Qual o tamanho do seu sonho? Quer pagar quanto por isso?

Cuidado com as coisas que você deseja! Elas podem (e vão) acontecer!.

Todos os dias somos atordoados com um tanto de expectativas (muitas vezes frustradas) de realização, sucesso, vitória.
Compramos um bilhete da mega-sena na vã esperança de que isso de certa forma mude a nossa vida de algum jeito, para um patamar melhor. [sic]
Achamos que a grama do vizinho é sempre mais verde. Que seria mais feliz se estivesse em alguma outra empresa com um Ticket-Restaurante (vulgo Vale-coxinha) mais farto ou com um plano de saúde da Golden Cross, ou ainda, numa posição de gerente ou diretor de uma multinacional dessas que sugam o sangue e a vida particular de todos os seus empregados.
O fato é que nunca estamos satisfeitos com nosso Status Quo. Normalmente não refletimos e não reconhecemos que fomos nós mesmos quem decidimos ficar onde estamos.
Inconscientemente desejamos e fazemos de tudo para nos perpetuar na desgraça das frustrações causadas por nossas expectativas elevadas e com isso, colocamos todas as culpas na “situação”, no “governo” ou no “mercado”.

O mar não está mesmo pra peixe…

Isso é verdade! O mar hoje parece que está repleto de tubarões, e nós, meras sardinhas, esperamos o dia em que – milagrosamente – nos tornaremos um desses tubarões.

agora é a parte da notícia ruim…

Você não é um tubarão. E nunca será!

a notícia boa é…

O fato de você não ser um tubarão não é necessariamente ruim!
Nós temos a tendência de nos prender em nossa zona de conforto. Mas esperamos ardentemente que um milagre nos coloque na posição desejada… e ficamos lá, esperando, esperando, esperando… [sic]
Quem espera sempre alcança?
NÃO!!! Quem espera fica lá, parado, esperando, na mesma posição onde NADA e NINGUÉM vai notar!
A verdade é que só alcança alguma coisa QUEM SAI DO LUGAR E SE MOVIMENTA!

  • – Ah, mas meu emprego é ruim mas paga as minhas contas…
  • – Ah, eu não faço o que gosto, mas tudo bem, isso pelo menos paga a prestação do carro…
  • – Ah, eu venho aqui todos os dias, já me acostumei.

O fato é que a expectativa é a mãe de todas as frustrações.

Nossas realizações são, naturalmente, medianas. Todo mundo, na média, faz as mesmas coisas, consegue as mesmas vitórias, tem os mesmos resultados e agem da mesma forma.
Se há uma fórmula da felicidade, esta deveria ser F = R – E, onde F é a felicidade, R são as realizações e E é a famosa expectativa. Nem precisa ser muito esperto (até eu consegui) para saber que se as Realizações são menores que as Expectativas, a conta da felicidade vai dar negativa.
Inconscientemente desejamos a frustração e sem perceber marchamos a passos largos rumo à completa angústia de nunca estarmos satisfeitos, e para piorar, culpamos os outros.

A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser! (Homer Simpson)

Reconheça-se: Se você é uma das inúmeras sardinhas, mude suas expectativas e deixe de sonhar em ser tubarão! Sonhe em ser uma excelente e inesquecível sardinha. Pode parecer besteira, mas é justamente quando conseguimos determinar expectativas REALISTAS sobre nós mesmos é que teremos o poder de conseguir a tão almejada FELICIDADE.

 

Foto 2012-10-25 07.11.50 PM

Redes sociais são espaços democráticos e eficazes no campo da comunicação contemporânea?

No post anterior eu comecei a prestar mais atenção nessa questão de Redes Socias e seus impactos…

A palavra “democracia” e seu significado (Δημοκρατία – demo – povo; kratos poder, isto é,  poder do povo) não me parece adequado para o emprego relativo às redes sociais (twitter, Orkut, facebook). Só faz sentido, ao meu ver, aplicar este termo em sociedades efetivamente organizadas .

A principal prerrogativa da sociedade da informação, especialmente ao se tratar de Internet, é que não existe ‘poder organizado’. Existem sim os NICHOS que se formam e se desfazem em cada ‘post’, threads de discussão ou mesmo as relações de ‘follow/unfollow’. E nesse sentido, não há aplicação efetiva do termo democracia no seu conceito clássico.

Agora, se aplicarmos o significado implícito e confuso que nossa sociedade atribui ao termo “Democracia” – pela mera oportunidade de eu, como cidadão, ter o ‘direito’ de expressão – sim… Rede social é um espaço democrático [sic].

Eu prefiro o termo “AnarquiaSmile (no melhor sentido da palavra). Todos têm poderes em redes sociais, mas não há GOVERNO nesses espaços.

A meu ver, a eficácia comunicacional desses ambientes só é justificada pela característica anárquica inerente desses sistemas de informação invisível – aos desavisados – sob a fantástica capacidade de abstração (e exposição) das relações criadas pelas pessoas.

Basicamente, as redes sociais oficializaram o ‘boca-a-boca’. O que antes era propaganda intrínseca, hoje é documentado em posts, twitts e retweets, ‘eu gostei’ (que também pode ser desfeito). E isso é perpetuado pela ‘infinita’ memória da internet…

“E assim, daqui a alguns anos, ainda será possível encontrar uma declaração de ‘amor eterno’ feita no passado à sua, então, candidata a namorada e que hoje é sua atual “ex-esposa” com quem você trava uma infindável batalha judicial pela guarda das crianças…” 

Quer coisa mais sem graça do que isso?

Portanto, use com moderação!

