Filme: Independece Day

 

O filme começa com uma falha generalizada nos sistemas de comunicação mundial que, percebe-se causado por uma interferência atmosférica de uma nave espacial gigantesca conduzida por alienígenas. Desta nave saem diversas naves menores (com cerca de 20 km de diâmetro, daí se pode imaginar o tamanho da nave-mãe!) Após algumas tentativas comunicação com esses seres invasores, um técnico em comunicação identifica que esses seres estão utilizando a estrutura de comunicação terrestre para coordenar um ataque massivo ao planeta. No dia seguinte (3 de julho) os ataques começam e nem mesmo as armas nucleares são capazes de ‘deter’ tais alienígenas. A partir da coordenação do presidente americano, um ‘veterano de guerra’ vivido por Bill Pullman, a ‘incrível’ capacidade do tal técnico em comunicações em produzir um ‘vírus’ para o sistema operacional das máquinas alienígenas e a perícia do piloto militar vivido por Will Smith. Como todos os satélites estão capturados pelos ETs, esses recorrem a métodos e tecnologias de comunicação ditas ultrapassadas para coordenar uma ofensiva mundial após a instalação do tal ‘virus’ criado na nave mãe.

A vitória sobre os ETs no dia da independência americana, apesar de ressaltar a “argentinisse” dos estadunidenses não minimiza a fraqueza de argumentos e improbabilidades físicas de naves com tais dimensões permanecerem ‘paradas’ no céu sem movimentos de ar, ou mesmo a nave mãe, de dimensões colossais, não ser atraída pela força gravitacional do nosso planeta posto que estivesse tão próxima.

O evento mais ‘bizarro’ foi a produção do tal vírus em um tempo recorde.

De bom, efetivamente, passa a reflexão sobre a enorme dependência que a humanidade tem dos mecanismos de comunicação disponíveis, além de alertar os pontos de suas potenciais fragilidades.

Minha conclusão sobre o que o filme mudou em minha vida é de que, salvo pelas boas risadas, haveria tido um desperdício de cerca de 2 horas em minha vida.

Filme: Genio indomável

O filme é sobre a história de um rapaz órfão, extremamente inteligente mas que tem um comportamento social agressivo. Apesar de sua inteligência, o rapaz prefere aplicar-se em empregos que não exijam qualificações mais elevadas.

Apesar da incrível capacidade de raciocínio lógico, memória, leitura ampliada e demais características que poderiam leva-lo a ter uma carreira acadêmica brilhante, ele não o faz. Seu comportamento agressivo levou-o, inclusive, a ter problemas com a justiça.

A descoberta da genialidade do rapaz começa com a proposição, por parte de um professor, de um problema matemático que este considera impossível de solução por seus alunos. O rapaz que trabalha como faxineiro nessa escola resolve o problema proposto em um quadro negro da escola, que é descoberto pelo tal professor.

Ao identificar o autor da solução, o professor toma algumas ações para ter esse rapaz em sua equipe de pesquisa no ramo da matemática. O rapaz, preso por mais uma de suas peripécias comportamentais, acaba beneficiado por um acordo feito por esse professor com a justiça que impõe, como condição de soltura, que o tal rapaz faça terapia e trabalhe com esse professor.

O rapaz é, então, encaminhado para a terapia e encontra um ‘terapeuta’ tão teimoso como ele e aceita trabalhar os seus medos, traumas e mudança de comportamento com esse terapeuta.

O filme discorre sobre os efeitos do surgimento de uma necessidade especial que muitos consideram positiva (superdotação) em um ambiente desfavorável em termos de estrutura familiar, financeira e emocional. A superdotação, de uma forma geral é considerada como uma dádiva e há pouco, ou quase nenhum preparo na maior parte das escolas para gerenciá-la.

Os ‘traumas’ vividos pelo rapaz o inibe de aceitar seu ‘dom’ e, com isso, o rapaz preferiu esconder-se atrás de um personagem violento e propenso a se meter em confusões numa tentativa frustrada de lutar internamente contra suas capacidades.Basicamente o que norteia o comportamento do rapaz é o medo causado pelas situações passadas. O encontro com um terapeuta que consegue estabelecer a empatia e o diálogo faz com que essa interação paciente-psiquiatra seja frutífera nos resutados de melhora da atuação social desse indivíduo.

O filme permite a reflexão, não somente das condições do jovem, mas também do impacto causado pela sociedade no comportamento das pessoas onde se considera ‘normal’ utilizar suas capacidades para atingir o máximo que for possível conseguir, sem prestar a devida atenção às necessidades do “indivíduo”. O professor não se conforma em ter um gênio trabalhando como Faxineiro e faz de tudo para que esse faxineiro se torne um homem ‘vitorioso’ e ignora seus anseios mais primários de uma pessoa, a saber, ser feliz.

