Filme: Piratas do vale do silício

O filme conta a história das duas maiores personalidades do mundo da informática, a saber, Bill Gates e Steve Jobs, e de como eles consolidaram as duas maiores empresas de software do mundo.

O filme mostra as diferenças de personalidades, valores e atitudes desses líderes quando, ainda na década de 70, fundaram suas empresas.

O contraste entre os dois personagens (reais) principais dessa história é o fator mais interessante. Ambos têm o mesmo objetivo: O reconhecimento.

O estilo do jovem Steve Jobs é o de ‘hippie porraloca’ contestador que vai a passeatas estudantis, toma LSD e acha que é o ‘messias’ (tudo isso para esconder seus problemas familiares).

Já o estilo do jovem Bill Gates é o oposto, yuppie potencial. Coleciona revistas PlayBoy e prefere beber cerveja jogando Poker com Ballmer (atual presidente da Microsoft) e Paul Allen.

Alguns aficionados por eletrônica, entre eles, Jobs, trabalham exaustivamente na construção de um protótipo de computador de menor porte. Jobs e seu ‘time’ finalizam o protótipo do primeiro “Apple” e, com o sucesso desse trabalho, decidiram montar uma empresa para comercializá-lo. Surgia aí a Apple Computer.

No lançamento do Apple II em uma feira de informática, Bill Gates, até então totalmente desconhecido, é solenemente esnobado por Jobs e decide, com raiva, acabar com a Apple.

Nesse cenário, as grandes indústrias como a IBM, Xerox não acreditavam na popularização dos computadores pessoais e só notaram o engano de estratégia com a publicação dos resultados da Apple Computer que tinha fechado a década com uma das melhores empresas de tecnologia.

Em 1980, a IBM decidiu entrar no setor de computadores pessoais para competir com a Apple. A empresa criou o Hardware e contratou a Microsoft de Bill Gates para produzir um sistema operacional compatível com o equipamento.

Bill Gates comprou os direitos de um sistema operacional quase pronto feito por universitários. Com algumas modificações a Microsoft entregou esse sistema à IBM que Lançou o IBM PC em 1981.A Xerox mantinha um centro de pesquisa em que alguns funcionários criavam ‘invenções’ que foram ignoradas pela companhia, entre elas, o mouse. Jobs teve acesso à essas invenções e, com base nas pesquisas da Xerox lançou computadores como o Macintosh e o Lisa com interface gráfica e ícones que pudessem interagir com o mouse.

Bill Gates, no entanto, consolida a liderança dos PCs e da Microsoft e fecha um contrato para fornecimento de softwares para a Apple Computer, de onde extraiu a idéia para a criação do Windows.

O filme termina com a Apple se rendendo, em 1997, a Bill Gates, quando este compra parte da empresa, evitando que ela entre em falência

O ponto forte do filme é a apresentação dos artifícios usados pelos dois personagens principais (Jobs e Gates) para alcançar seus objetivos de reconhecimento e sucesso nos negócios a partir de uma ideia descartada pelas grandes indústrias de computadores, a saber, a popularização dos computadores pessoais (ainda que de formas moralmente condenáveis, as vezes).

Do ponto de vista da prática docente, o filme leva a reflexão que o professor deve incentivar em seus alunos alguns pontos positivos da atitude desses visionários tais como a persistência na busca de um determinado objetivo; o exercício da criatividade que só é alimentada com base na busca constante por conhecimento (estudo). Considerando também os pontos negativos, o docente deve aplicar a reflexão sobre os valores morais e éticos e lançar a discussão sobre os conceitos de atitudes morais, corretas ao mesmo tempo em que prepara seus alunos para a ‘verdade’ existente no mercado – onde nem todos os que irão interagir com eles farão uso de tais valores nos ‘ambientes corporativos’.

Livro: Sociedade Informática

O livro trata dos impactos das novas tecnologias computacionais na vida das pessoas a partir da reflexão das consequências dos recursos tecnológicos contemporâneos no trabalho, no tempo livre e vida social – especialmente com relação à educação – comparando as facilidades e potencialidades de impacto positivo dessas tecnologias com as dificuldades suscitadas pelo seu uso.

