O tempo e a pressa

 

Todo o anseio ocorre no

Tempo Certo

nem antes

nem depois

Tudo ocorre no tempo certo

e o tempo

que torna

perene a minha alma

poeira a minha casca

e passa manso

a lembrar-me

calmamente

que é meu algoz e senhor

e eu que insisto

em vão

torná-lo escravo

(posto que é patrão)

(posto que é Feitor)

(posto que é grilhão)

Tempo esse que

corroi toda a minha entranha

e faz juz

à fama

de refrigério da alma

que espera

calmamente

pelo dom da paciência

que

normalmente

chega

quando dela não careço mais!

(Mauro Zamaro – Maio/2011)

 

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(esta ilustração acima teve a devida autorização do autor, o amigo JBosco – Lápis de Memória)

Otempoeapressa (Medium)

Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa–Resenha

Resenha do texto: “Ensinar: Uma atividade Complexa e laboriosa”

Para ambientação, vale a pena dar uma olhada nesse post

Veiga, I P A Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa, in: VEIGA, I P A (org) Lições de Didática. Campinas: São Paulo, 3ª Edição, 2008. – pág 13 a 33.

O texto “Ensinar: Uma atividade complexa e laboriosa” de Ilma Passos Alencastro Veiga é, no mínimo, um insulto à inteligência de qualquer indivíduo realmente preocupado com os resultados efetivos que se espera da práxis docente.

Recheado de construções prolixas e sem sentido, o texto é uma pretensão da autora em, a partir de quatro óticas de concepções do ‘ato de ensinar’ elencar nas características básicas do ensino, o significado da ação de ensinar.

Na revisão das perspectivas teóricas do ensino, a autora elenca as quatro vertentes e tenta – em vão – explicar suscintamente o sentido de cada uma delas. Confesso que após a oitava leitura eu fiquei convencido de a minha incapacidade de compreender os conceitos não era um problema cognitivo meu, e sim, um problema de redação da autora.

A autora “chove no molhado” ao discorrer, supostamente embasada em 54 registros realizados por professores da educação básica até o ensino superior, de que o ensino exige planejamento por parte do docente, que é um processo que envolve afetividade entre o mediador e mediado, que é um trabalho interativo e que demanda envolvimento de todas as partes integrantes do processo e que [pelo amor de Deus] “o ensino é uma ocupação cada vez mais complexa, que remete a uma diversidade de outras tarefas além das aulas em classe”.

Minha pergunta é: era realmente necessário encher 15 páginas de puro lero-lero ou, de forma mais elegante, de puro “colóquio flácido para acalentar bovinos”[1] para concluir o que todo mundo já está “careca de saber”. Eu realmente gostaria de saber quem são os ‘salafrários’ que financiam autores tão ordinários.

Brilhantemente, a autora conclui que “o ensino é complexo e requer um marco teórico cada vez mais indagador e rigoroso para investigar os fundamentos e práticas formativas” e que “o ensino é carregado de razão e emoção, é o espaço para a vida, para a vivência das relações entre professores e alunos para a ampliação da convivência socioafetiva e cultural dos alunos”

Minha conclusão é: Deus que me livre e guarde de encontrar um professor assim enquanto eu for aluno!

Tenha santa paciência, Batman!


[1] Ou no jargão popular: Conversa mole para boi dormir!

Filme: Uma mente brilhante

O filme foi baseado no livro A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar. e conta a história real de John Nash

Aos 21 anos, Nash formulou um teorema que provou sua genialidade.

O filme começa com a chegada de Nash à universidade de Princeton onde recusa-se a participar das atividades acadêmicas. O personagem tem a obsessão de encontrar uma ‘ideia original’. Com o incentivo de um colega, ele utiliza fontes não convencionais de inspiração como, por exemplo, o estudo os movimentos de pássaros. Em uma conversa de bar Nash encontra a inspiração para uma teoria econômica aplicável à economia moderna, pondo à prova as teorias vigentes até então postuladas por Adam Simth.

O trabalho de Nash é reconhecido após ter realizado alguns trabalhos descriptografia de códigos russos para o Pentágono.Ele se casa com uma de suas alunas, Alicia com quem tem um filho.

Ele fica paranoico devido à pressão causada por uma série de eventos de perseguição por desconhecidos dos quais foi alvo. Foi diagnosticado então como Esquisofrênico.

A partir desse ponto, Nash inicia uma luta diária contra a esquizofrenia e contra os que duvidavam de sua recuperação.

O filme termina o reconhecimento pelo qual Nash tanto ansiava: o Prémio Nobel de Economia em 1994, pelo seu contributo na Teoria dos Jogos.