Em termos de prática docente, o filme leva a refletir que o professor não pode ter ‘preconceitos’ ou se aventurar a aplicar a profecia ‘auto-realizadora’ ao encontrar um aluno que o desafie, incomode ou coisa semelhante. Professores, por natureza, têm medo de encontrar um gênio em sala de aula. Culturalmente isso o coloca como ‘presa’ nas mãos de tal cidadão que tem capacidades intelectuais maiores que a dele próprio… Logo eu, que sou um Mestre? Não deveria eu estar ensinando ao invés de aprender? Vaidade!

Em condições desfavoráveis vividas pelo aluno que, neste caso, é órfão e pobre isso é ainda mais improvável. (Imagine… garoto de periferia não pode ser um gênio!)

O fato é que o professor convencional está melhor preparado para lidar com um aluno limítrofe ou limitado fisicamente do que com um ‘gênio’. A sociedade não espera nada de pessoas com carências (tal qual o professor. Já encontrei professores que dizem de seus alunos especiais – a menor – “Qualquer coisa que esse tal aluno aprender está bom demais…”

Essa atitude causa, no aluno, um aumento significativo do MEDO e rebaixa a sua auto-estima a níveis extremamente perigosos que podem leva-lo a executar comportamentos agressivos.

Ao mesmo tempo, os currículos das fases escolares não são, na média, interessantes para tais alunos geniais. O que hes causa desmotivação no acompanhamento das disciplinas.

O professor pode fazer ‘a diferença’ na vida de alunos com essa natureza com atitudes simples:

  • Ajudar a desenvolver suas habilidades e direcioná-las ao uso adequado para sua vida;
  • Estimular bons hábitos de estudo;
  • Trabalhar sua autoestima;
  • Estimular a investigação;
  • Trabalhar o afeto e as relações sociais em sala de aula;

Permitir a aprendizagem profunda em tópicos selecionados pelo próprio aluno. Infelizmente as nossas escolas e seus professores não estão prontos para demandas dessa natureza.

Filme: Colcha de Retalhos

Trabalho apresentado como Atividade Acadêmico Científico Cultural ao Centro Educacional Claretiano

O filme retrata um momento da vida de uma jovem mulher que, enquanto prepara seu casamento, vai morar na casa de sua avó. Esta, de presente de casamento, resolve compor uma ‘colcha de retalhos’ com a ajuda de diversas outras mulheres amigas. Esta, ao que parece, é uma tradição de família. Durante a confecção da tal colcha, a personagem principal ouve o relato dessas mulheres sobre suas histórias de vida.

Ao que tudo indica, o intuito dessa tradição é provocar a reflexão desta personagem em relação aos passos e decisões que influenciarão em seu futuro.

Neste período, a personagem se percebe atraída por um outro rapaz que não o seu noivo e começa a questionar seus planos para o futuro e suas expectativas frente ao casamento e sua carreira.

A metáfora dos retalhos é proposital e carrega um conjunto de simbolismos representativos da vida dessas mulheres e suas histórias amorosas. Os desenhos bordados nesses retalhos remetem, à memória dessa personagem, as histórias contadas por elas.

Esse convívio faz com que ela enriqueça sua experiência de vida e reflita sobre os papeis desempenhados na formação de uma família, as renúncias e decisões aplicadas pelos envolvidos em uma vida familiar.

No ápice do filme, de posse da colcha pronta, a avó cobre a neta com este artefato e é nesse momento que essa moça demonstra a percepção de que suas escolhas não serão isoladas e que terão forte influência em sua vida e na vida da família que pretende montar. Da mesma forma, o fato de ter sido ‘coberta’ com essas histórias tem a conotação de que ela aprendeu com essas mulheres um pouco de suas experiências, mitos, tradições, escolhas e renúncias..

Tentando traduzir esta experiência para a prática docente, ouso concluir que o professor deve, no ambiente de mediação da aprendizagem, promover o crescimento humano das pessoas que serão aplicados como seus alunos permitindo trocar com eles as suas experiências de vida, ainda que composta de diversos retalhos, para que esses possam ser beneficiados com o aprendizado de uma vida já vivida pelo professor. O professor deve ter em mente também que ele pode ser ‘coberto’ pelos conhecimentos trazidos por seus alunos e para tanto, deve estar aberto a ouvir suas histórias e tecer com eles uma colcha de retalhos do período em que conviveram e trabalharam de forma interativa.

Livro: O código da Inteligência

O livro é dividido em três grandes partes onde o autor discorre sobre o complexo processo da formação de pensadores com base na exposição de sua teoria de Inteligência Multifocal e na aplicação de sua ‘otimização de uso’ através de oito códigos que podem disparar a melhor utilização da inteligência a fim de alcançar o seu melhor rendimento em seu uso para adquirir uma melhor qualidade de vida.

