O tempo e a pressa

 

Todo o anseio ocorre no

Tempo Certo

nem antes

nem depois

Tudo ocorre no tempo certo

e o tempo

que torna

perene a minha alma

poeira a minha casca

e passa manso

a lembrar-me

calmamente

que é meu algoz e senhor

e eu que insisto

em vão

torná-lo escravo

(posto que é patrão)

(posto que é Feitor)

(posto que é grilhão)

Tempo esse que

corroi toda a minha entranha

e faz juz

à fama

de refrigério da alma

que espera

calmamente

pelo dom da paciência

que

normalmente

chega

quando dela não careço mais!

(Mauro Zamaro – Maio/2011)

 

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(esta ilustração acima teve a devida autorização do autor, o amigo JBosco – Lápis de Memória)

Otempoeapressa (Medium)

Livro: Sociedade Informática

O livro trata dos impactos das novas tecnologias computacionais na vida das pessoas a partir da reflexão das consequências dos recursos tecnológicos contemporâneos no trabalho, no tempo livre e vida social – especialmente com relação à educação – comparando as facilidades e potencialidades de impacto positivo dessas tecnologias com as dificuldades suscitadas pelo seu uso.

O livro é organizado em duas grandes partes, sendo que a primeira discorre sobre as consequências sociais da revolução técnico-científica vivenciada pela humanidade. O autor faz um paralelo com a revolução industrial na tentativa de estabelecer bases de identificação do que chama de ‘segunda revolução industrial’ e suas consequências. A segunda parte do livro trata do indivíduo inserido nessa ‘sociedade’ remodelada – que chama de sociedade informática – onde discorre sobre os possíveis destinos dessa sociedade a partir das mudanças identificadas.

O autor afirma que a humanidade vive uma segunda revolução técnico-industrial. Sendo que a primeira ocorreu entre o final do século XVIII e o início do século XIX, e foi marcada pela substituição da produção da força física do homem pela energia das máquinas. A segunda revolução técnico-industrial é fortemente caracterizada pela potencialização das capacidades intelectual do homem a partir da aplicação de autônomos para a substituição das tarefas humanas com o risco de tendência de eliminação completa da necessidade do trabalho humano..

Essa revolução industrial, segundo o autor, pode ser dividida em revolução microeletrônica, técnico-industrial e da microbiologia. Nesse último aspecto o autor chega a afirmar que o homem poderá dominar não somente a natureza mas também a sua visão de indivíduo.Nesse aspecto, o homem poderá aplicar tais conhecimentos a fim de melhorar o bem estar da humanidade apesar das consequências negativas que podem advir desse conhecimento.

O autor elenca entre os problemas inerentes desta revolução industrial a possibilidade de desemprego massivo criado pela crescente substituição do esforço humano pela força produtivo de robôs e autômatos similares. Se a tendência de substituição total da força produtiva por robôs se confirmar, poderão haver consequências econômicas bem severas posto que haverá mais pessoas desempregadas do que se é capaz de manter – e, neste caso, o governo deverá suprir tais as necessidades dessas pessoas às custas dos dividendos obtidos com tais automações.

Como consequência inerente ao problema do desemprego, as relações sociais deverão se transformar significativamente posto que as diversas formas de ocupações laborais não deverão incorrer necessariamente no desaparecimento da atividade humana. Neste cenário a tendência é de que a classe trabalhadora desapareça dando lugar à outros papeis desempenhados por indivíduos pertencentes a essa classe

Outras consequências apontadas pelo autor são:

  • a eliminação das diferenças entre trabalho manual e intelectual;
  • a eliminação das diferenças entre trabalho urbano e rural;
  • e o igualitarismo econômico como alternativa à superação de desigualdades sociais.

O igualitarismo econômico pode fazer com que as diferenças sociais sejam eliminadas mas a consequência inerente desta mudança pode gerar outras diferenças entre as pessoas.[1]

O crescimento da informatização poderá provocar uma divisão enorme entre os indivíduos que detém informações adequadas e os que não detêm acesso a elas. O autor afirma que tais diferenças podem ser superadas com a aplicação dessas tecnologias para aumentar a qualidade da educação e promover os devidos acessos aos indivíduos a tais recursos através de políticas efetivas voltadas para esta necessidade social.

