Desafios do profissional de Educação…

Temo que o principal desafio de um profissional de Educação seja de caráter motivacional.

Ao passo que esse profissional deve ser um “intelectual”, ou seja, um indivíduo capaz de estabelecer linhas próprias de raciocínio e criação de conhecimento, creio que isso exija desse profissional um esforço efetivamente grande para exercer dignamente sua posição de mediador do processo de aprendizagem.

Via de regra, encontramos professores desta área alternando-se entre turnos para compor uma renda adequada para o estabelecimento de padrões relativamente dignos à sua condição de formador cultural da sociedade. No ínterim dessas alternâncias há de se considerar que este profissional deve desenvolver suas competências intelectuais com base em leitura e contato com as mais diversas manifestações artísticas e culturais.

Entre os minutos que sobram de sua jornada, divida entre o translado entre um posto e outro de trabalho, vivência familiar, contato com as manifestações artísticas, há de se considerar que este profissional tenha, de uma forma ou de outra, o acesso a algum tipo de convívio familiar o qual deve ele também estabelecer tempo suficiente para o cumprimento de suas atividades sócio-familiares para o estabelecimento e manutenção de sua saúde mental.

Este profissional ainda precisa encontrar algum tempo para o descanso merecido. Sua saúde física depende disso.

Ao estabelecer o contato com seus ‘pupilos’, este profissional pode deparar-se com diversas expectativas divergentes no que tange a interação (entenda-se aqui DESGASTE) emocional a ser estabelecida entre professor-aluno. Para temperar um pouco mais o cenário, há pouco incentivo de remuneração e benefícios que o permita conduzir sua formação continuada, isto é, a promoção de uma reciclagem educacional por parte de seus empregadores é extremamente rara, quando não é nula.

O questionamento feito, neste caso, é “como é possível” capacitar um profissional de educação para os aspectos intelectuais exigidos para que este profissional possa realizar sua “obrigação” de forma a obter uma qualidade efetiva de sua atuação de formador sem a aplicação de incentivos REAIS, não necessariamente vinculado aos pacotes de remuneração? Como motivar o profissional de ensino a realizar a formação concreta de indivíduos conscientes, éticos, cujos conhecimentos éticos, administrativos e pessoais se não há espaço o suficiente em sua agenda diária para que ele desenvolva seus aspectos intelectuais?