Lero Lero Pedagógico…

Quase todas as Instituições de Ensino Superior (e fundamental também!) oferecem como ‘diferencial’ a “Formação de um cidadão crítico e consciente …”

Sabe qual é a visão média das pessoas que atuam no ensino atual sobre o que é a ‘formação de um cidadão crítico e consciente’?

O texto abaixo explica exatamente qual a visão da pedagogia  e das políticas de educação aplicadas em nossa sociedade ‘(in)’Consciente:

Formação de cidadãos conscientes e críticos em uma sociedade globalizada.


          Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a consulta aos diversos militantes desafia a capacidade de equalização do levantamento das variáveis envolvidas. Pensando mais a longo prazo, a estrutura atual da organização não pode mais se dissociar do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a consolidação das estruturas aponta para a melhoria das novas proposições. Por outro lado, a percepção das dificuldades facilita a criação dos paradigmas corporativos. Acima de tudo, é fundamental ressaltar que o desafiador cenário globalizado possibilita uma melhor visão global da gestão inovadora da qual fazemos parte.
          A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com a revolução dos costumes obstaculiza a apreciação da importância do impacto na agilidade decisória. Do mesmo modo, a necessidade de renovação processual afeta positivamente a correta previsão do sistema de participação geral. Por conseguinte, a execução dos pontos do programa ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança das diversas correntes de pensamento. A nível organizacional, a mobilidade dos capitais internacionais promove a alavancagem do retorno esperado a longo prazo. O empenho em analisar o entendimento das metas propostas acarreta um processo de reformulação e modernização do remanejamento dos quadros funcionais.
          Percebemos, cada vez mais, que a complexidade dos estudos efetuados estimula a padronização das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. No entanto, não podemos esquecer que o início da atividade geral de formação de atitudes nos obriga à análise de todos os recursos funcionais envolvidos. É importante questionar o quanto o consenso sobre a necessidade de qualificação maximiza as possibilidades por conta das direções preferenciais no sentido do progresso. Neste sentido, a crescente influência da mídia deve passar por modificações independentemente das condições inegavelmente apropriadas.
          Não obstante, o julgamento imparcial das eventualidades assume importantes posições no estabelecimento do orçamento setorial. No mundo atual, o fenômeno da Internet é uma das consequências das formas de ação. Todavia, a determinação clara de objetivos prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes do processo de comunicação como um todo.
          Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação faz parte de um processo de gerenciamento das condições financeiras e administrativas exigidas. Caros amigos, o surgimento do comércio virtual auxilia a preparação e a composição das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. Assim mesmo, a constante divulgação das informações cumpre um papel essencial na formulação dos procedimentos normalmente adotados. Gostaria de enfatizar que o acompanhamento das preferências de consumo oferece uma interessante oportunidade para verificação dos modos de operação convencionais. Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como a adoção de políticas descentralizadoras pode nos levar a considerar a reestruturação do investimento em reciclagem técnica.
          O cuidado em identificar pontos críticos na expansão dos mercados mundiais talvez venha a ressaltar a relatividade do fluxo de informações. As experiências acumuladas demonstram que a competitividade nas transações comerciais estende o alcance e a importância dos métodos utilizados na avaliação de resultados. O que temos que ter sempre em mente é que a contínua expansão de nossa atividade causa impacto indireto na reavaliação das regras de conduta normativas.
          Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a valorização de fatores subjetivos garante a contribuição de um grupo importante na determinação dos níveis de motivação departamental. A prática cotidiana prova que o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos representa uma abertura para a melhoria de alternativas às soluções ortodoxas. É claro que o comprometimento entre as equipes exige a precisão e a definição dos índices pretendidos. Evidentemente, a hegemonia do ambiente político agrega valor ao estabelecimento dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência.
          Desta maneira, o novo modelo estrutural aqui preconizado apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. Não obstante, o desafiador cenário globalizado promove a alavancagem das novas proposições. Percebemos, cada vez mais, que a estrutura atual da organização representa uma abertura para a melhoria do remanejamento dos quadros funcionais.
          Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como a consolidação das estruturas ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. É claro que a percepção das dificuldades maximiza as possibilidades por conta das direções preferenciais no sentido do progresso. Por conseguinte, a expansão dos mercados mundiais obstaculiza a apreciação da importância da gestão inovadora da qual fazemos parte. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o surgimento do comércio virtual não pode mais se dissociar das condições inegavelmente apropriadas.
          Acima de tudo, é fundamental ressaltar que o novo modelo estrutural aqui preconizado estende o alcance e a importância das regras de conduta normativas. Pensando mais a longo prazo, o fenômeno da Internet pode nos levar a considerar a reestruturação dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a consulta aos diversos militantes cumpre um papel essencial na formulação do investimento em reciclagem técnica. O empenho em analisar o início da atividade geral de formação de atitudes acarreta um processo de reformulação e modernização do levantamento das variáveis envolvidas. O que temos que ter sempre em mente é que o comprometimento entre as equipes oferece uma interessante oportunidade para verificação do sistema de participação geral.
          Por outro lado, o julgamento imparcial das eventualidades garante a contribuição de um grupo importante na determinação das condições financeiras e administrativas exigidas. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a determinação clara de objetivos faz parte de um processo de gerenciamento de alternativas às soluções ortodoxas. Desta maneira, o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação deve passar por modificações independentemente do retorno esperado a longo prazo. Do mesmo modo, o entendimento das metas propostas assume importantes posições no estabelecimento do orçamento setorial.
          As experiências acumuladas demonstram que o consenso sobre a necessidade de qualificação é uma das consequências de todos os recursos funcionais envolvidos. No entanto, não podemos esquecer que a constante divulgação das informações prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes do fluxo de informações. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que a contínua expansão de nossa atividade causa impacto indireto na reavaliação das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. É importante questionar o quanto a revolução dos costumes auxilia a preparação e a composição do impacto na agilidade decisória.
          Neste sentido, a complexidade dos estudos efetuados estimula a padronização dos procedimentos normalmente adotados.