O livro é organizado em duas grandes partes, sendo que a primeira discorre sobre as consequências sociais da revolução técnico-científica vivenciada pela humanidade. O autor faz um paralelo com a revolução industrial na tentativa de estabelecer bases de identificação do que chama de ‘segunda revolução industrial’ e suas consequências. A segunda parte do livro trata do indivíduo inserido nessa ‘sociedade’ remodelada – que chama de sociedade informática – onde discorre sobre os possíveis destinos dessa sociedade a partir das mudanças identificadas.

O autor afirma que a humanidade vive uma segunda revolução técnico-industrial. Sendo que a primeira ocorreu entre o final do século XVIII e o início do século XIX, e foi marcada pela substituição da produção da força física do homem pela energia das máquinas. A segunda revolução técnico-industrial é fortemente caracterizada pela potencialização das capacidades intelectual do homem a partir da aplicação de autônomos para a substituição das tarefas humanas com o risco de tendência de eliminação completa da necessidade do trabalho humano..

Essa revolução industrial, segundo o autor, pode ser dividida em revolução microeletrônica, técnico-industrial e da microbiologia. Nesse último aspecto o autor chega a afirmar que o homem poderá dominar não somente a natureza mas também a sua visão de indivíduo.Nesse aspecto, o homem poderá aplicar tais conhecimentos a fim de melhorar o bem estar da humanidade apesar das consequências negativas que podem advir desse conhecimento.

O autor elenca entre os problemas inerentes desta revolução industrial a possibilidade de desemprego massivo criado pela crescente substituição do esforço humano pela força produtivo de robôs e autômatos similares. Se a tendência de substituição total da força produtiva por robôs se confirmar, poderão haver consequências econômicas bem severas posto que haverá mais pessoas desempregadas do que se é capaz de manter – e, neste caso, o governo deverá suprir tais as necessidades dessas pessoas às custas dos dividendos obtidos com tais automações.

Como consequência inerente ao problema do desemprego, as relações sociais deverão se transformar significativamente posto que as diversas formas de ocupações laborais não deverão incorrer necessariamente no desaparecimento da atividade humana. Neste cenário a tendência é de que a classe trabalhadora desapareça dando lugar à outros papeis desempenhados por indivíduos pertencentes a essa classe

Outras consequências apontadas pelo autor são:

  • a eliminação das diferenças entre trabalho manual e intelectual;
  • a eliminação das diferenças entre trabalho urbano e rural;
  • e o igualitarismo econômico como alternativa à superação de desigualdades sociais.

O igualitarismo econômico pode fazer com que as diferenças sociais sejam eliminadas mas a consequência inerente desta mudança pode gerar outras diferenças entre as pessoas.[1]

O crescimento da informatização poderá provocar uma divisão enorme entre os indivíduos que detém informações adequadas e os que não detêm acesso a elas. O autor afirma que tais diferenças podem ser superadas com a aplicação dessas tecnologias para aumentar a qualidade da educação e promover os devidos acessos aos indivíduos a tais recursos através de políticas efetivas voltadas para esta necessidade social.

O autor ainda discorre sobre os impactos políticos (e suas devidas ameaças) e culturais dessas mudanças na sociedade.

NA segunda parte, ao tratar do indivíduo inserido nessa sociedade, o autor busca a resposta para os impactos dessa revolução técnico-industrial para o índivíduo.

Ao considerar as relações do indivíduo e a sociedade, o autor afirma que essas oscilam entre o individualismo e o totalitarismo e que a tendência para esta era é a prevalência do individualismo moderado

Entre os riscos elencados pelo autor estão a potencial manipulação dos acessos e das informações disponíveis por parte do Estado e a utilização das informações para fins não-éticos já que a ‘informação’ será o elemento que definirá a riqueza (tanto da sociedade quanto dos indivíduos nela inseridos). O futuro, neste caso dependerá mais da evolução dessa sociedade em termos ‘democráticos’ ou totalitários.

O autor aponta a possibilidade do surgimento de ‘novos homens’ como consequências inerentes as mudanças da sociedade tais como o homo studiosus – homem estudioso – o homo ludens – homem lúdico – e o homo universalis – universal. Não se trata do surgimento efetivo de novas espécies biológicas e sim da constituição psicológica e comportamental.