O autor ainda discorre sobre os impactos políticos (e suas devidas ameaças) e culturais dessas mudanças na sociedade.

NA segunda parte, ao tratar do indivíduo inserido nessa sociedade, o autor busca a resposta para os impactos dessa revolução técnico-industrial para o índivíduo.

Ao considerar as relações do indivíduo e a sociedade, o autor afirma que essas oscilam entre o individualismo e o totalitarismo e que a tendência para esta era é a prevalência do individualismo moderado

Entre os riscos elencados pelo autor estão a potencial manipulação dos acessos e das informações disponíveis por parte do Estado e a utilização das informações para fins não-éticos já que a ‘informação’ será o elemento que definirá a riqueza (tanto da sociedade quanto dos indivíduos nela inseridos). O futuro, neste caso dependerá mais da evolução dessa sociedade em termos ‘democráticos’ ou totalitários.

O autor aponta a possibilidade do surgimento de ‘novos homens’ como consequências inerentes as mudanças da sociedade tais como o homo studiosus – homem estudioso – o homo ludens – homem lúdico – e o homo universalis – universal. Não se trata do surgimento efetivo de novas espécies biológicas e sim da constituição psicológica e comportamental.

Em termos de aplicabilidade na prática docente relativa às reflexões promovidas por este livro, o ponto chave para o sucesso evolucional da sociedade frente às novas tecnologias está fortemente ligada à educação e, especialmente, na aplicação dos recursos tecnológicos para a preparação dos indivíduos para as vivências dessa nova sociedade. O professor não pode furtar-se a participar dessas mudanças (de muito perto) posto que ele será peça fundamental para garantir que o indivíduo seja formado e informado a fim de que a sociedade tal qual a conhecemos não entre em colapso existencial.


[1] Deve se lembrar que as diferenças entre as pessoas é um fator importante na composição da sociedade.

A Meta

No livro “A Meta”, o autor utiliza-se do recurso da narrativa no estilo literário da novela para introduzir e aprofundar os conceitos de administração de produção denominada “Creative Output”.

O contexto da novela é o de uma fábrica pertencente ao grupo UniCo, situada na cidade de Bearington e gerenciada por um homem chamado Alex Rogo. Alex é um funcionário da UniCo natural de Bearington e foi designado para esta função a fim de melhorar o desempenho dessa unidade.

A história se inicia com uma crise por causa de um pedido importante atrasado. Na ocasião Alex está no comando da fábrica há seis meses. Tal crise, vista pela diretoria da UniCo como um sintoma da ineficiência da unidade, faz com que o diretor da divisão anuncie a Alex que ele teria apenas 3 meses para apresentar resultados significativos de produtividade ou senão a fábrica seria sumariamente fechada e ele perderia o emprego.

Além dessa situação, Alex enfrenta problemas de ordem familiar. Sua esposa sente-se descontente por ter se mudado para Bearington onde não têm vínculos afetivos aliado à pouca atenção dada por ele por conta das rotinas de seu cargo.

No decorrer da história, Alex lembra-se de um antigo professor que lhe auxilia com base em três regras básicas para que a principal meta da empresa – “ganhar dinheiro” – possa ser atingida em tão curto espaço de tempo.

As regras, resumidas em três conceitos chaves, são: “Ganho é o índice pelo qual o sistema gera dinheiro através das vendas”, “O inventário é todo o dinheiro que o sistema investiu na compra de coisas que ele pretende vender” e, por fim, “A Despesa operacional é todo o dinheiro que o sistema gasta a fim de transformar o inventário em ganho”.

No decorrer da história, Alex conta com o auxilio desse professor e alguns de seus assessores a fim de identificar os erros da fábrica em relação ao cumprimento da meta principal da empresa e, inevitavelmente, entram num processo de aprendizagem no melhor modo construtivista a fim de aplicar tais conceitos em resultados práticos para salvar a fábrica e consequentemente seus empregos.

