Livro: Vida Digital

O livro trata dos assuntos pertinentes à revolução da sociedade da informação causada principalmente pelo advento das tecnologias atuais, seus impactos e sua visão de futuro.

O livro é divido em três partes que constrói uma retórica metafórica que começa na matéria virtual (Bits) – matéria efetivamente posto que o autor faz a comparação com a unidade fundamental da matéria não virtual, o átomo – passa pelas questões relativas às interfaces homem-maquina e culmina em uma visão comportamental sobre a ‘vida digital’ efetivamente.O bit é um estado, é o menor elemento existente do “DNA” da informação. E um elemento tão ‘insignificante’ provoca uma verdadeira revolução na sociedade por conta de suas potencialidades de combinação entre bits (mais fáceis que o do átomo!).

O autor discorre sobre uma série de aspectos tecnológicos e seus impactos, as necessidades apontadas pelo mercado (tais como a questão da velocidade e qualidade de transmissão de bits)

Segundo o autor, o principal imacto por tantas revoluções técnicas será na forma de transmissão de TV onde conteúdos personalizados serão tramitidos via cabos em maior volume de consumo e apenas alguns ‘eventos’ ao vivo serão transmitidos via frequência ‘radiofônica’.

Sobre a questão dos direitos autorais, o autor afirma que é um conceito ultrapassado. A sociedade só se preocupa com essa questão por conta do ‘medo’ de alguma produção ser copiada já que a cópia dos ‘bits’ é tão perfeita quanto os ‘bits originais’. Segundo o autor, o conceito – e provavelmente a lei – deve cair com o tempo já que provavelmente será inviável corrigir suas distorções em relação à matéria virtual produzida em comparação com a ‘matéria real’.Na segunda parte o autor discorre sobre a interação homem-maquina e aponta a tendência de que conceitos de usabilidade conduzam para que os computadores sejam mais amigáveis aos humanos. As capacidades de processamento evoluíram em um ritmo maior do que as capacidades de usabilidade desses equipamentos.c

Segundo o autor, os computadores devem evoluir para compreender as nuances de comunicação verbal ou não-verbal.

Na terceira parte do livro, o autor discorre sobre os impactos tecnológicos na sociedade da informação, numa era de pós-informação onde encontramos uma ‘economia de escala’ similiar à vivenciada na revolução industrial exceto pelo fato de que a matéria foi substituída por ‘espaço-tempo’.

As tendências apontadas pelo autor são de que, por conta das matérias virtuais, as respostas serão altamente personalizadas e algumas capacidades conhecidas (na época) seriam simplesmente suprimidas por essa evolução.

Segundo o autor a Internet ocupará o centro da vida cotidiana e será a ‘abstração’ cada vez mais próxima do mundo material.

Há ainda uma série de previsões apontadas pelo autor que convergem numa boa aproximação dos cenários que vivenciamos hoje com redes sociais, aumento gradativo de pessoas com acesso à internet.

O autor ainda aponta os prognósticos negativos dessas interações tais como violações crassas de propriedade intelectual, invasão de privacidade, pirataria e roubo de informações.

Por fim, o autor ainda cita alguns aspectos positivos que podem levar a melhorias da vida em sociedade especialmente quanto ao acesso às formas de capacitação das pessoas conectadas o que permitiria uma incrível elevação das capacidades de crescimento do potencial humano.

Conclusão

Deve ser considerado que o livro tem 15 anos desde sua publicação. Considero o autor como um visionário posto que, apesar de seus devaneios – especialmente na primeira parte do livro – chegou a uma boa aproximação do cenário que vivenciamos hoje em termos de aproximação do homem com o computador. A evolução tecnológica ocorrida nesses anos foi, quantivamente maior do que toda a evolução da humanidade desde o seu surgimento até o ano de publicação do livro “Vida digital”.De forma positiva, este visionário induz à conclusão de que o potencial de recursos de aprendizagem promovidos por tamanha evolução tecnológica é o principal combustível para que esta ‘máquina’ denominada sociedade da informação não pare de funcionar – e crescer.