fonte: O Fabuloso gerador de Lero-Lero

 

É mais fácil encontrar uma lagartixa albina, de oito patas e olhos verdes do que um professor (na ativa) que não use a frase “Cidadão consciente” em seus pseudos trabalhos acadêmicos.

 

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A Meta

No livro “A Meta”, o autor utiliza-se do recurso da narrativa no estilo literário da novela para introduzir e aprofundar os conceitos de administração de produção denominada “Creative Output”.

O contexto da novela é o de uma fábrica pertencente ao grupo UniCo, situada na cidade de Bearington e gerenciada por um homem chamado Alex Rogo. Alex é um funcionário da UniCo natural de Bearington e foi designado para esta função a fim de melhorar o desempenho dessa unidade.

A história se inicia com uma crise por causa de um pedido importante atrasado. Na ocasião Alex está no comando da fábrica há seis meses. Tal crise, vista pela diretoria da UniCo como um sintoma da ineficiência da unidade, faz com que o diretor da divisão anuncie a Alex que ele teria apenas 3 meses para apresentar resultados significativos de produtividade ou senão a fábrica seria sumariamente fechada e ele perderia o emprego.

Além dessa situação, Alex enfrenta problemas de ordem familiar. Sua esposa sente-se descontente por ter se mudado para Bearington onde não têm vínculos afetivos aliado à pouca atenção dada por ele por conta das rotinas de seu cargo.

No decorrer da história, Alex lembra-se de um antigo professor que lhe auxilia com base em três regras básicas para que a principal meta da empresa – “ganhar dinheiro” – possa ser atingida em tão curto espaço de tempo.

As regras, resumidas em três conceitos chaves, são: “Ganho é o índice pelo qual o sistema gera dinheiro através das vendas”, “O inventário é todo o dinheiro que o sistema investiu na compra de coisas que ele pretende vender” e, por fim, “A Despesa operacional é todo o dinheiro que o sistema gasta a fim de transformar o inventário em ganho”.

No decorrer da história, Alex conta com o auxilio desse professor e alguns de seus assessores a fim de identificar os erros da fábrica em relação ao cumprimento da meta principal da empresa e, inevitavelmente, entram num processo de aprendizagem no melhor modo construtivista a fim de aplicar tais conceitos em resultados práticos para salvar a fábrica e consequentemente seus empregos.

Alex e seus companheiros descobrem através da vivência prática aliada com a obtenção dos conhecimentos científicos – oportunamente pontuados por esse professor no decorrer da história – que a aplicabilidade dos resultados das pesquisas acadêmicas e científicas é factível e, se bem absorvidas ou aprendidas, podem reverter em resultados objetivos bem positivos.

O autor tem uma destreza muito grande em apresentar, no meio dessa novela, os conceitos embutidos em sua teoria, suas implicações e, de forma especial, sua aplicabilidade prática num contexto onde, somente por mediação, se pode aproveitar o processo de aprendizagem real.

Por fim, o principal conceito apresentado no decorrer da história é que os melhoramentos implicam em mudanças e mudanças podem gerar resistência – através do medo – e ainda, que mesmo que os melhoramentos impliquem em resultados positivos, os impactos da evolução tecnológica e de conhecimento se não houver um processo de aprendizagem contínuo podem reverter em situações potencialmente desastrosas tanto para os ‘negócios’ quanto para a vida.

Em termos de prática docente, o livro permitiu a reflexão sobre alguns aspectos importantes tais como a necessidade da vigilância contínua no processo de aprendizagem; o conhecimento se bem empregado pode (e deve) ser revertido em aplicabilidade prática na vida dos envolvidos na aprendizagem; construir o conhecimento é a maneira mais eficiente de absorvê-lo – e nisso o professor tem um papel importantíssimo que é o de MEDIAR a aprendizagem e não ser apenas um mero transmissor de conteúdo; além disso, não existe processo de aprendizagem sem avaliações constantes (qualitativas e quantitativas) para que todos os ajustes necessários sejam aplicados no devido tempo.

A importância da Avaliação

Entrevista realizada com um docente sobre a avaliação no processo de aprendizagem.

Identificação do Professor: X [A professora preferiu não ser identificada]

Idade: 36

Formação Acadêmica: pós-graduado

Há quanto tempo é docente? 10 anos

Em qual etapa de ensino ministra aulas? Atualmente no Ensino Superior.