No livro o autor ainda descreve o que chama de quatro armadilhas que “bloqueiam o uso da inteligência, asfixiam a emoção e abortam projetos de vida” e descreve os hábitos dos profissionais que fazem o devido uso de sua inteligência em busca do sucesso pessoal e profissional.

Na primeira parte o autor expõe os conceitos do que chama “Inteligência Multifocal” e sua atuação e influência nas dimensões do inconsciente, da fantasia e da lógica.

Nesta fase também o autor estabelece uma ligação clara entre o que chama de “códigos da inteligência” e remete à diretriz de que nós podemos decifrar tais códigos a fim de otimizar o seu uso em benefício de nosso sucesso.

Na segunda parte do livro, o autor expõe as quatro principais armadilhas que tolhem a inteligência humana em sua origem, a mente. Entre as armadilhas descritas estão: 1) o “conformismo” – que o autor aplica a ideia central de que pessoas conformistas aceitam os fatos como obra do destino enquanto os não conformistas agem como ‘gestores’ de suas vidas. 2) o “coitadismo” – denominado também de “auto piedade” que nada mais é do que o conformismo pessimista e que faz alarde de sua condição de fracasso. 3) o “medo de reconhecer erros” – auto explicativo e 4) o “medo de correr riscos” – que é o principal fator de bloqueio da criatividade.

A terceira parte do livro, enfim, discorre sobre os denominados oito códigos da inteligência.

Esta parte, mais extensa, descreve de forma clara e objetiva os conceitos de auto gestão do intelecto, da autocritica, da resiliência, do altruísmo, do debate de idéias, do carisma, da intuição criativa e da auto gestão da emoção.

Além das exposições de conceitos, o autor sugere aplicações práticas para o exercício de cada um das chaves de abertura da inteligência baseada em cada conceito aplicado.

Por fim, o autor expõe, de forma suscinta os hábitos das pessoas que, tendo decifrado tais códigos, têm uma vida plena e realizada graças à identificação desses gatilhos que lhes permitem utilizar sua Inteligência para a promoção de uma melhor qualidade de vida e satisfação.

Entre os hábitos citados pelo autor estão o exercício contínuo da superação de expectativas (fazer além do que lhes é solicitado), a prevenção dos ‘erros’ antes de sua ocorrência, o exercício contínuo de atitudes empreendedoras, trabalho em equipe e a utilização dos ‘elogios’ ao invés de pressões e imposição de medos nas pessoas que cercam os excelentes profissionais.

Conclusão

Todos têm potencial para realizações de sucesso e aplicação de uma qualidade de vida que nos permita executar nossos projetos com satisfação. Muitas vezes, somos minados ou ainda sabotados – por nós mesmos inclusive – e travamos o potencial do exercício de nossa inteligência. O livro permitiu a reflexão de que é necessário olhar com maior afinco em todas as ‘travas’ que insistimos em usar durante o exercício de nossa prática profissional.

Muitas vezes, somos, por conta do mau uso de nossa inteligência, responsáveis por influências negativas nas outras pessoas (alunos, por exemplo) que podem ter seu ‘potencial’ de sucesso minorado por nossas atitudes e influências exercidas nelas.

Filme: Piratas do vale do silício

O filme conta a história das duas maiores personalidades do mundo da informática, a saber, Bill Gates e Steve Jobs, e de como eles consolidaram as duas maiores empresas de software do mundo.

O filme mostra as diferenças de personalidades, valores e atitudes desses líderes quando, ainda na década de 70, fundaram suas empresas.

O contraste entre os dois personagens (reais) principais dessa história é o fator mais interessante. Ambos têm o mesmo objetivo: O reconhecimento.

O estilo do jovem Steve Jobs é o de ‘hippie porraloca’ contestador que vai a passeatas estudantis, toma LSD e acha que é o ‘messias’ (tudo isso para esconder seus problemas familiares).

Já o estilo do jovem Bill Gates é o oposto, yuppie potencial. Coleciona revistas PlayBoy e prefere beber cerveja jogando Poker com Ballmer (atual presidente da Microsoft) e Paul Allen.

Alguns aficionados por eletrônica, entre eles, Jobs, trabalham exaustivamente na construção de um protótipo de computador de menor porte. Jobs e seu ‘time’ finalizam o protótipo do primeiro “Apple” e, com o sucesso desse trabalho, decidiram montar uma empresa para comercializá-lo. Surgia aí a Apple Computer.

No lançamento do Apple II em uma feira de informática, Bill Gates, até então totalmente desconhecido, é solenemente esnobado por Jobs e decide, com raiva, acabar com a Apple.

Nesse cenário, as grandes indústrias como a IBM, Xerox não acreditavam na popularização dos computadores pessoais e só notaram o engano de estratégia com a publicação dos resultados da Apple Computer que tinha fechado a década com uma das melhores empresas de tecnologia.

