A Gaia Ciência

O livro foi originalmente escrito pelo filósofo Friedrich Wilhelm Nietzche em 1882 e é uma obra de reflexão do filósofo sobre a busca do conhecimento e os desafios do homem nessa busca.

O livro não tem características didáticas e os pensamentos apresentados pelo autor são efetivamente densos. O autor realiza, frente as fases da busca do conhecimento, críticas sobre as táticas aplicadas pela humanidade para a construção do conhecimento; táticas essas muitas vezes permeadas por tabus, superstições, preconceitos e dogmas diversos.

O autor realça que as influências desses ruídos (preconceitos, dogmas e tabus) não muda o fato de que todo o conhecimento humano é produzido por meio do intelecto do indivíduo e que o verdadeiro “saber” brota da razão depurada pela inteligência.

O conhecimento é, nesses termos, autossuficiente e o “Saber” humano é o que permite a criação de um “mundo com espíritos livres”.

Nesse livro (ou devo dizer os livros posto que cada capítulo é intitulado por “Livro I”, “Livro II”… ) Nietzche tenta explicar as verdadeiras raízes do conhecimento humano puro, mas de uma forma geral, o autor mais critica do que analisa o modo como a humanidade tem construído seu conhecimento.

O livro é dividido em cinco capítulos e, por sua vez, sub dividido em diversas sentenças objetivas – que depois descobrir serem denominadas “aforismos” : ou seja, sentenças curtas e concisas que expressam algum ‘preceito’ – que me pareceram mais “desaforos” que tratam de temas tais como arte, moral, história, política, conhecimento, religião, mulheres, guerras, ilusão e verdade.

O principal conceito exposto no livro é de que a Religião é o pior mal existente e que pode atrofiar a produção do conhecimento. O autor critica fortemente o cristianismo e o budismo orientando que a humanidade retrocede quando se ‘entrega’ aos poderes de dominação provocados por essas duas vertentes religiosas.

De uma forma geral, a leitura serviu para estabelecimento do contato com a obra desse filósofo e, para a prática docente, serviu para estabelecer critérios de equilíbrio entre o pensamento crítico e o criticismo exacerbado. Se o docente não entender até onde vai (ou deve ir) o seu pensamento critico e sua mediação sobre o saber e a aprendizagem, pode se tornar um ser inconveniente que se deixa levar por criticismos – o que pode atrapalhar inclusive seu senso de análise sobre a sua contribuição e influência nos processos de aprendizagem e construção de conhecimento.

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