 

  1. O que significa avaliar? Avaliação tem como finalidade verificar o processo de ensino e de aprendizagem. Serve para verificar o que o aluno aprendeu ou não aprendeu e também serve para o professor verificar o que ele ensinou e ainda não foi aprendido pelo aluno (a avaliação serve tanto para o professor quanto para o aluno).
  2. Qual a função da avaliação dos processos de ensino-aprendizagem na instituição em que você trabalha? A mesma citada anteriormente: verificação da aprendizagem e da prática do professor (desempenho no processo de ensino, retomada de postura, repensar da metodologia…).
  3. Ao colocar em prática a avaliação dos processos de ensino-aprendizagem, o(a) senhor(a) utiliza algum embasamento teórico? Qual? Sim. Costumo sempre me embasar teoricamente nos conceitos de Antoni Zabala, que trabalha em uma linha teórico crítica dos conteúdos. Acredito em um processo de avaliação que seja tanto diagnóstica, quanto classificatória. Essas duas formas devem caminhar juntas.
  4. O(a) senhor(a) já fez algum curso relacionado à avaliação? Se sim, qual foi? Sim, alguns. Participei de palestras, comunicações orais em congressos e na maioria das vezes acabei fazendo cursos com essa temática no Congresso Nacional de Educação – ANPED, que acontece todo ano em Minas Gerais.
  5. Seus alunos são avaliados em diferentes momentos? Se sim, em quais os momentos? Sim, sempre. Vários devem ser os momentos da avaliação, pois só assim é possível verificar o que o aluno está aprendendo (ou não) e como ele está aprendendo. Existem muitas formas de se propor avaliações ao longo do processo de aprendizagem. Algumas formas são: propor diferentes atividades, exercícios de fixação após introduzir um conteúdo novo; diferentes trabalhos que envolvam diferentes habilidades dos alunos, momentos em que o professor possa interagir com seus alunos, tirar dúvidas, explicar novamente o conteúdo, diferentes provas, testes (o que não pode é aplicar somente a “clássica” prova bimestral, pois, isso só não é o bastante para a verificação da aprendizagem).
  6. Quais os instrumentos de avaliação utilizados em sua sala de aula? Acredito que tenha dito isso na resposta acima. Esses instrumentos vão desde a participação dos alunos em classe durante o trabalho em sala (envolvimento, atenção, concentração, solidariedade, respeito…) até a última avaliação que é a prova classificatória: prova bimestral.
Análise das respostas
  1. A resposta do docente está em consonância com o conceito de que a Avaliação corresponde à uma coleta de dados relevantes sobre as mudanças que processo de aprendizagem provoca nos envolvidos e cumpre as três funções básicas de diagnostico, retro informação e favorece r o desenvolvimento individual posto que mudanças podem ser tomadas em tempo hábil para que os objetivos didáticos sejam atingidos.
  2. A resposta indica que não há dicotomia entre a percepção do conceito de “o que é a avaliação” e “qual a sua importância” para o processo de aprendizagem. O conceito de avaliação, em si, é funcional serve para corroborar tomadas de decisão de mudanças necessárias para que o processo de aprendizagem seja adequado (efetivo).
  3. Aparentemente a resposta dada pelo docente é consonante com as demais e também com a linha de pensamento do autor citado. O público atingido pelo docente, dada as necessidades dos seus objetivos didáticos inerentes ao ensino superior, carece da composição das duas táticas de avaliação, a diagnóstica para garantir que os objetivos das disciplinas serão cumpridos, e a classificatória para posicionar o aluno em relação aos demais e às oportunidades de trabalho suscitadas por sua formação.
  4. A resposta do docente denota a importância dada por ele em sua educação continuada e aplicabilidade em sua prática docente.
  5. A resposta indica que o professor faz da avaliação continuada uma prática docente embarcada na mediação do conteúdo aplicado aos seus alunos. Aparentemente, o professor tem zelo por seu ofício e usa diferentes técnicas de coleta de dados para diagnostico e reavaliação de conduta. Há grandes chances de esse docente ser, em sua prática, um mediador (real) no processo de aprendizagem e não somente um mero transmissor de conteúdo.
  6. O professor aplica as táticas de avaliação diagnóstica ao longo do seu exercício de mediação. A avaliação classificatória, se a condução da mediação foi bem realizada, provavelmente corrobora as adaptações aplicadas no período antecedente à prova bimestral e documenta para a instituição que os objetivos didáticos da disciplina naquele período foram devidamente alcançados.

Plágio em trabalhos científicos

Trabalho apresentado à disciplina Metodologia da Pesquisa Científica como requisito avaliativo, orientado pela profa. Dra. Lucelia Tavares Guimarães

1 Introdução

Este trabalho apresenta o conceito de plágio e sua motivação referente à produção de trabalhos acadêmicos por meio de apropriação indevida de conteúdo. Neste trabalho são citadas algumas ferramentas de software utilizadas para detecção de plágio em trabalhos acadêmicos.

O trabalho ainda cita as principais consequências legais que podem surgir da apresentação de um trabalho acadêmico plagiado.

2 Conceitos

Págio, do latim plagium, é o ato ou efeito de plagiar, isto é, realizar a imitação ou cópia fraudulenta (PRIBERAM)

O plágio é caracterizado pela cópia parcial ou total de uma obra sem as devidas citações de fonte (e sua devida atribuição de créditos pela autoria) ou ainda sem a devida autorização do autor da obra em questão.

