Filme: RevolutionOS

O filme é um documentário que mostra entrevistas com as pessoas envolvidas na iniciativa do Software Livre (Free Software) com o objetivo de contar a história do Projeto GNU e do Linux.

O documentário conta a história de desenvolvedores de sistemas que iniciaram a produção de software livre por discordarem do modelo proprietário de desenvolvimento adotado por empresas desse segmento. Dentre os softwares criados, o de impacto mais expressivo foi o Sistema Operacional GNU/Linux que conduziu a principal linha de condução do documentário por ter ameaçado sensivelmente o domínio de mercado da Microsoft e seu Windows

Entre as entrevistas exibidas com o criador do Linux Linus Torvalds e o fundador do projeto GNU e da Free Software Foundation – Richard Stallman.

O tom do documentário é orientado à pessoas que não têm vivência profissional com desenvolvimento de software, computação ou disciplinas correlatas. Apesar dessa vertente, as entrevistas não seriam bem compreendidas por público totalmente leigo no assunto. Provavelmente os “não iniciados” não entenderiam os motivos de tanto impacto dessa iniciativa em uma grande corporação como a Microsoft (e seu sistema operacional).

O maior desafio da proposta Linux para a popularização do sistema operacional foi a quebra do paradigma de dominação do modelo proprietário, esbarrando com questões mais operacionais como a usabilidade e o hábito desses usuários com o modelo de interação fortemente disseminada pelo Windows da Microsoft. Tais usuários deveriam esquecer tudo o que aprenderam e começar de novo.

A filosofia do software livre (que eu chamaria de idelismo) é quase uma releitura da ‘cultura hippie’ do Paz e Amor, Vamos fazer um mundo melhor, colaborativo onde todos têm o direito de ter acesso ao código fonte de um sistema operacional, e assim, seu controle total e a possibilidade de modificálo quando e como você bem entender. – Qualquer um que tenha lido “A Revolução dos Bichos” de George Owel iria rapidamente identificar onde essa história iria acabar. – Tudo isso em confronto direto com o Modo capitalista de ser das “Corporate”s.

O discurso fraterno do Free Softwareesbarra nas contradições da própria comunidade, visíveis nas entrelinhas das entrevistas. O principal fator motivacional para essa iniciativa foi uma exacerbada necessidade de reconhecimento, isto é, O “lucro” não estaria, ao menos naquele momento, na $atisfação financeira (o $ no lugar do S é propor$ital).

O Conceito de Software livre foi, ao longo do tempo, substituído pelo conceito de Open Source, onde os “corporate” pudessem aproveitar os artefatos técnicos produzidos pela comunidade do Software Livre para ganhar alguns milhões refinando o conceito de “liberdade” com a retirada do conceito de “gratuito”.

Dentre as questões mais intrigantes é o esforço de Stallman na manutenção da “filosofia de liberdade” (seu visual lembra muito o de Karl Marx, só que com trajes Hippies). Creio que ele seja um dos poucos que acreditam no que prega.

Linus Torvalds comenta, num dos trechos que Stallman é o filósofo e ele o engenheiro.

O filme mostra uma carta de Bill Gates, fundador da Microsoft que foi enviada a um grupo de programadores na qual define o compartilhamento de software, comum entre os programadores dessa época, de “roubo”. O filme dá a entender de que Bill Gates se beneficiou (e muito) dessa colaboração que havia entre os programadores.

Em termos filosóficos, a proposta parece interessante, porém, uma das questões levantadas pela carta de Bill Gates a esse grupo de programadores é “como é possível gerar bons produtos [software] se você não é bem pago por isso?”. O modelo, tal como na “Revolução dos Bichos”, talvez seja operacionalmente inviável.

A conclusão que me parece viável a partir do contato com as ideias expostas neste filme é que o docente tem duas obrigações básicas, a saber, agir de forma a deixar claro aos seus mediados que nenhum extremismo parece adequado em nossa sociedade e permitir que a colaboração pode suscitar ideias práticas e inovadoras para nossa sociedade.

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