Redes sociais são espaços democráticos e eficazes no campo da comunicação contemporânea?

No post anterior eu comecei a prestar mais atenção nessa questão de Redes Socias e seus impactos…

A palavra “democracia” e seu significado (Δημοκρατία – demo – povo; kratos poder, isto é,  poder do povo) não me parece adequado para o emprego relativo às redes sociais (twitter, Orkut, facebook). Só faz sentido, ao meu ver, aplicar este termo em sociedades efetivamente organizadas .

A principal prerrogativa da sociedade da informação, especialmente ao se tratar de Internet, é que não existe ‘poder organizado’. Existem sim os NICHOS que se formam e se desfazem em cada ‘post’, threads de discussão ou mesmo as relações de ‘follow/unfollow’. E nesse sentido, não há aplicação efetiva do termo democracia no seu conceito clássico.

Agora, se aplicarmos o significado implícito e confuso que nossa sociedade atribui ao termo “Democracia” – pela mera oportunidade de eu, como cidadão, ter o ‘direito’ de expressão – sim… Rede social é um espaço democrático [sic].

Eu prefiro o termo “AnarquiaSmile (no melhor sentido da palavra). Todos têm poderes em redes sociais, mas não há GOVERNO nesses espaços.

A meu ver, a eficácia comunicacional desses ambientes só é justificada pela característica anárquica inerente desses sistemas de informação invisível – aos desavisados – sob a fantástica capacidade de abstração (e exposição) das relações criadas pelas pessoas.

Basicamente, as redes sociais oficializaram o ‘boca-a-boca’. O que antes era propaganda intrínseca, hoje é documentado em posts, twitts e retweets, ‘eu gostei’ (que também pode ser desfeito). E isso é perpetuado pela ‘infinita’ memória da internet…

“E assim, daqui a alguns anos, ainda será possível encontrar uma declaração de ‘amor eterno’ feita no passado à sua, então, candidata a namorada e que hoje é sua atual “ex-esposa” com quem você trava uma infindável batalha judicial pela guarda das crianças…” 

Quer coisa mais sem graça do que isso?

Portanto, use com moderação!

Top 3 perguntas sobre Redes Sociais

No dia 8 de outubro, um dos meus amigos finalmente leu um convite meu para que ele entrasse no Facebook

Em 08/10/10, Facebook escreveu:

Olá,
A pessoa abaixo convidou você para o Facebook:
Mauro Zamaro (Invite sent: Sep 18, 2010)
O Facebook é um ótimo ambiente para se manter em contato com os amigos,
publicar fotos, vídeos e criar eventos. Primeiro, você precisa se
inscrever!
Inscreva-se hoje para criar um perfil e manter contato com seus
conhecidos.
Obrigada,
A equipe do Facebook

em 15 de outubro ele resolveu fazer a ‘ primeira pergunta de quebrar as pernas’:

—–Original Message—–
From: Marcelo
Sent: Friday, October 15, 2010 1:16 PM
To: Mauro
Subject: Re: Lembrete: Mauro Zamaro convidou você para entrar no Facebook…

Por que?

 

Ah… eu acho que o site é bem legal… e vc consegue, ainda que de longe, acompanhar o que as pessoas andam fazendo com sua vida… (pelo menos o que elas expõem lá)
🙂
[]s

 

Até dentro do banheiro ?

Em 18 de outubro de 2010 Mauro  escreveu:

?se vc quiser, sim 🙂 kkkk 

Em 19 de outubro Marcelo escreveu

Mas como ?

Em 19 de outubro de 2010 13:38, Mauro  escreveu:
você pode pegar um celular (tipo o smartphone) que tem acesso à rede social Facebook e escrever lá no site que vc está ‘no banheiro cagando mole’  isso vai direto pro site e todos os seus ‘amigos’ do facebook poderão ser informados que o eu banheiro estará interditado graças ao odor exalado por esta iniciativa… kkkk

[]s

From: Marcelo
To: Mauro

Ah!… Isto é construtivo ?

 

Isso é só um prólogo para o  próximo artigo..

Qual o papel de uma IES?

Primeiramente, o Produto ‘vendido’ por uma IES é o ‘conhecimento’, ou na verdade, a transmissão de conhecimento. Não é cabível a uma IES que seus formados não consigam exercer minimamente suas atribuições delimitadas por sua formação.

A IES deve zelar pela qualidade do produto entregue aos alunos em forma de seus acessos, subsídios e recursos didáticos disponíveis aos discentes. Mesmo que se aplique as correntes filosóficas de ensino moderno onde o professor é um intermediador no processo de aprendizagem, a IES tem por obrigação medir e controlar a qualidade do conhecimento produzido e transmitido.

Sobre o Peço, a minha visão é, no mínimo, controversa: A garantia da qualidade depende intimamente da capacidade de gerenciamento de custos da IES.

O aluno (cliente) procura naturalmente pelo menor preço possível e essa é, muitas vezes, uma relação desleal. O cliente que pagar o mínimo pelo máximo, SEMPRE. Ganha o cliente a IES que consegue entregar mais “valor agregado” pelo menor preço de venda, (e possivelmente pelo menor custo). Mesmo esta relação tem um limite. Cabe à IES capitalizar em seu processo de venda maximizar a relação Custo vs Benefício à sua clientela.[1]

É neste ponto que entra o planejamento efetivo da “Promoção”, isto é, da definição das estratégias e táticas (operacionalizadas pela comunicação) para conquistar os clientes, criar a visão de compra, fechar o negócio e, principalmente, fidelizar o cliente.