Alex e seus companheiros descobrem através da vivência prática aliada com a obtenção dos conhecimentos científicos – oportunamente pontuados por esse professor no decorrer da história – que a aplicabilidade dos resultados das pesquisas acadêmicas e científicas é factível e, se bem absorvidas ou aprendidas, podem reverter em resultados objetivos bem positivos.

O autor tem uma destreza muito grande em apresentar, no meio dessa novela, os conceitos embutidos em sua teoria, suas implicações e, de forma especial, sua aplicabilidade prática num contexto onde, somente por mediação, se pode aproveitar o processo de aprendizagem real.

Por fim, o principal conceito apresentado no decorrer da história é que os melhoramentos implicam em mudanças e mudanças podem gerar resistência – através do medo – e ainda, que mesmo que os melhoramentos impliquem em resultados positivos, os impactos da evolução tecnológica e de conhecimento se não houver um processo de aprendizagem contínuo podem reverter em situações potencialmente desastrosas tanto para os ‘negócios’ quanto para a vida.

Em termos de prática docente, o livro permitiu a reflexão sobre alguns aspectos importantes tais como a necessidade da vigilância contínua no processo de aprendizagem; o conhecimento se bem empregado pode (e deve) ser revertido em aplicabilidade prática na vida dos envolvidos na aprendizagem; construir o conhecimento é a maneira mais eficiente de absorvê-lo – e nisso o professor tem um papel importantíssimo que é o de MEDIAR a aprendizagem e não ser apenas um mero transmissor de conteúdo; além disso, não existe processo de aprendizagem sem avaliações constantes (qualitativas e quantitativas) para que todos os ajustes necessários sejam aplicados no devido tempo.

A importância da Avaliação

Entrevista realizada com um docente sobre a avaliação no processo de aprendizagem.

Identificação do Professor: X [A professora preferiu não ser identificada]

Idade: 36

Formação Acadêmica: pós-graduado

Há quanto tempo é docente? 10 anos

Em qual etapa de ensino ministra aulas? Atualmente no Ensino Superior.

 

