Filme: Genio indomável

O filme é sobre a história de um rapaz órfão, extremamente inteligente mas que tem um comportamento social agressivo. Apesar de sua inteligência, o rapaz prefere aplicar-se em empregos que não exijam qualificações mais elevadas.

Apesar da incrível capacidade de raciocínio lógico, memória, leitura ampliada e demais características que poderiam leva-lo a ter uma carreira acadêmica brilhante, ele não o faz. Seu comportamento agressivo levou-o, inclusive, a ter problemas com a justiça.

A descoberta da genialidade do rapaz começa com a proposição, por parte de um professor, de um problema matemático que este considera impossível de solução por seus alunos. O rapaz que trabalha como faxineiro nessa escola resolve o problema proposto em um quadro negro da escola, que é descoberto pelo tal professor.

Ao identificar o autor da solução, o professor toma algumas ações para ter esse rapaz em sua equipe de pesquisa no ramo da matemática. O rapaz, preso por mais uma de suas peripécias comportamentais, acaba beneficiado por um acordo feito por esse professor com a justiça que impõe, como condição de soltura, que o tal rapaz faça terapia e trabalhe com esse professor.

O rapaz é, então, encaminhado para a terapia e encontra um ‘terapeuta’ tão teimoso como ele e aceita trabalhar os seus medos, traumas e mudança de comportamento com esse terapeuta.

O filme discorre sobre os efeitos do surgimento de uma necessidade especial que muitos consideram positiva (superdotação) em um ambiente desfavorável em termos de estrutura familiar, financeira e emocional. A superdotação, de uma forma geral é considerada como uma dádiva e há pouco, ou quase nenhum preparo na maior parte das escolas para gerenciá-la.

Os ‘traumas’ vividos pelo rapaz o inibe de aceitar seu ‘dom’ e, com isso, o rapaz preferiu esconder-se atrás de um personagem violento e propenso a se meter em confusões numa tentativa frustrada de lutar internamente contra suas capacidades.Basicamente o que norteia o comportamento do rapaz é o medo causado pelas situações passadas. O encontro com um terapeuta que consegue estabelecer a empatia e o diálogo faz com que essa interação paciente-psiquiatra seja frutífera nos resutados de melhora da atuação social desse indivíduo.

O filme permite a reflexão, não somente das condições do jovem, mas também do impacto causado pela sociedade no comportamento das pessoas onde se considera ‘normal’ utilizar suas capacidades para atingir o máximo que for possível conseguir, sem prestar a devida atenção às necessidades do “indivíduo”. O professor não se conforma em ter um gênio trabalhando como Faxineiro e faz de tudo para que esse faxineiro se torne um homem ‘vitorioso’ e ignora seus anseios mais primários de uma pessoa, a saber, ser feliz.

Em termos de prática docente, o filme leva a refletir que o professor não pode ter ‘preconceitos’ ou se aventurar a aplicar a profecia ‘auto-realizadora’ ao encontrar um aluno que o desafie, incomode ou coisa semelhante. Professores, por natureza, têm medo de encontrar um gênio em sala de aula. Culturalmente isso o coloca como ‘presa’ nas mãos de tal cidadão que tem capacidades intelectuais maiores que a dele próprio… Logo eu, que sou um Mestre? Não deveria eu estar ensinando ao invés de aprender? Vaidade!

Em condições desfavoráveis vividas pelo aluno que, neste caso, é órfão e pobre isso é ainda mais improvável. (Imagine… garoto de periferia não pode ser um gênio!)

O fato é que o professor convencional está melhor preparado para lidar com um aluno limítrofe ou limitado fisicamente do que com um ‘gênio’. A sociedade não espera nada de pessoas com carências (tal qual o professor. Já encontrei professores que dizem de seus alunos especiais – a menor – “Qualquer coisa que esse tal aluno aprender está bom demais…”

Essa atitude causa, no aluno, um aumento significativo do MEDO e rebaixa a sua auto-estima a níveis extremamente perigosos que podem leva-lo a executar comportamentos agressivos.

Ao mesmo tempo, os currículos das fases escolares não são, na média, interessantes para tais alunos geniais. O que hes causa desmotivação no acompanhamento das disciplinas.

O professor pode fazer ‘a diferença’ na vida de alunos com essa natureza com atitudes simples:

  • Ajudar a desenvolver suas habilidades e direcioná-las ao uso adequado para sua vida;
  • Estimular bons hábitos de estudo;
  • Trabalhar sua autoestima;
  • Estimular a investigação;
  • Trabalhar o afeto e as relações sociais em sala de aula;

Permitir a aprendizagem profunda em tópicos selecionados pelo próprio aluno. Infelizmente as nossas escolas e seus professores não estão prontos para demandas dessa natureza.

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