Tive algumas experiências em IES, como cliente que gostaria de partilhar:

Minha primeira passagem por uma IES foi numa IFES (Instituição Federal de Ensino Superior). Ok, tinha Zero de mensalidade, um alto nível das propostas de conteúdo e conhecimentos ofertados mas, um atendimento no máximo Sofrível em termos de comunicação e disponibilidade de acessos às demandas de produção/absorção de conhecimentos. Tive dois ou três professores dos quais eu vou lembrar por toda a vida. Os demais agiam com uma soberba sem precedentes quando estavam à frente do púlpito. Estavam ali enaltecendo suas próprias vaidades (isso quando não estavam em greve por melhores salários e outros tópicos de discussão duvidosa nas agendas!). Devo confessar que eu, naquela ocasião também não era tão maduro a ponto de aproveitar os benefícios daquela IFES e aplicar-me um pouco mais a fim de conseguir vencer as dificuldades daquele relacionamento tortuoso. O fato é que perdemos todos, eu por não ter concluído o meu curso e a IFES pois deixou de formar um bom aluno também.

A segunda passagem foi numa IES particular. Nesta época eu estava motivado a concluir o meu curso. Atravessava a cidade de São Paulo para frequentar as aulas, participava ativamente das discussões em grupo, etc. Mas a qualidade do conteúdo básico aplicada aos alunos através dos seus Docentes era, no mínimo, questionável. Neste caso, desisti por dois motivos: 1 – Dois terços dos professores, apesar de Mestres e Doutores, transmitiam conceitos técnicos equivocados (conceitos esses que eu já havia adquirido na experiência anterior) aos meus colegas de classe. 2 – o atendimento da secretaria foi leviano no cuidado com a documentação apresentada para aproveitamento das disciplinas que eu já havia cursado. Metade do material entregue no processo foi perdido por mera falta de organização dos funcionários da secretaria. Material esse que foi conferido folha a folha, em conjunto com o funcionário que protocolou o processo. A atitude da escola foi atribuir a mim a responsabilidade da entrega do material dito ‘incompleto’.

Finalmente, encontrei uma IES que me permitiu concluir o curso superior com técnicas e tecnologias modernas (EAD). Mas mesmo com uma excelente qualidade, o atendimento efetivo não tem lá sido dos melhores. E não parece haver, por parte deles, muita abertura para ajustar seus processos com base nos feedbacks dados por seus clientes. De qualquer forma, esta ainda é uma escola na qual cogito aplicar uma nova onda de evolução acadêmica.

Em meu entendimento, uma IES deve ser responsável por promover a transmissão mediada do conhecimento, capacitação profissional e evolução acadêmica para seus clientes (discentes). Isso deve ser realizado em parceria entre o cliente e IES. Parceria é uma via de mão dupla. Onde ambos investem (seu tempo e dinheiro) para garantir a melhor relação custo vs benefícios para AMBOS. Uma IES deve ter, como estratégia, flexibilidade em seus processos de comunicação a fim de que possa, não somente transmitir o conhecimento, mas aprender diariamente com seus clientes por meio de táticas efetivas de comunicação. Estabelecer uma relação de confiança com os discentes é a melhor tática para garantir a perpetuação ou fidelização desses clientes que buscam, nessas IES, agregar valores intangíveis em suas vidas.

O encanto que uma IES pode promover aos seus clientes (alunos) após a efetivação da matrícula se dá pela aplicação elementar do seu planejamento estratégico.

Sua estratégia deve ser traduzida em ações táticas que reflitam seus valores, conceitos e, principalmente, sua missão como pessoa (jurídica).

Aliar o ‘discurso’ com a ‘prática’ é um dos principais desafios de qualquer empresa. Numa IES, esse desafio é superlativado especialmente pelo fato de que o produto final adquirido pelo cliente é intangível.

O valor do que foi adquirido por um aluno de uma IES só é percebido por ele de forma indireta por meio das mudanças efetivadas por este conhecimento transmitido em sua própria vida através de uma ‘promoção no emprego’, uma oportunidade de emprego melhor devido à sua formação e associação à IES no qual estudou, na melhoria da qualidade de vida desse aluno e sua associação direta com o conhecimento/aprendizagem construída durante sua relação com a IES.

O encanto se dá, diariamente, na aplicação de uma comunicação efetiva, flexível, de via dupla, na relação de confiança estabelecida entre Cliente e Fornecedor.

Encantar um cliente não é uma arte. Não é necessário ser um “artista” para encantar o aluno. Uma IES deve, como se propõe, tratar seus alunos de maneira PROFISSIONAL. Com um atendimento adequado às necessidades, com uma relação Custo vs Benefício que seja percebida como adequada (note que não estou falando de preço!).

Atitudes coerentes em relação ao seu planejamento estratégico, neste caso, são fundamentais para o sucesso na fidelização (e encantamento) do cliente em questão. Isso não é arte, é Profissionalismo.


[1] Entenda-se, neste caso, que nem sempre o menor valor absoluto da parcela será a melhor relação custo-benefício.