  1. O que significa avaliar? Avaliação tem como finalidade verificar o processo de ensino e de aprendizagem. Serve para verificar o que o aluno aprendeu ou não aprendeu e também serve para o professor verificar o que ele ensinou e ainda não foi aprendido pelo aluno (a avaliação serve tanto para o professor quanto para o aluno).
  2. Qual a função da avaliação dos processos de ensino-aprendizagem na instituição em que você trabalha? A mesma citada anteriormente: verificação da aprendizagem e da prática do professor (desempenho no processo de ensino, retomada de postura, repensar da metodologia…).
  3. Ao colocar em prática a avaliação dos processos de ensino-aprendizagem, o(a) senhor(a) utiliza algum embasamento teórico? Qual? Sim. Costumo sempre me embasar teoricamente nos conceitos de Antoni Zabala, que trabalha em uma linha teórico crítica dos conteúdos. Acredito em um processo de avaliação que seja tanto diagnóstica, quanto classificatória. Essas duas formas devem caminhar juntas.
  4. O(a) senhor(a) já fez algum curso relacionado à avaliação? Se sim, qual foi? Sim, alguns. Participei de palestras, comunicações orais em congressos e na maioria das vezes acabei fazendo cursos com essa temática no Congresso Nacional de Educação – ANPED, que acontece todo ano em Minas Gerais.
  5. Seus alunos são avaliados em diferentes momentos? Se sim, em quais os momentos? Sim, sempre. Vários devem ser os momentos da avaliação, pois só assim é possível verificar o que o aluno está aprendendo (ou não) e como ele está aprendendo. Existem muitas formas de se propor avaliações ao longo do processo de aprendizagem. Algumas formas são: propor diferentes atividades, exercícios de fixação após introduzir um conteúdo novo; diferentes trabalhos que envolvam diferentes habilidades dos alunos, momentos em que o professor possa interagir com seus alunos, tirar dúvidas, explicar novamente o conteúdo, diferentes provas, testes (o que não pode é aplicar somente a “clássica” prova bimestral, pois, isso só não é o bastante para a verificação da aprendizagem).
  6. Quais os instrumentos de avaliação utilizados em sua sala de aula? Acredito que tenha dito isso na resposta acima. Esses instrumentos vão desde a participação dos alunos em classe durante o trabalho em sala (envolvimento, atenção, concentração, solidariedade, respeito…) até a última avaliação que é a prova classificatória: prova bimestral.
Análise das respostas
  1. A resposta do docente está em consonância com o conceito de que a Avaliação corresponde à uma coleta de dados relevantes sobre as mudanças que processo de aprendizagem provoca nos envolvidos e cumpre as três funções básicas de diagnostico, retro informação e favorece r o desenvolvimento individual posto que mudanças podem ser tomadas em tempo hábil para que os objetivos didáticos sejam atingidos.
  2. A resposta indica que não há dicotomia entre a percepção do conceito de “o que é a avaliação” e “qual a sua importância” para o processo de aprendizagem. O conceito de avaliação, em si, é funcional serve para corroborar tomadas de decisão de mudanças necessárias para que o processo de aprendizagem seja adequado (efetivo).
  3. Aparentemente a resposta dada pelo docente é consonante com as demais e também com a linha de pensamento do autor citado. O público atingido pelo docente, dada as necessidades dos seus objetivos didáticos inerentes ao ensino superior, carece da composição das duas táticas de avaliação, a diagnóstica para garantir que os objetivos das disciplinas serão cumpridos, e a classificatória para posicionar o aluno em relação aos demais e às oportunidades de trabalho suscitadas por sua formação.
  4. A resposta do docente denota a importância dada por ele em sua educação continuada e aplicabilidade em sua prática docente.
  5. A resposta indica que o professor faz da avaliação continuada uma prática docente embarcada na mediação do conteúdo aplicado aos seus alunos. Aparentemente, o professor tem zelo por seu ofício e usa diferentes técnicas de coleta de dados para diagnostico e reavaliação de conduta. Há grandes chances de esse docente ser, em sua prática, um mediador (real) no processo de aprendizagem e não somente um mero transmissor de conteúdo.
  6. O professor aplica as táticas de avaliação diagnóstica ao longo do seu exercício de mediação. A avaliação classificatória, se a condução da mediação foi bem realizada, provavelmente corrobora as adaptações aplicadas no período antecedente à prova bimestral e documenta para a instituição que os objetivos didáticos da disciplina naquele período foram devidamente alcançados.

Plágio em trabalhos científicos

Trabalho apresentado à disciplina Metodologia da Pesquisa Científica como requisito avaliativo, orientado pela profa. Dra. Lucelia Tavares Guimarães

1 Introdução

Este trabalho apresenta o conceito de plágio e sua motivação referente à produção de trabalhos acadêmicos por meio de apropriação indevida de conteúdo. Neste trabalho são citadas algumas ferramentas de software utilizadas para detecção de plágio em trabalhos acadêmicos.

O trabalho ainda cita as principais consequências legais que podem surgir da apresentação de um trabalho acadêmico plagiado.

2 Conceitos

Págio, do latim plagium, é o ato ou efeito de plagiar, isto é, realizar a imitação ou cópia fraudulenta (PRIBERAM)

O plágio é caracterizado pela cópia parcial ou total de uma obra sem as devidas citações de fonte (e sua devida atribuição de créditos pela autoria) ou ainda sem a devida autorização do autor da obra em questão.

Contrafação, do latim contrafactio, é ato de reproduzir ou imitar fraudulentamente uma coisa, em prejuízo do autor ou do inventor. (PRIBERAM)

A lei 9610/1998 protege toda a produção intelectual independente do meio em que é publicada. Ao dispor de qualquer texto a um comitê acadêmico, blog, jornal, ou qualquer outro meio de publicação, o autor é automaticamente responsabilizado por seu conteúdo, independente da realização do registro de sua autoria. Isso inclui sua responsabilidade civil e criminal pelo uso indevido de qualquer conteúdo obtido por qualquer outro meio de publicação. (PONTES)

Essa mesma lei não cita explicitamente a palavra plágio mas conceitua a contrafação como a parte comum dos conceitos supra citados.