Em termos de aplicabilidade na prática docente relativa às reflexões promovidas por este livro, o ponto chave para o sucesso evolucional da sociedade frente às novas tecnologias está fortemente ligada à educação e, especialmente, na aplicação dos recursos tecnológicos para a preparação dos indivíduos para as vivências dessa nova sociedade. O professor não pode furtar-se a participar dessas mudanças (de muito perto) posto que ele será peça fundamental para garantir que o indivíduo seja formado e informado a fim de que a sociedade tal qual a conhecemos não entre em colapso existencial.


[1] Deve se lembrar que as diferenças entre as pessoas é um fator importante na composição da sociedade.

A coisificação das pessoas

“[…] Eu que antes era e me sabia

Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

Ser pensante, sentinte e solitário

Com outros seres diversos e conscientes

De sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio

Por me ostentar assim, tão orgulhoso

De ser não eu, mas artigo industrial,

Peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.

Meu nome novo é Coisa.

Eu sou a Coisa, coisamente”.

(Trecho de “Eu, etiqueta”, de Carlos Drummond de Andrade, da obra: O corpo,

Rio de Janreiro: Record, 1994 ).

 

O poeta retrata o impacto da sociedade da informação sobre a pessoa que antes era um indivíduo e agora é tratado como coisa, alvo ou parte de um “market share”, um segmento ou qualquer elemento de taxonomia social onde seu perfil possa ser encaixado.

A principal influência descrita no poema é o do conceito da “sociedade do espetáculo” de Debord (Guy Debord) que trata da forma pela qual os princípios do mercado são executados em nossa sociedade capitalista. No entanto a condução das ações e táticas que garantem a geração de tal retrato infame é, em meu ponto de vista míope, responsabilidade do “novo príncipe” que sequer quer ser amado ou temido. Para este, basta realizar o poder sobre os ‘indivíduos transmutados em coisas’ – é mais fácil dominar um a um do que um grande organismo social.

Se vista sob a ótica da sociologia, o principal risco aventado por esse retrato do indivíduo tornado coisa pela práxis do mercado (da comunicação) é a dissolução ou a deformação do indivíduo em sua essência de ser que se relaciona com outros em grupos ou nichos sociais nos quais está(va) inserido.

A segmentação é o principal fator de diminuição da condição social do indivíduo. Já sob a ótica das ciências jurídica, política e econômica, é pertinente a apreciação desse cenário exposto pois é com base nessas visões que se permite (ou não) consolidar os mecanismos necessários para que nem a sociedade, nem o indivíduo e tão pouco o mercado sejam dissolvidos em anarquias isoladas e inoperantes do ponto de vista social.

Em suma, as áreas da ciências humanas – em especial a sociologia – devem conduzir, com seus conceitos, as ações intelectuais (e práticas) necessárias que permitam impedir ou minimizar a “coisificação” das pessoas.[1]


[1] A palavra é horrorosa, mas não encontrei algo melhor para descrever objetivamente o conceito de ‘tornar as pessoas em coisas’. Perdoe-me pelo neologismo barato.

O que é um veículo de comunicação crítico?

Há uma grande ‘explosão’, especialmente na práxis pedagógica, do adjetivo “crítico” normalmente na classificação de um “cidadão” e atrelado à responsabilidade de um docente quanto à sua formação. Na maior parte dos artigos científicos do espectro da sociologia, pedagogia e lerolerologia encontramos a frase “formar cidadãos críticos e conscientes de seu papel social[1]. Isso, ao meu ver, está tão batido que não chega nem ao status de “commoditie”.

O adjetivo crítico deveria ser tratado com a criticidade que lhe é de direito.

Quando tratamos de algo crítico, tratamos de algo que deve ser relevante, fundamental – essencial à vida ou a alguma questão de negócios. Por exemplo, para uma companhia aérea, seu sistema de emissão de bilhetes é um sistema crítico e deve ser mantido por ela com tamanho cuidado quanto for possível.

Um “veículo de comunicação crítico” é um ente comunicacional que contribui de forma eficaz com a formação da pessoa, do indivíduo, do CIDADÃO consciente de seu papel social. Parece balela, talvez por causa do tamanho uso sem ‘critica’ do termo ‘crítico’.