Contrafação, do latim contrafactio, é ato de reproduzir ou imitar fraudulentamente uma coisa, em prejuízo do autor ou do inventor. (PRIBERAM)

A lei 9610/1998 protege toda a produção intelectual independente do meio em que é publicada. Ao dispor de qualquer texto a um comitê acadêmico, blog, jornal, ou qualquer outro meio de publicação, o autor é automaticamente responsabilizado por seu conteúdo, independente da realização do registro de sua autoria. Isso inclui sua responsabilidade civil e criminal pelo uso indevido de qualquer conteúdo obtido por qualquer outro meio de publicação. (PONTES)

Essa mesma lei não cita explicitamente a palavra plágio mas conceitua a contrafação como a parte comum dos conceitos supra citados.

Segundo (MOREIRA, 2008 apud BITTAR, 2004, p. 149) “Contemporizando o plágio, este é caracterizado por uma "imitação servil ou fraudulenta de obra alheia, mesmo quando dissimulada por artifício, que, no entanto, não elide o intuito malicioso."

A classificação de plágio ou confração é competência do juiz, com base nas provas apresentadas caso a caso sendo comum a aplicação do conceito de confração quando há aplicação abusiva da reprodução com fins explícitos de aproveitamento econômico. (MOREIRA, 2008)

3 Motivação

Segundo (MARTINEZ, 2006), a massificação das fontes de informação em nossa sociedade permite que o saber seja apropriado de forma indiscriminada devido à extrema facilidade com a qual se opera tais acessos e, por conta dos recursos telemáticos, a cópia indevida é operacionalmente viabilizada pelas capacidades dos softwares de acesso e produção de conteúdo.

Esta facilidade de acesso irrestrita aliada à extrema pressão que nossa “sociedade da informação” imputa sobre o fato de que saber é poder induz às pessoas cuja formação moral não seja apropriadamente acompanhada a realizar o que se chama estelionato digital onde se aplica produção de novos conteúdos com base na cópia inescrupulosa e apropriação de sua autoria sem os devidos méritos de citação de sua fonte.

A questão do direito autoral se embasa na forma da lei 9.610 DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 que garante ao autor de obra literária, artística ou científica sua propriedade exclusiva sobre sua obra e sua reprodução depende da autorização expressa de seu autor, o que incluí naturalmente a questão do Plágio (MARTINEZ, 2006)

Portanto, plágio é a apresentação do trabalho alheio como próprio mediante o aproveitamento disfarçado e está em desacordo com o bom-senso e com a legislação CF/88 art. 5º, XXVII, art. 184 do Código Penal (MARTINEZ, 2006)

Segundo (OLIVEIRA, 2009), entre os motivos de plágio encontram-se: a Ignorância, a pressão por resultados, a falta de tempo, a sensação de “cursos irrelevantes”, professores medíocres e a afronta ao sistema. Em síntese, os alunos realizam o plágio por não estarem conscientes de que é uma atitude que fere o direito autoral em um ambiente em que as pressões por resultado rápido aliados às rotinas e agendas apertadas revelam a corrupção dos valores éticos nos quais esses estudantes deveriam ser formados.

4 Softwares de apoio à detecção de plágio

Entre alguns softwares de apoio à detecção de plágio, especialmente em obras literárias ou de produção científica estão:

§ CopyScape (Mecanismo de busca ) http://www.copyscape.com/ utilizado para busca de republicação de conteúdo de um determinado website. Basicamente faz uma busca de cópias de uma página (ou site) na internet.

§ CopyTracker: http://www.copyscape.com/ realiza a busca de conteúdo de um documento. Foi desenvolvido por estudantes da Escola Central de Lille em parceria com a Universidade de Genebra. Permite detectar textos potencialmente plagiados da internet. Gera um relatório com as passagens suspeitas.

§ Plagius: (http://www.plagius.com/s/br/default.aspx) é um software OpenSource que analisa por completo os documentos em busca de ocorrências de plágios. Ele analisa documentos nos formatos Word, PDF, OpenOffice, Html, Texto plano e, ao final, emite um relatório sobre a ocorrência de parte ou do todo dos documentos submetidos.

5 Consequências

Em termos de conceito legal, o plágio não é conceituado pela lei de direito autoral 9610/98 e cabe à doutrina jurídica[1] realizar a denominação do instituto[2] para a aplicação das sansões e responsabilidades previstas (CHAVES, 2009)

O plágio, de uma forma bem direta, nada mais é do que se fazer passar por sua uma obra feita por outra pessoa; é usurpar a originalidade, o intelecto alheio. Uma obra plagiada é muito mais "enriquecida" do que a original, já que o plagiador, sujeito ativo desse crime, é quem tem o trabalho de tentar mascarar, através de diversos artifícios, o que inicialmente se tinha como a matéria prima. (CHAVES, 2009)

O artigo 184 do Código Penal prevê pena que pode variar de 3 (três) meses a 1 (um) ano de detenção ou multa. São previstas também, dado que este tipo de delito possa suscitar, por parte do autor, alguma ação adicional de reinvindicação de indenizações por perdas de dano moral.

