O tempo e a pressa

 

Todo o anseio ocorre no

Tempo Certo

nem antes

nem depois

Tudo ocorre no tempo certo

e o tempo

que torna

perene a minha alma

poeira a minha casca

e passa manso

a lembrar-me

calmamente

que é meu algoz e senhor

e eu que insisto

em vão

torná-lo escravo

(posto que é patrão)

(posto que é Feitor)

(posto que é grilhão)

Tempo esse que

corroi toda a minha entranha

e faz juz

à fama

de refrigério da alma

que espera

calmamente

pelo dom da paciência

que

normalmente

chega

quando dela não careço mais!

(Mauro Zamaro – Maio/2011)

 

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(esta ilustração acima teve a devida autorização do autor, o amigo JBosco – Lápis de Memória)

Otempoeapressa (Medium)

O “EU” e a estrada dos tijolos dourados

Introdução

Vivemos em dias difíceis onde o tempo e a fome voraz por produção consome nosso tempo e, resignados, aceitamos a escravidão do TER em detrimento do SER.

Com base na coragem, razão e emoção deve ser possível mudar, ainda que em parte a visão de homem atual em busca da felicidade.

O cenário atual

O sistema capitalista nos moldes do neoliberalismo impulsiona o ser humano a ter uma postura altamente competitiva e egocêntrica calcada no verbo ter.

Devemos ter, consumir, produzir e aceitar resignados todas as imposições da máquina produtiva.

Somos convencidos por todos os meios de comunicação existentes de que somente seremos felizes quando atingirmos os mais altos salários após os cumprimentos de metas de produtividade que aumentam num ritmo além das capacidades fisiológicas, mentais, sociais e espirituais.

Devemos ser bons cordeiros em cercados, cubículos produtivos, focados em nossas métricas de produção.

Ganhamos algum dinheiro mas há sempre a sensação de que falta produzir mais um pouco.

Nossa carga horária de trabalho ultrapassa os limites do cansaço e as 24 horas de um dia parecem ser insuficientes para atingirmos todos os objetivos que aceitamos sem os devidos questionamentos.

Ficamos apavorados com a possibilidade de sermos substituídos por outros humanóides mais jovens e melhor preparados para o dragão do mercado de trabalho.

Nos dias atuais, não basta “matar um leão por dia” para sermos considerados aptos a permanecer em nossas colocações laborais e deixamos nossas esposas, maridos filhos e parentes em planos secundários de importância para satisfazermos o apetite voraz da máquina produtiva.

Em contrapartida, nossos governantes gerenciam a miséria oferecendo assistência social aos desfavorecidos para que se tornem também membros consumidores dessa cadeia alimentar da produção desenfreada. Esses usurpam o dinheiro público em favorecimentos pessoais. Usam os recursos destinados ao investimento na ‘evolução e bem estar’ da sociedade em destinos particulares com foco na própria evolução monetária e bem estar pessoal. Aceitamos essas coisas com a mesma indignação que usamos para calçar nossos sapados ao levantarmos pela manhã.

Podemos ser interrompidos em nossos horários de lazer com algum assunto urgente de trabalho.

Comemos em restaurantes “fast-foods” para não perdermos um único minuto de nosso tempo produtivo e, mesmo durante as refeições rápidas, somos interrompidos com o toque urgente do celular corporativo nos chamando a algo que não pode esperar uns míseros 15 minutos para ser resolvido.

Projetamos nossa felicidade em itens palpáveis que podemos comprar numa liquidação qualquer e acreditamos piamente que seremos felizes apenas quando tivermos aquela casa, aquele carro do ano, aquele telefone celular de última geração, aquele computador recém-lançado no mercado e que estará completamente obsoleto em menos de 3 meses.

Pedro Goergen [1] diz que “O primeiro e mais palpável reflexo da falta de perspectiva histórica se constata no enfraquecimento do sujeito.” e este parece ser um bom resumo da característica comportamental do homem dito “produtivo” nos moldes do sistema atual. Permitimos que nossa individualidade fosse consumida ou anulada para que o bem do sistema prevaleça e trocamos, num modelo próximo ao escambo, nossos anseios de satisfação por bens de consumo que nos satisfaça a frustração de deixar de lado nossos anseios de felicidade.

Segundo Manuel José Lopes Silva [2], “Desde Aristóteles que as máquinas foram

tradicionalmente consideradas como extensões artificiais das capacidades naturais do ser humano, como projecções dos nossos órgãos corporais.