Um veículo de comunicação crítico é operacionalizado por pessoas ‘não passivas’ ou, para que não me julguem mal, por pessoas que não são inertes aos movimentos políticos, sociais, econômicos que influenciam e têm o claro objetivo de deturpar a ética em seus valores e princípios a partir de interesses de mercado.

Um veículo de comunicação crítico é livre para expressar suas opiniões, por mais dissonantes que pareçam em relação à média das opiniões e fomentar a discussão e o posicionamento social do indivíduo por meio das reações a essas opiniões.

Um veiculo de comunicação crítico é responsável pela integridade moral e pela honestidade em relação aos conceitos e regras sociais.

Enfim, um veículo de comunicação crítico é o dispositivo no qual o indivíduo vê retratado valores éticos e morais, além de ser imparcial e verdadeiro no fomento da evolução social da humanidade.


[1] Dê um Bing na frase e veja o número de hit-counts!

Qual o papel de uma IES?

Primeiramente, o Produto ‘vendido’ por uma IES é o ‘conhecimento’, ou na verdade, a transmissão de conhecimento. Não é cabível a uma IES que seus formados não consigam exercer minimamente suas atribuições delimitadas por sua formação.

A IES deve zelar pela qualidade do produto entregue aos alunos em forma de seus acessos, subsídios e recursos didáticos disponíveis aos discentes. Mesmo que se aplique as correntes filosóficas de ensino moderno onde o professor é um intermediador no processo de aprendizagem, a IES tem por obrigação medir e controlar a qualidade do conhecimento produzido e transmitido.

Sobre o Peço, a minha visão é, no mínimo, controversa: A garantia da qualidade depende intimamente da capacidade de gerenciamento de custos da IES.

O aluno (cliente) procura naturalmente pelo menor preço possível e essa é, muitas vezes, uma relação desleal. O cliente que pagar o mínimo pelo máximo, SEMPRE. Ganha o cliente a IES que consegue entregar mais “valor agregado” pelo menor preço de venda, (e possivelmente pelo menor custo). Mesmo esta relação tem um limite. Cabe à IES capitalizar em seu processo de venda maximizar a relação Custo vs Benefício à sua clientela.[1]

É neste ponto que entra o planejamento efetivo da “Promoção”, isto é, da definição das estratégias e táticas (operacionalizadas pela comunicação) para conquistar os clientes, criar a visão de compra, fechar o negócio e, principalmente, fidelizar o cliente.

Tive algumas experiências em IES, como cliente que gostaria de partilhar:

Minha primeira passagem por uma IES foi numa IFES (Instituição Federal de Ensino Superior). Ok, tinha Zero de mensalidade, um alto nível das propostas de conteúdo e conhecimentos ofertados mas, um atendimento no máximo Sofrível em termos de comunicação e disponibilidade de acessos às demandas de produção/absorção de conhecimentos. Tive dois ou três professores dos quais eu vou lembrar por toda a vida. Os demais agiam com uma soberba sem precedentes quando estavam à frente do púlpito. Estavam ali enaltecendo suas próprias vaidades (isso quando não estavam em greve por melhores salários e outros tópicos de discussão duvidosa nas agendas!). Devo confessar que eu, naquela ocasião também não era tão maduro a ponto de aproveitar os benefícios daquela IFES e aplicar-me um pouco mais a fim de conseguir vencer as dificuldades daquele relacionamento tortuoso. O fato é que perdemos todos, eu por não ter concluído o meu curso e a IFES pois deixou de formar um bom aluno também.

A segunda passagem foi numa IES particular. Nesta época eu estava motivado a concluir o meu curso. Atravessava a cidade de São Paulo para frequentar as aulas, participava ativamente das discussões em grupo, etc. Mas a qualidade do conteúdo básico aplicada aos alunos através dos seus Docentes era, no mínimo, questionável. Neste caso, desisti por dois motivos: 1 – Dois terços dos professores, apesar de Mestres e Doutores, transmitiam conceitos técnicos equivocados (conceitos esses que eu já havia adquirido na experiência anterior) aos meus colegas de classe. 2 – o atendimento da secretaria foi leviano no cuidado com a documentação apresentada para aproveitamento das disciplinas que eu já havia cursado. Metade do material entregue no processo foi perdido por mera falta de organização dos funcionários da secretaria. Material esse que foi conferido folha a folha, em conjunto com o funcionário que protocolou o processo. A atitude da escola foi atribuir a mim a responsabilidade da entrega do material dito ‘incompleto’.