Segundo (MOREIRA, 2008 apud BITTAR, 2004, p. 149) “Contemporizando o plágio, este é caracterizado por uma "imitação servil ou fraudulenta de obra alheia, mesmo quando dissimulada por artifício, que, no entanto, não elide o intuito malicioso."

A classificação de plágio ou confração é competência do juiz, com base nas provas apresentadas caso a caso sendo comum a aplicação do conceito de confração quando há aplicação abusiva da reprodução com fins explícitos de aproveitamento econômico. (MOREIRA, 2008)

3 Motivação

Segundo (MARTINEZ, 2006), a massificação das fontes de informação em nossa sociedade permite que o saber seja apropriado de forma indiscriminada devido à extrema facilidade com a qual se opera tais acessos e, por conta dos recursos telemáticos, a cópia indevida é operacionalmente viabilizada pelas capacidades dos softwares de acesso e produção de conteúdo.

Esta facilidade de acesso irrestrita aliada à extrema pressão que nossa “sociedade da informação” imputa sobre o fato de que saber é poder induz às pessoas cuja formação moral não seja apropriadamente acompanhada a realizar o que se chama estelionato digital onde se aplica produção de novos conteúdos com base na cópia inescrupulosa e apropriação de sua autoria sem os devidos méritos de citação de sua fonte.

A questão do direito autoral se embasa na forma da lei 9.610 DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 que garante ao autor de obra literária, artística ou científica sua propriedade exclusiva sobre sua obra e sua reprodução depende da autorização expressa de seu autor, o que incluí naturalmente a questão do Plágio (MARTINEZ, 2006)

Portanto, plágio é a apresentação do trabalho alheio como próprio mediante o aproveitamento disfarçado e está em desacordo com o bom-senso e com a legislação CF/88 art. 5º, XXVII, art. 184 do Código Penal (MARTINEZ, 2006)

Segundo (OLIVEIRA, 2009), entre os motivos de plágio encontram-se: a Ignorância, a pressão por resultados, a falta de tempo, a sensação de “cursos irrelevantes”, professores medíocres e a afronta ao sistema. Em síntese, os alunos realizam o plágio por não estarem conscientes de que é uma atitude que fere o direito autoral em um ambiente em que as pressões por resultado rápido aliados às rotinas e agendas apertadas revelam a corrupção dos valores éticos nos quais esses estudantes deveriam ser formados.

4 Softwares de apoio à detecção de plágio

Entre alguns softwares de apoio à detecção de plágio, especialmente em obras literárias ou de produção científica estão:

§ CopyScape (Mecanismo de busca ) http://www.copyscape.com/ utilizado para busca de republicação de conteúdo de um determinado website. Basicamente faz uma busca de cópias de uma página (ou site) na internet.

§ CopyTracker: http://www.copyscape.com/ realiza a busca de conteúdo de um documento. Foi desenvolvido por estudantes da Escola Central de Lille em parceria com a Universidade de Genebra. Permite detectar textos potencialmente plagiados da internet. Gera um relatório com as passagens suspeitas.

§ Plagius: (http://www.plagius.com/s/br/default.aspx) é um software OpenSource que analisa por completo os documentos em busca de ocorrências de plágios. Ele analisa documentos nos formatos Word, PDF, OpenOffice, Html, Texto plano e, ao final, emite um relatório sobre a ocorrência de parte ou do todo dos documentos submetidos.

5 Consequências

Em termos de conceito legal, o plágio não é conceituado pela lei de direito autoral 9610/98 e cabe à doutrina jurídica[1] realizar a denominação do instituto[2] para a aplicação das sansões e responsabilidades previstas (CHAVES, 2009)

O plágio, de uma forma bem direta, nada mais é do que se fazer passar por sua uma obra feita por outra pessoa; é usurpar a originalidade, o intelecto alheio. Uma obra plagiada é muito mais "enriquecida" do que a original, já que o plagiador, sujeito ativo desse crime, é quem tem o trabalho de tentar mascarar, através de diversos artifícios, o que inicialmente se tinha como a matéria prima. (CHAVES, 2009)

O artigo 184 do Código Penal prevê pena que pode variar de 3 (três) meses a 1 (um) ano de detenção ou multa. São previstas também, dado que este tipo de delito possa suscitar, por parte do autor, alguma ação adicional de reinvindicação de indenizações por perdas de dano moral.