O filme apresenta a história de uma pessoa inteligente e, ao mesmo tempo, que sofre de um distúrbio mental. Não creio ser possível – aos ditos ‘normais’ – imaginar o que é adentrar ao mundo interno de uma pessoa nessas condições.Sendo um caso verídico, a maior notoriedade se deve ao fato de Nash ter sido um dos grandes matemáticos do século XX, ganhador de um Prêmio Nobel de Economia.

O filme retrata Nash como uma pessoa genial sobre os assuntos da matemática cujo comportamento social – como a média dos ‘gênios’ – desastroso

a postura dele, frente aos demais, as vezes arrogante somente retrata o mesmo anseio vivido por qualquer jovem que busca firmar-se frente aos demais com algo que o diferencie dos demais, em seu caso, a ideia inédita.

Para a prática docente, o filme leva à reflexão de que devemos prestar atenção às necessidades especiais de nossos alunos e que não devemos agir de forma preconceituosa possibilitando o desenvolvimento pleno de suas capacidades apesar de suas restrições psíquicas, motoras ou congnitivas. Por tras de um aluno “especial” pode haver uma história de superação e mesmo uma pessoa que não se enquadre na média comportamental pode promover avanços significativos para nossa sociedade. Basta que acreditemos em seu potencial e permitamos a execução de seu processo de aprendizagem de forma plena com respeito às suas limitações.

Filme: Independece Day

 

O filme começa com uma falha generalizada nos sistemas de comunicação mundial que, percebe-se causado por uma interferência atmosférica de uma nave espacial gigantesca conduzida por alienígenas. Desta nave saem diversas naves menores (com cerca de 20 km de diâmetro, daí se pode imaginar o tamanho da nave-mãe!) Após algumas tentativas comunicação com esses seres invasores, um técnico em comunicação identifica que esses seres estão utilizando a estrutura de comunicação terrestre para coordenar um ataque massivo ao planeta. No dia seguinte (3 de julho) os ataques começam e nem mesmo as armas nucleares são capazes de ‘deter’ tais alienígenas. A partir da coordenação do presidente americano, um ‘veterano de guerra’ vivido por Bill Pullman, a ‘incrível’ capacidade do tal técnico em comunicações em produzir um ‘vírus’ para o sistema operacional das máquinas alienígenas e a perícia do piloto militar vivido por Will Smith. Como todos os satélites estão capturados pelos ETs, esses recorrem a métodos e tecnologias de comunicação ditas ultrapassadas para coordenar uma ofensiva mundial após a instalação do tal ‘virus’ criado na nave mãe.

A vitória sobre os ETs no dia da independência americana, apesar de ressaltar a “argentinisse” dos estadunidenses não minimiza a fraqueza de argumentos e improbabilidades físicas de naves com tais dimensões permanecerem ‘paradas’ no céu sem movimentos de ar, ou mesmo a nave mãe, de dimensões colossais, não ser atraída pela força gravitacional do nosso planeta posto que estivesse tão próxima.

O evento mais ‘bizarro’ foi a produção do tal vírus em um tempo recorde.

De bom, efetivamente, passa a reflexão sobre a enorme dependência que a humanidade tem dos mecanismos de comunicação disponíveis, além de alertar os pontos de suas potenciais fragilidades.

Minha conclusão sobre o que o filme mudou em minha vida é de que, salvo pelas boas risadas, haveria tido um desperdício de cerca de 2 horas em minha vida.

Filme: Genio indomável

O filme é sobre a história de um rapaz órfão, extremamente inteligente mas que tem um comportamento social agressivo. Apesar de sua inteligência, o rapaz prefere aplicar-se em empregos que não exijam qualificações mais elevadas.

Apesar da incrível capacidade de raciocínio lógico, memória, leitura ampliada e demais características que poderiam leva-lo a ter uma carreira acadêmica brilhante, ele não o faz. Seu comportamento agressivo levou-o, inclusive, a ter problemas com a justiça.

A descoberta da genialidade do rapaz começa com a proposição, por parte de um professor, de um problema matemático que este considera impossível de solução por seus alunos. O rapaz que trabalha como faxineiro nessa escola resolve o problema proposto em um quadro negro da escola, que é descoberto pelo tal professor.

Ao identificar o autor da solução, o professor toma algumas ações para ter esse rapaz em sua equipe de pesquisa no ramo da matemática. O rapaz, preso por mais uma de suas peripécias comportamentais, acaba beneficiado por um acordo feito por esse professor com a justiça que impõe, como condição de soltura, que o tal rapaz faça terapia e trabalhe com esse professor.

O rapaz é, então, encaminhado para a terapia e encontra um ‘terapeuta’ tão teimoso como ele e aceita trabalhar os seus medos, traumas e mudança de comportamento com esse terapeuta.