Finalmente, encontrei uma IES que me permitiu concluir o curso superior com técnicas e tecnologias modernas (EAD). Mas mesmo com uma excelente qualidade, o atendimento efetivo não tem lá sido dos melhores. E não parece haver, por parte deles, muita abertura para ajustar seus processos com base nos feedbacks dados por seus clientes. De qualquer forma, esta ainda é uma escola na qual cogito aplicar uma nova onda de evolução acadêmica.

Em meu entendimento, uma IES deve ser responsável por promover a transmissão mediada do conhecimento, capacitação profissional e evolução acadêmica para seus clientes (discentes). Isso deve ser realizado em parceria entre o cliente e IES. Parceria é uma via de mão dupla. Onde ambos investem (seu tempo e dinheiro) para garantir a melhor relação custo vs benefícios para AMBOS. Uma IES deve ter, como estratégia, flexibilidade em seus processos de comunicação a fim de que possa, não somente transmitir o conhecimento, mas aprender diariamente com seus clientes por meio de táticas efetivas de comunicação. Estabelecer uma relação de confiança com os discentes é a melhor tática para garantir a perpetuação ou fidelização desses clientes que buscam, nessas IES, agregar valores intangíveis em suas vidas.

O encanto que uma IES pode promover aos seus clientes (alunos) após a efetivação da matrícula se dá pela aplicação elementar do seu planejamento estratégico.

Sua estratégia deve ser traduzida em ações táticas que reflitam seus valores, conceitos e, principalmente, sua missão como pessoa (jurídica).

Aliar o ‘discurso’ com a ‘prática’ é um dos principais desafios de qualquer empresa. Numa IES, esse desafio é superlativado especialmente pelo fato de que o produto final adquirido pelo cliente é intangível.

O valor do que foi adquirido por um aluno de uma IES só é percebido por ele de forma indireta por meio das mudanças efetivadas por este conhecimento transmitido em sua própria vida através de uma ‘promoção no emprego’, uma oportunidade de emprego melhor devido à sua formação e associação à IES no qual estudou, na melhoria da qualidade de vida desse aluno e sua associação direta com o conhecimento/aprendizagem construída durante sua relação com a IES.

O encanto se dá, diariamente, na aplicação de uma comunicação efetiva, flexível, de via dupla, na relação de confiança estabelecida entre Cliente e Fornecedor.

Encantar um cliente não é uma arte. Não é necessário ser um “artista” para encantar o aluno. Uma IES deve, como se propõe, tratar seus alunos de maneira PROFISSIONAL. Com um atendimento adequado às necessidades, com uma relação Custo vs Benefício que seja percebida como adequada (note que não estou falando de preço!).

Atitudes coerentes em relação ao seu planejamento estratégico, neste caso, são fundamentais para o sucesso na fidelização (e encantamento) do cliente em questão. Isso não é arte, é Profissionalismo.


[1] Entenda-se, neste caso, que nem sempre o menor valor absoluto da parcela será a melhor relação custo-benefício.

Eu te disse, eu te disse, eu te disse

08 de outubro de 2009…

(ressucitado do baú de artigos!)

o fracasso (evidente) de alguns tipos deprojetos.

Não… esse não é mais um artigo do tipo “Eu te disse, eu te disse, eu te disse!” Não tem nenhum juízo de valor e nem retrata uma situação específica.

Particularmente eu estou cansado de me deparar com os mesmos tipos de queixas….

Ao discutir Gestão Estratégica no fórum do CEUCLAR no curso de Licenciatura em Computação, um colega relatou um cenário que ocorreu com ele enquanto cliente de um ‘fornecedor picareta de serviços’.

O que era pra ser um projeto para alavancar negócios, virou uma enxaqueca daquelas que deixa o peão imprestável.