Por ser caracterizado como crime de menor potencial ofensivo[3], ou de menor importância, podem ser aplicáveis dispositivos legais que permitam a substituição da pena criminal por atos civis reparatórios ou ainda penalidades alternativas ao infrator. (CHAVES, 2009)

6 Conclusão

O fácil acesso ao conteúdo e conhecimento possibilitado pelo avanço tecnológico, especialmente a internet, aliado ao conjunto de pressões por resultados rápidos em agendas extremamente restritas tem fomentado, especialmente nas novas gerações não habituadas ou não devidamente formadas com valores éticos e de cidadania, tem provocado um aumento significativo nos casos de plágio.

O aumento tem sido tão significativo que suscitou necessidade de criação de softwares como ferramenta de apoio na identificação de plágios em trabalhos dessa natureza.

Tais softwares são ferramentas que permitem ao seu usuário identificar trabalhos com evidências de plágio, mas a prova efetiva deve ser produzida com base na avaliação final do usuário desse ferramental posto que, quando há as devidas citações de fonte ou referência, pode haver descaracterização do conceito de plágio.

Aparentemente a minoração dessa prática deve ser entendida como ação de todos e a tática mais adequada para eliminação desta conduta criminosa perpassa a educação e formação de cidadãos em quaisquer ambientes, independente da pressão aplicada por resultados rápidos a essas pessoas.

7 Referências

CARMO, S. J. O. Direito Autoral: uma explanação sobre o furto de bens intelectuais. Buscalegis – UFSC. Disponivel em: <http://www.buscalegis.ccj.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/view/31784/31050&gt;. Acesso em: 17 nov. 2010.

CHAVES, P. T. A responsabilização penal do aluno e do professor orientador por plágios praticados nos trabalhos de conclusão de curso. Jus Navigandi, out. 2009. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/revista/texto/17401/a-responsabilizacao-penal-do-aluno-e-do-professor-orientador-por-plagios-praticados-nos-trabalhos-de-conclusao-de-curso&gt;. Acesso em: 19 out. 2010.

DIREITO E JUSTIÇA INFORMÁTICA. Índice Fundamental do Direito – Art 184. DJI – Índicce Fundamental do Direito, 2010. Disponivel em: <http://www.dji.com.br/codigos/1940_dl_002848_cp/cp184a186.htm&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.

LEI 9610 de 19 de fevereiro de 1998, 19 fev. 1998.

MARTINEZ, V. C. PARECER TÉCNICO-JURÍDICO CIRCUNSTANCIADO "PRODUÇÃO ACADÊMICA E HONESTIDADE INTELECTUAL". Jus Navigandi, maio 2006. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

MOREIRA, M. F. A. G. Reflexos da revolução cibernética perante a comunidade acadêmica. JusNavigandi, dez. 2008. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/revista/texto/12775/reflexos-da-revolucao-cibernetica-perante-a-comunidade-academica&gt;. Acesso em: 17 nov. 2010.

OLIVEIRA, J. P. M. D. Por que os alunos fraudam? Blog do Prof. Palazzo, set. 2009. Disponivel em: <http://palazzo.pro.br/wordpress/?p=786&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

PONTES, S. Plágio, Uma questão de ética. Blog Sandra Pontes. Disponivel em: <http://sandrapontes.com/?page_id=816&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

PRIBERAM. Dicionario Priberam da Língua Portuguesa. Dicionario Priberam da Língua Portuguesa. Disponivel em: <http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=plágio&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

RABELO, C. Idéias Roubadas. Agência de notícias UNB, 14 jul. 2006. Disponivel em: <http://www.secom.unb.br/unbagencia/ag0706-27.htm&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

WIKIPEDIA. Doutrina Jurídica. WikiPedia, 2010. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_jur%C3%ADdica&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.