Hoje em dia, com a introdução dos computadores, surgiu a tendência para descrever as acções humanas ou os processos naturais em termos algorítmicos para poderem ser simulados

informaticamente”. Assim, todas as “coisas produtivas” têm sido sistematicamente convertidas em processos produtivos e otimizados.

O desafio

Há de se considerar por base a eterna busca da “pedra filosofal” na qual o homem dissimula a busca pelo autoconhecimento. Este objetivo, em contraste com o cenário apático em que o homem se resigna à cadeia produtiva faz com que o homem sinta-se infeliz e perdido pois sua percepção de humanidade raspa às beiras da transformação em mero objeto autômato, seguidor de ordens e doutrinas.

Fazemos hoje o caminho inverso da “estrada dos tijolos dourados” descrito no livro de Lyman Frank Baum [3], “O mágico de OZ”. Passamos pela vida fazendo o papel inverso dos personagens descritos nesse livro. Ao inverso do Leão, deixamos nossa coragem ceder lugar ao medo da não aceitação. Ao inverso do Espantalho, entorpecemos nosso cérebro e realizamos cada vez mais tarefas meramente operacionais a fim de que o bem maior, o cumprimento das metas, seja alcançado. No pior dos moldes, ignorando os ensinamentos do Homem de lata, deixamos morrer nosso coração, nossa alma e tornamo-nos cada vez mais tecnicos. Desta forma, nossa Dorothy jamais poderá retornar ao “lar” do seu eu-interior.

A pergunta que este documento pretende fazer é: Haverá meios de o homem conseguir encontrar-se vivendo neste ambiente viciado?

O caminho dos tijolos dourados

Ao mesmo passo da personagem Dorothy, estamos perdidos num mundo totalmente desconhecido repleto de informações e conceitos totalmente novos e com um tempo muito escasso para conseguir “retornar ao lar”.

Iniciamos a caminhada com uma dica precisosa : “Siga a estrada dos tijolos dourados” e a iniciamos, sozinhos em busca do “auto-conhecimento”.

Ao longo do caminho nos deparamos com profundas dificuldades interiores cujos arquetipos são ilustrados nas figuras do leão medroso, no espantalho e no homem de lata.

Não há opção para seguirmos adiante ignorando os aspectos, cada um ao seu tempo, da coragem, da razão e da alma.

Por fim, o sistema pode tentar nos impedir mas, quando nos percebemos fortes e capazes racional e emocionalmente, encontramos finalmente o “sentido da vida”.

Há de se lembrar, porém, que não podemos fazer tal caminho sem a ajuda dos outros. É com as diferenças que aprendemos e refinamos a visão de homem que desejamos formar.[1]

Considerações finais

Diante de um cenário de apatia e egocentrismo, cabe a cada um tentar trilhar a sua “estrada dos tijolos dourados” em busca do seu conhecimento.

O caminho é longo e o tempo é curto mas com coragem, razão e emoção ao fim da jornada poder-se-á dizer “não há melhor lugar que o lar”.


[1] talvez por isso Lyman tenha personificado os aspectos a serem trabalhados em personagens diferentes.


Referências

[1] Goergen, P., EM FOCO: A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO ENFRENTANDO A PROBLEMÁTICA EDUCACIONAL CONTEMPORÂNEA, http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022006000300011&script=sci_arttext&tlng=pt, aceso em 12/11/2007.

[2] Lopes Silva, M.J, As ciências do homem e da natureza de hoje, http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-lopes-ciencias-homem-natureza.pdf, acesso em 12/11/2007

[3] vários, O MARAVILHOSO MÁGICO DE OZ, http://pt.wikipedia.org/wiki/O_M%C3%A1gico_de_Oz, acesso em 12/11/2007.

My 2 cents

ao conversar com um colega de trabalho eu soltei a seguinte pérola:

Quero deixar um pouco de ser apenas um TÉCNICO para me tornar uma "PESSOA". 

Na verdade eu não sei exatamente o que isso quer dizer…

Eu acho que uma PESSOA deve ter algumas qualidades básicas:

  • Saber PENSAR;
  • Saber OUVIR;
  • Saber FALAR (somente o necessário);
  • Saber SENTIR (isso é foda!);
  • Saber DEMONSTRAR o que sente;
  • Saber APRENDER;
  • Saber ENSINAR;
  • Saber RESPEITAR tudo e todos ao seu redor;

Pois bem… o que me motiva a escrever esse post?