Por ser caracterizado como crime de menor potencial ofensivo[3], ou de menor importância, podem ser aplicáveis dispositivos legais que permitam a substituição da pena criminal por atos civis reparatórios ou ainda penalidades alternativas ao infrator. (CHAVES, 2009)

6 Conclusão

O fácil acesso ao conteúdo e conhecimento possibilitado pelo avanço tecnológico, especialmente a internet, aliado ao conjunto de pressões por resultados rápidos em agendas extremamente restritas tem fomentado, especialmente nas novas gerações não habituadas ou não devidamente formadas com valores éticos e de cidadania, tem provocado um aumento significativo nos casos de plágio.

O aumento tem sido tão significativo que suscitou necessidade de criação de softwares como ferramenta de apoio na identificação de plágios em trabalhos dessa natureza.

Tais softwares são ferramentas que permitem ao seu usuário identificar trabalhos com evidências de plágio, mas a prova efetiva deve ser produzida com base na avaliação final do usuário desse ferramental posto que, quando há as devidas citações de fonte ou referência, pode haver descaracterização do conceito de plágio.

Aparentemente a minoração dessa prática deve ser entendida como ação de todos e a tática mais adequada para eliminação desta conduta criminosa perpassa a educação e formação de cidadãos em quaisquer ambientes, independente da pressão aplicada por resultados rápidos a essas pessoas.

7 Referências

CARMO, S. J. O. Direito Autoral: uma explanação sobre o furto de bens intelectuais. Buscalegis – UFSC. Disponivel em: <http://www.buscalegis.ccj.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/view/31784/31050&gt;. Acesso em: 17 nov. 2010.

CHAVES, P. T. A responsabilização penal do aluno e do professor orientador por plágios praticados nos trabalhos de conclusão de curso. Jus Navigandi, out. 2009. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/revista/texto/17401/a-responsabilizacao-penal-do-aluno-e-do-professor-orientador-por-plagios-praticados-nos-trabalhos-de-conclusao-de-curso&gt;. Acesso em: 19 out. 2010.

DIREITO E JUSTIÇA INFORMÁTICA. Índice Fundamental do Direito – Art 184. DJI – Índicce Fundamental do Direito, 2010. Disponivel em: <http://www.dji.com.br/codigos/1940_dl_002848_cp/cp184a186.htm&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.

LEI 9610 de 19 de fevereiro de 1998, 19 fev. 1998.

MARTINEZ, V. C. PARECER TÉCNICO-JURÍDICO CIRCUNSTANCIADO "PRODUÇÃO ACADÊMICA E HONESTIDADE INTELECTUAL". Jus Navigandi, maio 2006. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

MOREIRA, M. F. A. G. Reflexos da revolução cibernética perante a comunidade acadêmica. JusNavigandi, dez. 2008. Disponivel em: <http://jus.uol.com.br/revista/texto/12775/reflexos-da-revolucao-cibernetica-perante-a-comunidade-academica&gt;. Acesso em: 17 nov. 2010.

OLIVEIRA, J. P. M. D. Por que os alunos fraudam? Blog do Prof. Palazzo, set. 2009. Disponivel em: <http://palazzo.pro.br/wordpress/?p=786&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

PONTES, S. Plágio, Uma questão de ética. Blog Sandra Pontes. Disponivel em: <http://sandrapontes.com/?page_id=816&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

PRIBERAM. Dicionario Priberam da Língua Portuguesa. Dicionario Priberam da Língua Portuguesa. Disponivel em: <http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=plágio&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

RABELO, C. Idéias Roubadas. Agência de notícias UNB, 14 jul. 2006. Disponivel em: <http://www.secom.unb.br/unbagencia/ag0706-27.htm&gt;. Acesso em: 18 out. 2010.

WIKIPEDIA. Doutrina Jurídica. WikiPedia, 2010. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_jur%C3%ADdica&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.

WIKIPEDIA. Infração de menor potencial ofensivo. WikiPedia, 2010. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Infra%C3%A7%C3%A3o_de_menor_potencial_ofensivo&gt;. Acesso em: 16 nov. 2010.


[1] Doutrina Jurídica é o resultado do conjunto de estudos de pensadores, juristas e filósofos do direito sobre os fenômenos de comportamento humano aplicados no campo jurídico. (WIKIPEDIA, 2010)

[2] Instituto, nesse contexto indica peça do direito tal como o parecer, jurisprudência ou senteça de ação judicial.

[3] Cf. (WIKIPEDIA, 2010)

Jogos inteligentes em ambientes educacionais

 

Aplicabilidade de IA em ambientes lúdicos de aprendizagem

As modificações no processo educacional promovidas pela incorporação do computador ao ambiente escolar têm sido fundamentais para a evolução da práxis educacional por meio de sistemas educacionais pensados e desenvolvidos para apoiar o corpo docente no árduo ofício da mediação da aprendizagem.

Devemos levar em consideração que essas modificações são fortemente influenciadas pela popularização do acesso aos recursos computacionais nos mais diversos ambientes do dia a dia, além dos portões da escola e que tais influências implicam numa mudança da postura do corpo docente, antes acostumados a repassar informação e conhecimento e agora, igualadas ao corpo discente no sentido de que precisam aprender em concomitância com seus tutorados.

A postura tradicional de repasse de informação dá lugar à necessidade de adequação da postura para construir (em conjunto) o conhecimento. Este que se modifica num ritmo muito acelerado e com taxa exponencial.