Top 3 perguntas sobre Redes Sociais

No dia 8 de outubro, um dos meus amigos finalmente leu um convite meu para que ele entrasse no Facebook

Em 08/10/10, Facebook escreveu:

Olá,
A pessoa abaixo convidou você para o Facebook:
Mauro Zamaro (Invite sent: Sep 18, 2010)
O Facebook é um ótimo ambiente para se manter em contato com os amigos,
publicar fotos, vídeos e criar eventos. Primeiro, você precisa se
inscrever!
Inscreva-se hoje para criar um perfil e manter contato com seus
conhecidos.
Obrigada,
A equipe do Facebook

em 15 de outubro ele resolveu fazer a ‘ primeira pergunta de quebrar as pernas’:

—–Original Message—–
From: Marcelo
Sent: Friday, October 15, 2010 1:16 PM
To: Mauro
Subject: Re: Lembrete: Mauro Zamaro convidou você para entrar no Facebook…

Por que?

 

Ah… eu acho que o site é bem legal… e vc consegue, ainda que de longe, acompanhar o que as pessoas andam fazendo com sua vida… (pelo menos o que elas expõem lá)
🙂
[]s

 

Até dentro do banheiro ?

Em 18 de outubro de 2010 Mauro  escreveu:

?se vc quiser, sim 🙂 kkkk 

Em 19 de outubro Marcelo escreveu

Mas como ?

Em 19 de outubro de 2010 13:38, Mauro  escreveu:
você pode pegar um celular (tipo o smartphone) que tem acesso à rede social Facebook e escrever lá no site que vc está ‘no banheiro cagando mole’  isso vai direto pro site e todos os seus ‘amigos’ do facebook poderão ser informados que o eu banheiro estará interditado graças ao odor exalado por esta iniciativa… kkkk

[]s

From: Marcelo
To: Mauro

Ah!… Isto é construtivo ?

 

Isso é só um prólogo para o  próximo artigo..

O impacto do mau uso da linguagem no contexto empresarial

Certa vez uma propaganda de um refrigerante utilizou um artifício, no mínimo, inusitado em sua campanha com o slogan “Imagem não é nada, sede é tudo!” com certo ar prepotente do uso da língua e seus artifícios na pretensão de mostrar que o produto final, além da sua imagem era o essencial para ‘matar a sede’.

Ok, de certa forma, a imagem do produto foi devidamente fixada e você, nobre leitor, consegue mentalmente lembrar-se de qual refrigerante cito neste pequeno texto. Se você não se lembra de tais anúncios, provavelmente é novo demais para ter assistido tais anúncios com a devida atenção.

O domínio da linguagem foi o fator determinante para a fixação da marca para este anúncio. A ‘brincadeira’ do contraste da linguagem visual com a linguagem falada – devidamente escrita num belíssimo roteiro foi a ferramenta fundamental para o sucesso de tal campanha.

Uma empresa que sabe usar a língua corretamente em suas interações de comunicação com seu público pode aumentar significativamente o seu sucesso em vendas.

Clientes não querem sentir-se ‘enrolados’ ao solicitar qualquer serviço, reparo, produto ou informação.

Um “Vou estar encaminhando sua solicitação ao setor responsável para que eles possam estar avaliando e posteriormente estar respondendo a sua questão” provoca a pior das sensações em quem ‘vai estar aguardando quando o responsável estará respondendo’. (meu corretor ortográfico aqui está reclamando da frase ‘vou estar encaminhando’, e sugere a substituição por ‘vou encaminhar’ [sic]).

Recordo-me que há alguns anos, eu era o terror dos atendentes de telemarketing. Primeiro por que os tratava mal à beça. Segundo por que a cada ‘vou estar fazendo algo’ eu simplesmente gritava d’outro lado da linha com um sonoro “Se você quiser fechar esta venda, fale direito comigo! E não maltrate o português, posto que ele não tem nada a ver com o fato de você não ter completado o ensino fundamental!”. Depois de tantas ocorrências, caí do cavalo quando, ansioso por proferir a mesma sentença por mera diversão, liguei para certa companhia telefônica e solicitei um serviço e fui atendido por mais de trinta minutos sem nenhum gerundismo. (E isso consome ao menos doze reais mensais até os dias de hoje em débito automático da conta telefônica!).

Em tempos de internet, a linguagem escrita torna-se fundamental para a perpetuação de uma boa imagem de uma empresa. A internet nunca esquece. Tudo o que é dito (escrito) on-line há de se perpetuar enquanto houver espaços de memória digital alimentados.

Uma empresa que trata seus clientes com descaso ou enrolação, mesmo que por um quantum de tempo, será lembrada por mecanismos de buscas por tais deslizes, e com páginas ‘cache’. Este efeito é potencializado ainda nos tempos atuais de web social, democrática e sem censura. Qualquer boçal (e nesse rol, também estão os comunicadores vinculados à empresas) pode expressar opiniões perpétuas sobre negócios, produtos e a imagem institucional de qualquer marca.

Ser conciso, objetivo e prático na solução de problemas é fundamental para a perpetuação de fidelidade da clientela e fomento de novos negócios em relacionamentos duradouros. E o primeiro despertar de confiança de um cliente em uma empresa é dado pela forma expressa da língua com este cliente. Seja esta expressão um script de telemarketing, um texto de um website, anúncio ou ainda nas palavras proferidas em seus funcionários durante as diversas oportunidades de interação.

No fim, o mau uso da linguagem (seja por gerundismos ou erros gramaticais diversos) pode tornar uma nova venda cada vez mais cara e trabalhosa. E uma empresa que não vende ou vai à bancarrota, ou é vencida.