O filme discorre sobre os efeitos do surgimento de uma necessidade especial que muitos consideram positiva (superdotação) em um ambiente desfavorável em termos de estrutura familiar, financeira e emocional. A superdotação, de uma forma geral é considerada como uma dádiva e há pouco, ou quase nenhum preparo na maior parte das escolas para gerenciá-la.

Os ‘traumas’ vividos pelo rapaz o inibe de aceitar seu ‘dom’ e, com isso, o rapaz preferiu esconder-se atrás de um personagem violento e propenso a se meter em confusões numa tentativa frustrada de lutar internamente contra suas capacidades.Basicamente o que norteia o comportamento do rapaz é o medo causado pelas situações passadas. O encontro com um terapeuta que consegue estabelecer a empatia e o diálogo faz com que essa interação paciente-psiquiatra seja frutífera nos resutados de melhora da atuação social desse indivíduo.

O filme permite a reflexão, não somente das condições do jovem, mas também do impacto causado pela sociedade no comportamento das pessoas onde se considera ‘normal’ utilizar suas capacidades para atingir o máximo que for possível conseguir, sem prestar a devida atenção às necessidades do “indivíduo”. O professor não se conforma em ter um gênio trabalhando como Faxineiro e faz de tudo para que esse faxineiro se torne um homem ‘vitorioso’ e ignora seus anseios mais primários de uma pessoa, a saber, ser feliz.

Em termos de prática docente, o filme leva a refletir que o professor não pode ter ‘preconceitos’ ou se aventurar a aplicar a profecia ‘auto-realizadora’ ao encontrar um aluno que o desafie, incomode ou coisa semelhante. Professores, por natureza, têm medo de encontrar um gênio em sala de aula. Culturalmente isso o coloca como ‘presa’ nas mãos de tal cidadão que tem capacidades intelectuais maiores que a dele próprio… Logo eu, que sou um Mestre? Não deveria eu estar ensinando ao invés de aprender? Vaidade!

Em condições desfavoráveis vividas pelo aluno que, neste caso, é órfão e pobre isso é ainda mais improvável. (Imagine… garoto de periferia não pode ser um gênio!)

O fato é que o professor convencional está melhor preparado para lidar com um aluno limítrofe ou limitado fisicamente do que com um ‘gênio’. A sociedade não espera nada de pessoas com carências (tal qual o professor. Já encontrei professores que dizem de seus alunos especiais – a menor – “Qualquer coisa que esse tal aluno aprender está bom demais…”

Essa atitude causa, no aluno, um aumento significativo do MEDO e rebaixa a sua auto-estima a níveis extremamente perigosos que podem leva-lo a executar comportamentos agressivos.

Ao mesmo tempo, os currículos das fases escolares não são, na média, interessantes para tais alunos geniais. O que hes causa desmotivação no acompanhamento das disciplinas.

O professor pode fazer ‘a diferença’ na vida de alunos com essa natureza com atitudes simples:

  • Ajudar a desenvolver suas habilidades e direcioná-las ao uso adequado para sua vida;
  • Estimular bons hábitos de estudo;
  • Trabalhar sua autoestima;
  • Estimular a investigação;
  • Trabalhar o afeto e as relações sociais em sala de aula;

Permitir a aprendizagem profunda em tópicos selecionados pelo próprio aluno. Infelizmente as nossas escolas e seus professores não estão prontos para demandas dessa natureza.

Filme: Colcha de Retalhos

Trabalho apresentado como Atividade Acadêmico Científico Cultural ao Centro Educacional Claretiano

O filme retrata um momento da vida de uma jovem mulher que, enquanto prepara seu casamento, vai morar na casa de sua avó. Esta, de presente de casamento, resolve compor uma ‘colcha de retalhos’ com a ajuda de diversas outras mulheres amigas. Esta, ao que parece, é uma tradição de família. Durante a confecção da tal colcha, a personagem principal ouve o relato dessas mulheres sobre suas histórias de vida.

Ao que tudo indica, o intuito dessa tradição é provocar a reflexão desta personagem em relação aos passos e decisões que influenciarão em seu futuro.

Neste período, a personagem se percebe atraída por um outro rapaz que não o seu noivo e começa a questionar seus planos para o futuro e suas expectativas frente ao casamento e sua carreira.

A metáfora dos retalhos é proposital e carrega um conjunto de simbolismos representativos da vida dessas mulheres e suas histórias amorosas. Os desenhos bordados nesses retalhos remetem, à memória dessa personagem, as histórias contadas por elas.

Esse convívio faz com que ela enriqueça sua experiência de vida e reflita sobre os papeis desempenhados na formação de uma família, as renúncias e decisões aplicadas pelos envolvidos em uma vida familiar.