Uma alternativa que tem tido um investimento científico e, por que não dizer, financeiro significativo para suportar a execução da aprendizagem neste paradigma é o desenvolvimento de JOGOS educacionais.

Desde a década de 60 a incorporação dos computadores em ambiente de aprendizagem tem evoluído dos primórdios dos programas de Instrução Assistida por Computador (CAI – Computer Aided Instruction) um dos campos científicos que dão suporte ao desenvolvimento de tais artefatos é a Inteligência artificial que promoveu o nascimento dos “Sistemas Tutores Inteligentes” que podem ser definidos por

“[…]são programas que modificam suas bases de conhecimento, percebem as intervenções do aluno e são dotados da capacidade de aprender e adaptar suas estratégias de ensino mediante a interação com o aluno”. (Rafael Luchetta apud Vicari)

Os temas para os jogos criados com as técnicas de Inteligência Artificial envolvem, em maior freqüência, assuntos tratados nas disciplinas de Matemática, biologia, sociologia e política.

O uso da Inteligência Artificial segundo as referências pesquisadas apontam em sua maioria para as técnicas que envolvem agentes inteligentes e métodos de aprendizado desses agentes.

A tendência da busca de novos métodos de aprendizagem, consonante com o paradigma apresentado, aponta para vontade de minorar a distância entre os alunos e os sistemas de apoio. A conquista desse objetivo, por muitas vezes, esbarra nas limitações dos sistemas especialistas que surgem de forma inerente às aplicações de técnicas de Inteligência artificial devido à sua forte orientação ao desempenho em detrimento da incorporação de todo o conhecimento embarcado aos sistemas desenvolvidos. Pontualmente os sistemas atendem a algum escopo reduzido do tema tratado e isso minimiza o impacto de sua utilização no processo de aprendizagem pois, quando o tema se esgota, um novo sistema é desenvolvido ou a instrução complementar é adicionada ao processo instrucional pela ação do corpo docente.

A modelagem desses sistemas obedecem o padrão modular de desenvolvimento e o uso das seguintes técnicas de IA conforme a necessidade específica de cada ‘problema tema’ a ser trabalhado:

  • Máquinas de estado finito;
  • Busca de Caminho;
  • Padrões de Movimento;
  • Sistemas baseados em Regras;
  • Lógica Fuzzy;

Conclusão

A evolução da IA e dos sistemas de apoio à aprendizagem combinados têm fomentado a produção de sistemas especialistas para apoio didático no processo de aprendizagem. Todos os participantes desse processo têm o desafio de quebrar o paradigma tradicional de mera instrução aplicada pelo docente a fim de que, tanto os objetivos de aprendizagem sejam atingidos quanto à sua aplicação à vida cotidiana.

O uso da IA, guardadas as suas limitações inerentes de aplicabilidade técnica, têm permitido a criação de elementos interessantes e de uso para suporte efetivo na absorção dos conceitos a serem tratados a partir do uso desse sistema meio.

Obras Citadas

Corporation, Microsoft. ""Computer-Aided Instruction,"." 1997-2009. Microsoft® Encarta® Online Encyclopedia 2009. 2009 <http://encarta.msn.com/encyclopedia_761553343/computer-aided_instruction.html&gt;.

Daniel M. G. Clua, Vivian D. Betoni, Roosevelt A. Silva, Flávio S. C. Silva. "Aplicação de Inteligência Artificial em um Simulador de Evolução." Unisinos. 2009 <http://www.inf.unisinos.br/~sbgames/anais/shortpapers/35479.pdf&gt;.

Diversos. "Electronic Learning." WikiPedia. 28 05 2009 <http://en.wikipedia.org/wiki/E-learning&gt;.

Galdino, Carlos Henrique Silva. "INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA NO DESENVOLVIMENTO DE JOGOS DE COMPUTADOR." 2007. Programadores de jogos. 28 05 2009 <http://www.programadoresdejogos.com/trab_academicos/carlos_galdino.pdf&gt;.

Pozzebon, Eliane. "Um modelo para Suporte ao Aprendizado em Grupo em Sistemas Tutores Inteligentes." 2008. Página de Eliane Pozzebon. 28 05 2009 <http://www.tede.ufsc.br/teses/PEEL1263-T.pdf&gt;.

Rafael Luchetta, Jacques Duílio Brancher. "Modelagem e Desenvolvimento do Sistema de Tutoria para os." Unisul. 28 05 2009 <http://inf.unisul.br/~ines/workcomp/cd/pdfs/2362.pdf&gt;.

Raposo, Renato. "Inteligência Artificial na Educação." Informática, Educação e Sociedade. 28 05 2009 <http://www.nce.ufrj.br/ginape/publicacoes/trabalhos/RenatoMaterial/iaeducacao.htm&gt;.

Como a Educação a Distância pode associar “ensino, educação e aprendizagem”?

Será mesmo que há um novo tipo de associação entre ensino, educação e aprendizagem? Há, desde a antiguidade, uma associação direta entre aprendizagem e transmissão de conhecimento a fim de que se pudesse preservar as tradições e competências adquiridas pela humanidade.

A forma que se dava ao processo de aprendizagem acompanhava a evolução da maturidade na produção de conhecimentos, isto é, através da informação (ensino) da pouca[1] ciência construída dos mestres aos aprendizes.