Sobre as ‘pessoas com necessidades especiais’…

Ao coletar informações sobre ‘educação inclusiva’ encontrei uma grande ‘frustração’…  na verdade, todos os materiais coletados corroboram o meu conjunto de valores sobre as ‘pessoas com necessidades especiais’… que nada mais são do que pessoas.

Todas as pessoas merecem a atenção (nossa atenção) diferenciada.

Cada um de nós tem alguma necessidade especial.

Um dos melhores DBAs (Database Administrators) que eu conheci é deficiente visual completo.

Nunca aprendi tanta teoria e prática de banco de dados quanto enquanto trabalhei com ele, que é concursado e ganha um bom ordenado na função.

Cuida de um conjunto de suporte a sistemas de alta disponibilidade para o governo estadual (alguém aí conhece os serviços do IPVA e coisas correlatas?, pois bem, os servidores dos bancos de dados que suportam esse e diversos outros serviços são administrados em parte por um sujeito completamente CEGO!)

É claro que há muito a se evoluir no assunto "inclusão social".

Precisamos quebrar o paradigma de que as pessoas "diferentes" são inúteis ou que vão ‘atrapalhar’ o bom andamento da média.

Como disse há pouco, cada um de nós tem alguma necessidade especial. Por mínima que seja. Ou precisamos de óculos, ou temos alguma limitação para entender algum conceito que exija um pouco mais de lógica ou um pouco mais de sensibilidade, ou precisamos de um ‘amplificador’ para escutarmos os outros, ou precisamos simplesmente ficar em silêncio para escutar os que nos rodeiam.

Nós podemos contribuir (e muito) para que TODOS sejam incluídos e colaborem com o desenvolvimento social, científico, laboaral ou de forma mais significativa com o DESENVOLVIMENTO DE TODAS AS PESSOAS.

Eu gosto muito de uma frase do grande músico B.B. King:

"O mundo seria muito chato se todos fossem músicos!".

O mundo só é mesmo divertido por causa das diferenças!

Diferença é bom.

O ruim é fazer sempre "mais do mesmo"

Inclusão digital na sociedade global

O advento da globalização criou a necessidade de mudança do valor de riqueza.

O poder que antes estava agregado à produção e aos lucros, hoje alia-se ao conhecimento e informação. A premissa ‘Ter é poder’ tornou-se ‘Saber é poder’.

Nesse aspecto, a transferência de poder se dá por meio da aquisição de informações e na transformação disso em conhecimento.

A tecnologia é o meio por onde o homem consegue agilizar a transmissão de conhecimento. Quem possui o acesso, tem garantido o seu sustento e, proporcionalmente ao seu conhecimento, a riqueza.

Os acessos não são para todos por mais que queiram e bradem os programas de inclusão digital e “democratização” de acesso à tecnologias anunciados pelos governos, ONGs e sociedade organizada.

Num país dito em desenvolvimento como o nosso esse acesso torna-se uma utopia mascarada em PACs, bolsas famílias, ProUNIs e outros tantas siglas financiadas por tantas outras como as CPMF, IOF, COFINS, PIS, CSSL e tantos outros impostos.

A democratização do ensino, embora necessária, tem sido realizada com pulverizações de programas sem objetivos. Foca-se em Quantidade de analfabetos que hoje, sabem desenhar o próprio nome. Modelos de ensino são jogados fora mesmo antes de ser possível medir os resultados de suas aplicações. A cada novo governante, os trabalhos anteriores (mesmo que tenham provas de sucesso) são abolidos por terem sua origem em algum “adversário político” do governo atual.

Em meu limitado entendimento falta um pouco de coragem para assumir que existem prioridades para aplicação de toda a inclusão das pessoas neste novo modelo de “Sociedade global”.

Falta planejamento efetivo para os programas de inclusão social e digital.

Falta vontade por parte das pessoas informadas em informar. Falta vontade de todos em ter “compromisso” com a inclusão social, digital e econômica.

incrusão digital (2)