No ápice do filme, de posse da colcha pronta, a avó cobre a neta com este artefato e é nesse momento que essa moça demonstra a percepção de que suas escolhas não serão isoladas e que terão forte influência em sua vida e na vida da família que pretende montar. Da mesma forma, o fato de ter sido ‘coberta’ com essas histórias tem a conotação de que ela aprendeu com essas mulheres um pouco de suas experiências, mitos, tradições, escolhas e renúncias..

Tentando traduzir esta experiência para a prática docente, ouso concluir que o professor deve, no ambiente de mediação da aprendizagem, promover o crescimento humano das pessoas que serão aplicados como seus alunos permitindo trocar com eles as suas experiências de vida, ainda que composta de diversos retalhos, para que esses possam ser beneficiados com o aprendizado de uma vida já vivida pelo professor. O professor deve ter em mente também que ele pode ser ‘coberto’ pelos conhecimentos trazidos por seus alunos e para tanto, deve estar aberto a ouvir suas histórias e tecer com eles uma colcha de retalhos do período em que conviveram e trabalharam de forma interativa.

Livro: O código da Inteligência

O livro é dividido em três grandes partes onde o autor discorre sobre o complexo processo da formação de pensadores com base na exposição de sua teoria de Inteligência Multifocal e na aplicação de sua ‘otimização de uso’ através de oito códigos que podem disparar a melhor utilização da inteligência a fim de alcançar o seu melhor rendimento em seu uso para adquirir uma melhor qualidade de vida.

No livro o autor ainda descreve o que chama de quatro armadilhas que “bloqueiam o uso da inteligência, asfixiam a emoção e abortam projetos de vida” e descreve os hábitos dos profissionais que fazem o devido uso de sua inteligência em busca do sucesso pessoal e profissional.

Na primeira parte o autor expõe os conceitos do que chama “Inteligência Multifocal” e sua atuação e influência nas dimensões do inconsciente, da fantasia e da lógica.

Nesta fase também o autor estabelece uma ligação clara entre o que chama de “códigos da inteligência” e remete à diretriz de que nós podemos decifrar tais códigos a fim de otimizar o seu uso em benefício de nosso sucesso.

Na segunda parte do livro, o autor expõe as quatro principais armadilhas que tolhem a inteligência humana em sua origem, a mente. Entre as armadilhas descritas estão: 1) o “conformismo” – que o autor aplica a ideia central de que pessoas conformistas aceitam os fatos como obra do destino enquanto os não conformistas agem como ‘gestores’ de suas vidas. 2) o “coitadismo” – denominado também de “auto piedade” que nada mais é do que o conformismo pessimista e que faz alarde de sua condição de fracasso. 3) o “medo de reconhecer erros” – auto explicativo e 4) o “medo de correr riscos” – que é o principal fator de bloqueio da criatividade.

A terceira parte do livro, enfim, discorre sobre os denominados oito códigos da inteligência.

Esta parte, mais extensa, descreve de forma clara e objetiva os conceitos de auto gestão do intelecto, da autocritica, da resiliência, do altruísmo, do debate de idéias, do carisma, da intuição criativa e da auto gestão da emoção.

Além das exposições de conceitos, o autor sugere aplicações práticas para o exercício de cada um das chaves de abertura da inteligência baseada em cada conceito aplicado.

Por fim, o autor expõe, de forma suscinta os hábitos das pessoas que, tendo decifrado tais códigos, têm uma vida plena e realizada graças à identificação desses gatilhos que lhes permitem utilizar sua Inteligência para a promoção de uma melhor qualidade de vida e satisfação.

Entre os hábitos citados pelo autor estão o exercício contínuo da superação de expectativas (fazer além do que lhes é solicitado), a prevenção dos ‘erros’ antes de sua ocorrência, o exercício contínuo de atitudes empreendedoras, trabalho em equipe e a utilização dos ‘elogios’ ao invés de pressões e imposição de medos nas pessoas que cercam os excelentes profissionais.

Conclusão

Todos têm potencial para realizações de sucesso e aplicação de uma qualidade de vida que nos permita executar nossos projetos com satisfação. Muitas vezes, somos minados ou ainda sabotados – por nós mesmos inclusive – e travamos o potencial do exercício de nossa inteligência. O livro permitiu a reflexão de que é necessário olhar com maior afinco em todas as ‘travas’ que insistimos em usar durante o exercício de nossa prática profissional.

Muitas vezes, somos, por conta do mau uso de nossa inteligência, responsáveis por influências negativas nas outras pessoas (alunos, por exemplo) que podem ter seu ‘potencial’ de sucesso minorado por nossas atitudes e influências exercidas nelas.