WIKIPEDIA. Infração de menor potencial ofensivo. WikiPedia, 2010. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Infra%C3%A7%C3%A3o_de_menor_potencial_ofensivo&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.


[1] Doutrina Jurídica é o resultado do conjunto de estudos de pensadores, juristas e filósofos do direito sobre os fenômenos de comportamento humano aplicados no campo jurídico. (WIKIPEDIA, 2010)

[2] Instituto, nesse contexto indica peça do direito tal como o parecer, jurisprudência ou senteça de ação judicial.

[3] Cf. (WIKIPEDIA, 2010)

Eu te disse, eu te disse, eu te disse

08 de outubro de 2009…

(ressucitado do baú de artigos!)

o fracasso (evidente) de alguns tipos deprojetos.

Não… esse não é mais um artigo do tipo “Eu te disse, eu te disse, eu te disse!” Não tem nenhum juízo de valor e nem retrata uma situação específica.

Particularmente eu estou cansado de me deparar com os mesmos tipos de queixas….

Ao discutir Gestão Estratégica no fórum do CEUCLAR no curso de Licenciatura em Computação, um colega relatou um cenário que ocorreu com ele enquanto cliente de um ‘fornecedor picareta de serviços’.

O que era pra ser um projeto para alavancar negócios, virou uma enxaqueca daquelas que deixa o peão imprestável.

O dito “Parceiro” foi contratado para implantar um produto, orçou mal, entregou pior ainda e jogou a culpa na plataforma tecnológica.

Particularmente eu aposto na culpa de dois agentes com posturas que concorrem este tipo de situação (corriqueira, diga-se de passagem.):

1 – Picareta Vendor: Picaretagem institucionalizada na força de vendas

Equipe comercial que aplica o seguinte lema: Eu trago o leão para dentro da sala, os técnicos que se virem para domá-lo.

Vendem um projeto que vai gastar 10 000 horas para o cliente dizendo que vai custar apenas 2 000 e (no bom jargão xulo) o cliente que se dane pois o único objetivo desses gafanhotos é a comissão ao fechamento da venda.

2 – Gestor Picareta

(mais conhecido na boca pequena como cafetão de SVCS – SiVirômetro Certified Specialists)

Para minimizar custos, alguns gestores contratam técnicos júniores, submetem esses técnicos à uma ou duas palestras (que criam a ilusão do júnior especialista!), vendem esses (manés) profissionais com certo grau de sivirômetro no mercado como profissionais especializados.

Na prática são esses caras que têm de matar o leão. Só que eles contam apenas com um canivetinho quebrado e cego. (Adivinha quem é que paga o pato (ou leão) de novo?)

Infelizmente, isso ocorre frequentemente no nosso mercado… E muitas vezes os bons profissionais são chamados para limpar a sujeira deixada por esses porcalhões.

Caso você se depare com esse tipo de ‘gente’: Corra, mas corra MUITO!

Fugir, nesse caso é o único meio de se safar! Não há distância segura desse tipo de gente!

Meu pai, sábio da vida, costumava dizer quando eu ainda era um moleque:

“Se você não tem tempo para fazer DIREITO, vai ter de arranjar mais tempo para fazer DE NOVO!”

Dicas:

Se você é cliente:

  • Contrate os melhores. O que parece caro, pode ser o seu menor custo real de projeto.

Se você é profissional:

  • CAPACITE-SE! Digo além: CAPACITE-SE da maneira ética e dedicada.
  • Quando for estudar qualquer assunto,ESTUDE DE VERDADE!
  • Somente faça promessas que sejam possíveis de serem cumpridas.
  • Não estime mais tempo do que o necessário para realizar uma determinada tarefa.
  • Não estime menos tempo do que o necessário para realizar uma determinada tarefa.
  • Realize suas tarefas com toda dedicação e perfeição que você for capaz.
  • Melhore SEMPRE!

Como a Educação a Distância pode associar “ensino, educação e aprendizagem”?