Àquela época, havia pouco espaço para que os aprendizes pudessem condensar e refletir sobre os ensinamentos transmitidos. Não necessariamente pelo motivo simplista de o ensino ser unilateral e os mestres, senhores da sabedoria que não poderiam ser contestados… mas sim, devido à maturidade do que se conhecia até então. Os mestres, de certa forma, eram sim os donos da ‘verdade’, posto que tiveram acesso primeiro ao conhecimento produzido, e não porque eram simplesmente melhores que seus discípulos.

A formalização dos processos educacionais ao longo da evolução do saber proporcionou realizar o estudo, aperfeiçoamento e consolidação não somente do conhecimento da humanidade, mas do que se pode apelidar ‘meta-conhecimento’ no sentido de aplicar o ‘conhecimento do(s) modo(s) de aprender’. Assim, a “educação” passa vigiar e regrar a relação entre o ‘ensino’ e a ‘aprendizagem’.

As correntes filosóficas que tentam explicar os modos de aprendizagem detém uma essência de relação que indica um senso comum de que o ensino – ou o que se deve ensinar – está fortemente ligado ao ‘conhecimento’ dependente forte do substantivo ‘informação’ enquanto a aprendizagem reflete a capacidade e os meios pelos quais os instruídos (receptores) terão acesso ao compêndio informacional disponível bem como os métodos que utilizarão para absorver – e se possível reter – o que lhes fora ensinado.

A educação é o agregador do ensino e aprendizagem. É o que rege os processos de ensino e aprendizagem. Enquanto entidade formal ou de direito, é a Educação quem normamente estabelece as medidas de aplicação de leis e normas (por parte do estado). Como processo social, oferece-se, naturalmente pelo convívio intermediado entre pessoas, ora no papel de mestres, ora no papel de discípulos.

Neste espectro, por maiores as mudanças ocorridas na maturação da Educação da humanidade, em essência, mantém-se intacta, indelével e imutável. Isso se aplica também à aprendizagem e ensino. O fluxo é o mesmo: Conhecimento que passa através de um ser humano no papel (temporário) de mestre a outro ser humano no papel (temporário) de aprendiz.

A Educação à distância, EAD, assim como todos os elementos de (in)formação disponíveis a partir do advento de tecnologias mais velozes e menos restritas[2] tem como contribuição mister a permissão de realizar essa alternância de papeis mestre-aprendiz de forma dinâmica, ágil e gerenciável. Nos papeis alternam-se, o tempo todo, a pessoa dita ‘tutor’ e a pessoa dita ‘aluno’.

Isso é possível dado o fato de que o Aluno tem [virtualmente], ao alcance do mouse, acesso a todo o conteúdo produzido pela humanidade onde pode, com sua própria autonomia, navegar entre o mar do conhecimento disponível.

O ‘tutor’, por sua vez, não pode ficar em todo o tempo no papel de mestre posto que seu ‘aprendiz’ pode ser tão esclarecido (ou até mais) sobre os assuntos na pauta de troca e surpreendê-lo com questões ou conceitos que não foram por ele aprofundados. E esse (tutor), se for esperto, pode beneficiar-se da potencial curiosidade voraz de seus tutorados para aprender ainda mais do que julga saber.

Em linhas gerais, EAD, representa um meio dinâmico, capaz de absorver as facilidades tecnológicas disponíveis para aproximar pessoas (ainda que geograficamente dispersas) e permitir que essas possam exercer a Educação de forma irrestrita, bilateral e gerenciável.


[1] Pouca: neste contexto, considera-se por referência o conhecimento acumulado pela humanidade nos dias atuais.

[2] Do ponto de vista de fronteiras

O professor e o ato de ensinar (Resenha)

O artigo científico objeto desta resenha é intitulado “O professor e o ato de ensinar” está disponível para consulta pública a partir do site Scientific Electronic Library Online (http://www.scielo.br).

Elizabeth Tunes possui graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília (1971), mestrado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1976) e doutorado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1981). Atualmente é pesquisador associado da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento atuando principalmente nos seguintes temas: conhecimento científico e conhecimento escolar, relação professor-aluno, aprendizagem e desenvolvimento, desenvolvimento psicológico atípico e deficiência mental.
Texto informado pelo autor retirado da publicação de seu currículum do sistema Lattes disponível em < http://lattes.cnpq.br/0384208157289616 > acesso em 30 de setembro de 2008.

Maria Carmen Villela Rosa Tacca possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Franca (1974), mestrado em Educação pela Universidade de Brasília (1994) e doutorado em Psicologia pela Universidade de Brasília (2000). Conclui estudos de Pós-doutorado na PUC-Campinas, abordando a questão da aprendizagem relacionada à subjetividade humana em parceria com o Prof. Dr. Fernando Luis González Rey. É professora adjunta da Universidade de Brasília- Faculdade de Educação, atuando em ensino e pesquisa na graduação e pós-graduação. Seus estudos e pesquisas enfocam temas gerados na interface da Educação com a Psicologia , com interesse principal nos seguintes tópicos interelacionados: relação professor-aluno, processos comunicativos, a significação da aprendizagem, processo de escolarização e fracasso escolar, cotidiano da sala de aula, ação docente e desenvolvimeto da subjetividade na educação. Tudo isso abrangendo os diferentes níveis de ensino, ou seja, desde a educação infantil até o ensino superior e pós-graduação.
Texto informado pelo autor retirado da publicação de seu currículum do sistema Lattes disponível em <
http://lattes.cnpq.br/5871457781087655 > acesso em 30 de setembro de 2008.