O dito “Parceiro” foi contratado para implantar um produto, orçou mal, entregou pior ainda e jogou a culpa na plataforma tecnológica.

Particularmente eu aposto na culpa de dois agentes com posturas que concorrem este tipo de situação (corriqueira, diga-se de passagem.):

1 – Picareta Vendor: Picaretagem institucionalizada na força de vendas

Equipe comercial que aplica o seguinte lema: Eu trago o leão para dentro da sala, os técnicos que se virem para domá-lo.

Vendem um projeto que vai gastar 10 000 horas para o cliente dizendo que vai custar apenas 2 000 e (no bom jargão xulo) o cliente que se dane pois o único objetivo desses gafanhotos é a comissão ao fechamento da venda.

2 – Gestor Picareta

(mais conhecido na boca pequena como cafetão de SVCS – SiVirômetro Certified Specialists)

Para minimizar custos, alguns gestores contratam técnicos júniores, submetem esses técnicos à uma ou duas palestras (que criam a ilusão do júnior especialista!), vendem esses (manés) profissionais com certo grau de sivirômetro no mercado como profissionais especializados.

Na prática são esses caras que têm de matar o leão. Só que eles contam apenas com um canivetinho quebrado e cego. (Adivinha quem é que paga o pato (ou leão) de novo?)

Infelizmente, isso ocorre frequentemente no nosso mercado… E muitas vezes os bons profissionais são chamados para limpar a sujeira deixada por esses porcalhões.

Caso você se depare com esse tipo de ‘gente’: Corra, mas corra MUITO!

Fugir, nesse caso é o único meio de se safar! Não há distância segura desse tipo de gente!

Meu pai, sábio da vida, costumava dizer quando eu ainda era um moleque:

“Se você não tem tempo para fazer DIREITO, vai ter de arranjar mais tempo para fazer DE NOVO!”

Dicas:

Se você é cliente:

  • Contrate os melhores. O que parece caro, pode ser o seu menor custo real de projeto.

Se você é profissional:

  • CAPACITE-SE! Digo além: CAPACITE-SE da maneira ética e dedicada.
  • Quando for estudar qualquer assunto,ESTUDE DE VERDADE!
  • Somente faça promessas que sejam possíveis de serem cumpridas.
  • Não estime mais tempo do que o necessário para realizar uma determinada tarefa.
  • Não estime menos tempo do que o necessário para realizar uma determinada tarefa.
  • Realize suas tarefas com toda dedicação e perfeição que você for capaz.
  • Melhore SEMPRE!

Economia da informação

Temo que tenhamos esquecido de que vivemos numa época em que se diz que A "INFORMAÇÃO" é o ‘dinheiro’ do nosso tempo…
Ocorre que temos um Tisunami de ‘dados/informaçãoes’ disponíveis na rede mundial acessíveis sem controle, sem gerência em uma ‘terra de ninguém’.

Da mesma forma que com a economia, quando temos muito ‘dinheiro’ circulando, temos de conviver com um efeito colateral indesejado: a Inflação.

Hoje temos uma "inflação" de conhecimento disponível, o que pode implicar numa necessidade exacerbada de novas capacidades profissionais, sociais e pessoais (nessa ordem mesmo.. posto que o sucesso do mundo moderno é medido pelo nome bonito do seu cargo no crachá funcional!). Se associarmos isso ao câmbio – de novo um termo da economia – à remuneração dos talentos superlativados por uma carga colossal de dados/informações popularizada encontramos uma super desvalorização geral das pessoas nos meios profissionais. (salários cada vez menores frente a competências exigidas cada vez maiores!)
O processo de comunicação exige (retomando seu conceito básico) ao menos 3 elementos: emissor, mensagem e receptor. Atualmente, temos excesso de mensagens bem definidas. os emissores, ocultos em sites, blogs, house organs, newsletters, twitters.. blablabla não se preocupam (na média) com os receptores pois as novas tecnologias carregam consigo o conceito intrínceco de que todos são ‘receptores potenciais’.
O ‘mercado’ corrobora o conceito exigindo que as capacidades dos atuais e novos profissionais sejam constantemente ampliadas e no mesmo ritmo da onda de informações disponíveis.

O que podemos fazer sobre isso?

FIM2010