Filme: O clube do imperador

O filme conta a história um professor que forma um clube denominado “Clube do Imperador”, num internato, com o pretexto de estudo da cultura greco-romana, onde o mestre busca moldar a personalidade dos alunos com base nos exemplos de personagens históricos.

Um dos alunos, filho de um senador com forte influencia econômica em tal colégio, entra em choque direto com tal professor devido à sua postura arrogante e assertiva.

O professor, visando aproximar-se desse aluno, forja uma situação para que este seja integrado ao ‘clube’ a fim de que ele possa tentar moldar sua personalidade com base nos conceitos aplicados nessa organização. Tal tentativa acaba em frustração posto que o garoto não modifica sua personalidade como é de desejo do professor que começa a questionar-se sobre o significado da palavra ‘derrota’.

Num dado momento, o professor perde a chance de ser promovido a diretor do tal colégio quando o cargo é dado a um professor mais jovem e com maior habilidade em conseguir os patrocínios necessários à manutenção da instituição. Isso cai sobre ele como um superlativo em sua frustração sobre o emprego e reconhecimento dos méritos de retidão e honestidade.

O filme retrata a não linearidade do comportamento humano que, mesmo quando aplicado no exercício de valores éticos e morais, pode falhar no emprego dessas virtudes. Da mesma forma, o filme também mostra que nem sempre o uso das virtudes morais garantem o sucesso profissional ou seu reconhecimento por força do mérito nobre. Muitas vezes, os dirigentes são escolhidos não por sua capacidade de manter-se, na maior parte do tempo, em retidão de valores mas sim, por suas capacidades de prover os subsídios necessários ao bom ‘andamento dos negócios’.

Como experiência para o exercício docente, o professor não deve furtar-se a exercitar em cada dia os valores nos quais acredita. Apesar de não ser possível “moldar” a personalidade dos alunos (que são constituídas no berço), este pode dar o exemplo de conduta ética em suas atitudes. O professor deve lembrar-se, em cada dia, que também é um ‘ser humano’ sujeito às mesmas falhas que muitas vezes condena nas atitudes dos outros. Mesmo o professor, por maior notoriedade e reconhecimento que possua diante de seus pares e alunos, está vulnerável a deslizes comportamentais. E isso implica em que não deve descuidar a atenção em seus atos em momento nenhum, ainda que seus objetivos finais sejam os mais nobres. Tal como diz-se no refrão popular: “De boa intenção, o inferno está cheio!”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s