Roberto dos Santos Bartholo Junior, é professor adjunto do Programa de Engenharia de Produção da COPPE – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua atuação profissional tem abrangido os seguintes temas: conhecimento, poder e ética, desenvolvimento social, desenvolvimento sustentável, turismo e desenvolvimento social e gestão social.
Texto informado pelo autor retirado da publicação de seu currículum do sistema Lattes disponível em <
http://lattes.cnpq.br/822640616321749 > acesso em 30 de setembro de 2008.

Referência

TUNES, Elizabeth; TACCA, Maria Carmen V. R.; BARTHOLO JUNIOR, Roberto dos Santos. O professor e o ato de ensinar. Cad. Pesqui. ,  São Paulo,  v. 35,  n. 126, 2005 .  Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742005000300008&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 27  Set  2008. doi: 10.1590/S0100-15742005000300008

Apresentação do artigo

O artigo apresenta a visão dos autores sobre o papel mediador do educador no ambiente de sala de aula a partir das considerações de expectativa de sua conduta mediadora na condução do ensino “instrucional” a partir do conceito de zona proximal de desenvolvimento culminando no entendimento de que o desenvolvimento do aluno é possível somente se houver sua participação efetiva dos envolvidos processo de significação considerando a função mister da educação de fomentar o estabelecimento de relações entre pares e contexto.

O conteúdo

O texto inicia com a introdução das premissas usadas pelos autores sobre o dinamismo das relações inter-pessoais e suas influências inerentes da subjetividade da percepção dos movimentos relacionais

Em seguida, os autores propõem a idéia fundamental da influência da natureza subjetiva da relação professor-aluno pautando-se no dinamismo subjetivo desta relação, o que induz a idéia de que, mesmo com seus papeis bem delimitados, as influências contextuais de ambos os envolvidos no processo são imperceptíveis em cada um deles durante a interação.

Descrevendo inicialmente a intenção do professor na promoção da aprendizagem, os autores conduzem o texto de forma a fazer-se entender de que as ações do professor têm seu objetivo cumprido se estiverem em consonância com o contexto receptivo do aluno, afirmando que o aluno dirige seu processo de aprendizagem. Os autores ratificam sua opinião a partir do pensamento de Vigotsky, incitando à questão fundamental do artigo: como descrever a relação professor-aluno a partir do conceito de zona proximal.

A partir de metáforas, os autores comparam as visões do papel do professor a partir das figuras do “Jardineiro” e do “Escultor” para descrever as expectativas de ação do professor, apresentando como gancho para a discussão a seguinte citação: “o educador jardineiro não tem confiança suficiente; o escultor tem-na em excesso” (Murphy, 1988, p.90).

Os autores discorrem sobre essas visões apresentando o fato de que um estudo cuidadoso da obra de Vigotsky não indica que este participasse da visão individualista da alternância entre as formas de educar do “jardineiro” (permissivo) e do “escultor” (autoritário). A evolução natural do texto, sob a ótica das relações entre professor e aluno, indica que tal interação deve estabelecer uma relação de diálogo e confiança entre os pares envolvidos no processo para que seja a aprendizagem eficaz.

Os trechos seguintes reforçam a idéia de simbiose entre os participantes que, por meio da mediação proposta por Vigotsky (nos símbolos sinais e demais instrumentos de aproximação entre as partes) estabelece-se também a “mediação pedagógica” da relação de confiança entre as partes. A relação simbiótica se caracteriza pela influência que ambos estabelecem nesse processo. O texto, ainda que por um breve momento, mescla a atuação do professor nessa relação como parte integrante do instrumento da aprendizagem.

A seguir, os autores apresentam alguns textos que corroboram a idéia desenvolvida no artigo.

Assim, os autores concluem afirmando que a compreensão que o professor tem do aluno afetam significativamente sua influência neste e que, para realizar uma influência positiva e responsável, o professor deve deixar que o aluno revele-se a ele por si mesmo. As metas e objetivos são importantes e seu papel de ‘instrumento’ da aprendizagem deve ser baseada no estabelecimento de uma relação de diálogo e confiança entre ambos.

Percepções sobre a idéia apresentada no artigo

O texto estabelece uma visão de que o Professor é um instrumento da aprendizagem e que, em sua atuação neste papel, é fortemente influenciado e “moldado” a partir da direção dada pelo aluno no processo de aprendizagem, mas tende a reduzir a importância da condução dada pelo “mestre” no estabelecimento REAL do que se objetiva ao “APRENDER”.

O passeio entre as visões extremas do jardineiro e do escultor dada no texto induziu à perda de referencial do papel do mestre na execução do processo. Quem indica o caminho, a meu ver, continua sendo o mestre. Quem recebe e aprende conduz apenas sua parte do processo de absorção.

Concordo que ambas as vertentes são importantes, mas não mais uma do que a outra. O aluno e o mestre devem estabelecer uma relação de confiança e cumplicidade no projeto “aprender”.