Há pouco tempo tomei algumas decisões que vão interferir significativamente no meu futuro profissional.

Resolvi começar de novo mas de uma forma meio "controlada" por que não quero deixar de lado tudo o que conquistei até agora…

Saí um pouco dai "frente produtiva" (cadeira de peão) para usar meus conhecimentos técnicos na área comercial.

Qual o motivo? Sei onde quero chegar profissionalmente (?) e, mesmo gostando do ofício de desenvolvedor de software,  eu quero amadurecer, conhecer frentes novas, entender os motivos e as dificuldades que sofri ao longo desses últimos 10 anos sentado escrevendo linhas de código… entender o motivo dos projetos as vezes fracassarem… entender o que está por trás da expectativa de quem está "em busca de soluções" para algum problema…

Quero, na verdade, fazer ALGUMA diferença onde atuo como PESSOA. 

Mas encontro muita resistência em tornar-me uma PESSOA.

Alguns me vêem como técnico, pragmático, chato, uma máquina, um robôzinho qualquer, ou simplesmente alguém que "quer aparecer".

Outros me vêem como ameaça (acreditem não faço mal a uma mosca…).

Para tantos as coisas que digo (ou tento dizer) até fazem sentido mas elas preferem não ouvir.

Enfim, SER uma pessoa não é fácil… e se depender do apoio dos outros, você desiste…

 

Isso tem de vir de dentro! Tem de sair do corpo como o SUOR e a LÁGRIMA, as vezes, COM SUOR E LÁGRIMAS.

Eu só quero deixar a MINHA MARCA! INDELÉVEL!

Quero que o meu filho (e, se tiver um pouco de sorte, também a minha esposa) tenham algum orgulho dessa pessoa que as vezes registra suas "fiolosofias de auto-ajuda" nesse espaço.

Ah se todas as outras pessoas com quem convivemos conseguissem perceber um pouco das qualidades que citei acima e pudessem usá-las vez ou outra…

Eu gosto muito de contar pequenas anedotas com alguma liçãozinha a ser aprendida… tem uma, em especial, que quero compartilhar para expressar o que sinto neste momento:

Era uma vez uma mosca (aquele bicho que todo mundo detesta  – menos os sapos e as aranhas! ) que certa vez caiu num copo cheio de Leite…

Esse bichinho ficou totalmente desesperado e, com medo de se afogar, disparou a bater suas asas com tamanha velocidade.

Isso, de certa forma, a ajudou a sair daquela situação de perigo. Afinal, com o movimento, formou-se uma pequena camada de nata e, nela, a mosquinha pôde se apoiar e levantar vôo novamente.

O esforço foi muito grande e o sofrimento da situação foi algo que marcou  a mosquinha para o resto de sua vidinha… (vidinha besta, diga-se de passagem)

Ela prometeu para si mesma que iria se precaver para que esta situação jamais ocorresse novamvente…e se porventura ela fosse pêga num embrólio desse tipo, ela seria capaz de se safar! Assim com se fosse fácil prever os riscos que estão fora da sua gerência.

Passado algum tempo, a mesma mosquinha feliz e sorridente foi "pêga" por uma corrente de ar que a derrubou em um novo copo. Uma daquelas situações indesejadas mas que o destino se encarrega de colocar em nosso caminho, sabe?

E ela não se fez de rogada… lembrou-se de que já havia passado por isso antes e iniciou um esforço sobrenatural para se ver livre desse enrrosco novamente.

Havia por perto uma outra mosquinha que tentava (em vão) alertar nossa pequena heroína de que havia um canudo por perto e que ela poderia se safar se o utilizasse para escalar até a borda  do copo.

A nossa mosquinha vestiu a carapuça da arrogância e respondeu aos berros:

– Você não entende o que estou passando… Só eu sei o que é estar aqui! Isso pode ter funcionado para você! Mas não se aplica à minha situação! Eu vou fazer as coisas do meu jeito… Sei qual é a solução para o meu problema! Só eu sei o que tenho de fazer. Não se intrometa!

A outra mosquinha ficou lá… só olhando enquanto a nossa "heroína" afundava cada vez mais no copo de REFRIGERANTE.

MORAL DA HISTÓRIA:

Mesmo que você saiba exatamente qual é o seu problema e como resolvê-lo, pode ser que a sua percepção da situação em que se encontra esteja distorcida ou incompleta.

 

Lembre-se:

Esforço não vale nada sem RESULTADO!

