que é de São Sebastião… Tem maracanã domingo, Pagamento à prestação. Sol e mar em Ipanema. Sei que você vai gostar. Mas não era o que eu queria. O que eu queria mesmo era me mandar! […] São Sebastião do Rio, Tudo aqui é genial! Na televisão à noite, tem cultura e carnaval. Tem garota propaganda num biquini que é demais. Mas não era o que eu queria! O que eu queria mesmo éra estar em Paz (Eta vida – Raul Seixas e Sérgio Sampaio)


[…] veja quantos livros na estante, Don Quixote – Cavaleiro Andante – luta a vida inteira contra o Rei.[…] Joque as cartas, vê a minha sorte, tanto faz a vida como a morte, o pior de tudo eu já passei. (As minas do rei salomão – Raul Seixas)


Apesar disso..

[…] Levante sua mão sedenta e recomece a andar! Não pense que a cabeça aguenta se você parar […] Você será capaz de sacudir o mundo. Tente outra vez […] (Tente outra vez – Raul Seixas)

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[…] O que eu quero, eu vou conseguir! Pois quando eu quero, todos querem e todo mundo pede mais, e pede bis […] (Rockixe, Raul Seixas)


[…] Antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem de escrever o seu! (Loteria da Babilônia – Raul Seixas)


[…] Não páre na pista! É muito cedo pra você se acostumar! Amor, não desista! Se você pára  o carro pode te pegar! […] (Não páre na pista – Raul Seixas)


E assim, só resta uma coisa a fazer:

“Eu vou botar pra ferver no carnaval que passou! (Eu vou botar pra ferver – Raul Seixas e Sérgio Sampaio, 1971)

You’ll set this world on fire, like Nero did to Rome! […] Who knows Who’ll be the next to go down in history?(How could I know – Raul Seixas)

Eu não tô com nada mesmo, eu tô de touca e tanga, eu tô na santa paz[…] Eu tô muito tranquilo, eu tô dizendo adeus! (Eu acho graça – Sergio Sampaio/Raul Seixas)

my 2 cents.

Thanks Raulzito! God Bless you!