Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa–Resenha

Resenha do texto: “Ensinar: Uma atividade Complexa e laboriosa”

Para ambientação, vale a pena dar uma olhada nesse post

Veiga, I P A Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa, in: VEIGA, I P A (org) Lições de Didática. Campinas: São Paulo, 3ª Edição, 2008. – pág 13 a 33.

O texto “Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa” de Ilma Passos Alencastro Veiga é, no mínimo, um insulto à inteligência de qualquer indivíduo realmente preocupado com os resultados efetivos que se espera da práxis docente.

Recheado de construções prolixas e sem sentido, o texto é uma pretensão da autora em, a partir de quatro óticas de concepções do ‘ato de ensinar’ elencar nas características básicas do ensino, o significado da ação de ensinar.

Na revisão das perspectivas teóricas do ensino, a autora elenca as quatro vertentes e tenta – em vão – explicar suscintamente o sentido de cada uma delas. Confesso que após a oitava leitura eu fiquei convencido de a minha incapacidade de compreender os conceitos não era um problema cognitivo meu, e sim, um problema de redação da autora.

A autora “chove no molhado” ao discorrer, supostamente embasada em 54 registros realizados por professores da educação básica até o ensino superior, de que o ensino exige planejamento por parte do docente, que é um processo que envolve afetividade entre o mediador e mediado, que é um trabalho interativo e que demanda envolvimento de todas as partes integrantes do processo e que [pelo amor de Deus] “o ensino é uma ocupação cada vez mais complexa, que remete a uma diversidade de outras tarefas além das aulas em classe”.

Minha pergunta é: era realmente necessário encher 15 páginas de puro lero-lero ou, de forma mais elegante, de puro “colóquio flácido para acalentar bovinos”[1] para concluir o que todo mundo já está “careca de saber”. Eu realmente gostaria de saber quem são os ‘salafrários’ que financiam autores tão ordinários.

Brilhantemente, a autora conclui que “o ensino é complexo e requer um marco teórico cada vez mais indagador e rigoroso para investigar os fundamentos e práticas formativas” e que “o ensino é carregado de razão e emoção, é o espaço para a vida, para a vivência das relações entre professores e alunos para a ampliação da convivência socioafetiva e cultural dos alunos”

Minha conclusão é: Deus que me livre e guarde de encontrar um professor assim enquanto eu for aluno!

Tenha santa paciência, Batman!


[1] Ou no jargão popular: Conversa mole para boi dormir!

Clube de Zeus–Teoria administrativa

Cultura Zeus

O primeiro deus grego, Zeus, representa a Cultura do Clube ou cultura do Poder. Esta cultura é caracterizada pela existência de um poder central, prevalecendo os desejos e decisões das fontes centrais. Existem poucas regras e procedimentos documentados, o controle é exercido pela figura central.
As decisões são tomadas em grande parte com base nos resultados de experiências passadas e não com base em razões processuais puramente lógicas (Freitas, 1991). O poder é exercido por meio da confiança e afinidade entre as pessoas; os esforços dos subordinados são recompensados com atribuições de maiores responsabilidades e a seleção de pessoal é baseada em vínculos pessoais.
O treinamento é informal no cargo. Como vantagens da cultura Zeus pode-se destacar o dinamismo, pois reage rapidamente às demandas externas. Entretanto as culturas de poder podem sofrer desafetos pela equipe.

Ficou curiso? Charles Handy: Gods of Management

fonte : http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-65552003000500011&script=sci_arttext