Será mesmo que há um novo tipo de associação entre ensino, educação e aprendizagem? Há, desde a antiguidade, uma associação direta entre aprendizagem e transmissão de conhecimento a fim de que se pudesse preservar as tradições e competências adquiridas pela humanidade.

A forma que se dava ao processo de aprendizagem acompanhava a evolução da maturidade na produção de conhecimentos, isto é, através da informação (ensino) da pouca[1] ciência construída dos mestres aos aprendizes.

Àquela época, havia pouco espaço para que os aprendizes pudessem condensar e refletir sobre os ensinamentos transmitidos. Não necessariamente pelo motivo simplista de o ensino ser unilateral e os mestres, senhores da sabedoria que não poderiam ser contestados… mas sim, devido à maturidade do que se conhecia até então. Os mestres, de certa forma, eram sim os donos da ‘verdade’, posto que tiveram acesso primeiro ao conhecimento produzido, e não porque eram simplesmente melhores que seus discípulos.

A formalização dos processos educacionais ao longo da evolução do saber proporcionou realizar o estudo, aperfeiçoamento e consolidação não somente do conhecimento da humanidade, mas do que se pode apelidar ‘meta-conhecimento’ no sentido de aplicar o ‘conhecimento do(s) modo(s) de aprender’. Assim, a “educação” passa vigiar e regrar a relação entre o ‘ensino’ e a ‘aprendizagem’.

As correntes filosóficas que tentam explicar os modos de aprendizagem detém uma essência de relação que indica um senso comum de que o ensino – ou o que se deve ensinar – está fortemente ligado ao ‘conhecimento’ dependente forte do substantivo ‘informação’ enquanto a aprendizagem reflete a capacidade e os meios pelos quais os instruídos (receptores) terão acesso ao compêndio informacional disponível bem como os métodos que utilizarão para absorver – e se possível reter – o que lhes fora ensinado.

A educação é o agregador do ensino e aprendizagem. É o que rege os processos de ensino e aprendizagem. Enquanto entidade formal ou de direito, é a Educação quem normamente estabelece as medidas de aplicação de leis e normas (por parte do estado). Como processo social, oferece-se, naturalmente pelo convívio intermediado entre pessoas, ora no papel de mestres, ora no papel de discípulos.

Neste espectro, por maiores as mudanças ocorridas na maturação da Educação da humanidade, em essência, mantém-se intacta, indelével e imutável. Isso se aplica também à aprendizagem e ensino. O fluxo é o mesmo: Conhecimento que passa através de um ser humano no papel (temporário) de mestre a outro ser humano no papel (temporário) de aprendiz.

A Educação à distância, EAD, assim como todos os elementos de (in)formação disponíveis a partir do advento de tecnologias mais velozes e menos restritas[2] tem como contribuição mister a permissão de realizar essa alternância de papeis mestre-aprendiz de forma dinâmica, ágil e gerenciável. Nos papeis alternam-se, o tempo todo, a pessoa dita ‘tutor’ e a pessoa dita ‘aluno’.

Isso é possível dado o fato de que o Aluno tem [virtualmente], ao alcance do mouse, acesso a todo o conteúdo produzido pela humanidade onde pode, com sua própria autonomia, navegar entre o mar do conhecimento disponível.

O ‘tutor’, por sua vez, não pode ficar em todo o tempo no papel de mestre posto que seu ‘aprendiz’ pode ser tão esclarecido (ou até mais) sobre os assuntos na pauta de troca e surpreendê-lo com questões ou conceitos que não foram por ele aprofundados. E esse (tutor), se for esperto, pode beneficiar-se da potencial curiosidade voraz de seus tutorados para aprender ainda mais do que julga saber.

Em linhas gerais, EAD, representa um meio dinâmico, capaz de absorver as facilidades tecnológicas disponíveis para aproximar pessoas (ainda que geograficamente dispersas) e permitir que essas possam exercer a Educação de forma irrestrita, bilateral e gerenciável.


[1] Pouca: neste contexto, considera-se por referência o conhecimento acumulado pela humanidade nos dias atuais.

[2] Do ponto de vista de fronteiras