A frase não é minha, é do meu amigo (que já foi chefe) Dalci Barbosa, da Techway.

E eu a uso como "lema" a cada nova atividade que me proponho realizar.

E só é possível realizar coisas com o menor esforço e com o melhor resultado se integrarmos as capacidades de PESSOA que, muitas vezes, deixamos de usar.

A comovente história da Sra Thompson e Teddy

Continuação do post anterior

História da Sra. Thompson e Teddy

Relata Sra. Thompson, que no seu primeiro dia de aula, parou em frente aos seus alunos da Quinta série primária e, como todos osdemais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheirando mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano. A Sra. Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande sua surpresa.

A professora do primeiro ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos.Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu: Teddy é um aluno excelente e muito querido pelos seus colegas, mas tem estado preocupado com a mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar muitodifícil.

Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo. A professora do quarto ano escreveu: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.Sentiu – se ainda pior quando lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra – se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas, ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco do perfume sobre a mão. Naquela ocasião Teddy ficou um pouco mais tempo na escola do que o de costume.

Lembrou – se ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como a mãe. Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo…. Em seguida, decidiu- se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava, e quando mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy, contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddard, s eu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.

Mas a história não terminou aqui. A Sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer diferença.

Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado ! Foi você que me ensinou que eu podia fazer diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

Desconhecido, disponível em http://www.psicologiapravoce.com.br/metafora.asp?nr=721

Solução

O texto trata da “diferença que podemos fazer na vida das pessoas”. A Sra. Thompson fez a diferença na vida do Teddy assim como esse na vida dela. Houve uma troca simbiótica assim como tantas trocas são feitas em nossas interações com outros na rua, no trabalho, na escola, enfim, no convívio.

Como educadores, e digo educadores no sentido mais amplo que for possível, não somente nas “salas de aula”, mas durante os minutos da vida, devemos ter a sensibilidade de FAZER DIFERENÇA na vida dos que nos rodeiam.

Fazer diferença implica em “olhar” o outro, compreendê-lo em sua forma, força e fraqueza para colaborar com seu desenvolvimento integral.

Passeamos a cada segundo alternando-nos em papéis de educador e educando. Não temos a clareza completa de quando estamos ensinando e quando estamos aprendendo. O que temos são “percepções”. E é justamente nesse conjunto de percepções que podemos fazer a diferença na vida dos que nos cercam.

Ao conhecer a realidade do sujeito como propõe Paulo Freire, creio não ser suficiente entender seus contextos de pensamentos e realidade nos aspectos sociais, econômicos e políticos. Temos que misturar nossas almas às daqueles que pretendemos “educar”. É nessa relação de TROCA que se dará a verdadeira essência da educação. Onde AMBOS aprendem e ensinam. E crescem como pessoas que são. Destinadas à evolução.

O ser humano tem o dom de crescer. É chamado a cumprir essa trilha, esse projeto de crescimento da alma; da mente; do coração.

Somos agentes do APRENDER, seja pela visão do colega Vygotsky de que somos intermediadores do processo de aprendizagem ou ainda se estivermos no meio dos desequilíbrios e re-equilíbrios como sugere Piaget. Estamos inseridos nesse “brodo” ora como educandos ora como educadores. Se não participarmos dessa “liga”, o bolo não cresce ou, no mínimo, não fica saboroso.

Em minha modesta visão, não importa o quanto se pareça conhecer desse ou daquele teórico, “discursar bonito” à procura de exaltar sua própria soberba, citar (as vezes de forma completamente equivocada) pensadores do nosso tempo ou te tempos anteriores para se fazer ‘eloqüente’ e respeitável em sua admirável posição de Educador com “E” maiúsculo. É FUNDAMENTAL que saibamos nos reconhecer no papel momentâneo que melhor nos cabe, ou de educador ou de educando. É fundamental que o profissional da educação tenha a decência da humildade em se por em simbiose com seus educandos e aprenda deles tanto ou mais do que eles aprendem do “mestre”.

My 2 cents.

it’s only words…

Este post é baseado no artigo "História da Sra Thompson e Teddy" disponível em http://www.psicologiapravoce.com.br/metafora.asp?nr=721

Muitas vezes devemos tomar cuidado com o que pensamos…

noutras… devemos tomar cuidado com o que sentimos…

e na maior parte do tempo… tomar cuidado com o que falamos.

Que tipo de diferença estamos fazendo na vida das pessoas que nos cercam?

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