Em 1980, a IBM decidiu entrar no setor de computadores pessoais para competir com a Apple. A empresa criou o Hardware e contratou a Microsoft de Bill Gates para produzir um sistema operacional compatível com o equipamento.

Bill Gates comprou os direitos de um sistema operacional quase pronto feito por universitários. Com algumas modificações a Microsoft entregou esse sistema à IBM que Lançou o IBM PC em 1981.A Xerox mantinha um centro de pesquisa em que alguns funcionários criavam ‘invenções’ que foram ignoradas pela companhia, entre elas, o mouse. Jobs teve acesso à essas invenções e, com base nas pesquisas da Xerox lançou computadores como o Macintosh e o Lisa com interface gráfica e ícones que pudessem interagir com o mouse.

Bill Gates, no entanto, consolida a liderança dos PCs e da Microsoft e fecha um contrato para fornecimento de softwares para a Apple Computer, de onde extraiu a idéia para a criação do Windows.

O filme termina com a Apple se rendendo, em 1997, a Bill Gates, quando este compra parte da empresa, evitando que ela entre em falência

O ponto forte do filme é a apresentação dos artifícios usados pelos dois personagens principais (Jobs e Gates) para alcançar seus objetivos de reconhecimento e sucesso nos negócios a partir de uma ideia descartada pelas grandes indústrias de computadores, a saber, a popularização dos computadores pessoais (ainda que de formas moralmente condenáveis, as vezes).

Do ponto de vista da prática docente, o filme leva a reflexão que o professor deve incentivar em seus alunos alguns pontos positivos da atitude desses visionários tais como a persistência na busca de um determinado objetivo; o exercício da criatividade que só é alimentada com base na busca constante por conhecimento (estudo). Considerando também os pontos negativos, o docente deve aplicar a reflexão sobre os valores morais e éticos e lançar a discussão sobre os conceitos de atitudes morais, corretas ao mesmo tempo em que prepara seus alunos para a ‘verdade’ existente no mercado – onde nem todos os que irão interagir com eles farão uso de tais valores nos ‘ambientes corporativos’.

Filme: O clube do imperador

O filme conta a história um professor que forma um clube denominado “Clube do Imperador”, num internato, com o pretexto de estudo da cultura greco-romana, onde o mestre busca moldar a personalidade dos alunos com base nos exemplos de personagens históricos.

Um dos alunos, filho de um senador com forte influencia econômica em tal colégio, entra em choque direto com tal professor devido à sua postura arrogante e assertiva.

O professor, visando aproximar-se desse aluno, forja uma situação para que este seja integrado ao ‘clube’ a fim de que ele possa tentar moldar sua personalidade com base nos conceitos aplicados nessa organização. Tal tentativa acaba em frustração posto que o garoto não modifica sua personalidade como é de desejo do professor que começa a questionar-se sobre o significado da palavra ‘derrota’.

Num dado momento, o professor perde a chance de ser promovido a diretor do tal colégio quando o cargo é dado a um professor mais jovem e com maior habilidade em conseguir os patrocínios necessários à manutenção da instituição. Isso cai sobre ele como um superlativo em sua frustração sobre o emprego e reconhecimento dos méritos de retidão e honestidade.

O filme retrata a não linearidade do comportamento humano que, mesmo quando aplicado no exercício de valores éticos e morais, pode falhar no emprego dessas virtudes. Da mesma forma, o filme também mostra que nem sempre o uso das virtudes morais garantem o sucesso profissional ou seu reconhecimento por força do mérito nobre. Muitas vezes, os dirigentes são escolhidos não por sua capacidade de manter-se, na maior parte do tempo, em retidão de valores mas sim, por suas capacidades de prover os subsídios necessários ao bom ‘andamento dos negócios’.

Como experiência para o exercício docente, o professor não deve furtar-se a exercitar em cada dia os valores nos quais acredita. Apesar de não ser possível “moldar” a personalidade dos alunos (que são constituídas no berço), este pode dar o exemplo de conduta ética em suas atitudes. O professor deve lembrar-se, em cada dia, que também é um ‘ser humano’ sujeito às mesmas falhas que muitas vezes condena nas atitudes dos outros. Mesmo o professor, por maior notoriedade e reconhecimento que possua diante de seus pares e alunos, está vulnerável a deslizes comportamentais. E isso implica em que não deve descuidar a atenção em seus atos em momento nenhum, ainda que seus objetivos finais sejam os mais nobres. Tal como diz-se no refrão popular: “De boa intenção, o inferno está cheio!”

Filme: RevolutionOS

O filme é um documentário que mostra entrevistas com as pessoas envolvidas na iniciativa do Software Livre (Free Software) com o objetivo de contar a história do Projeto GNU e do Linux.

O documentário conta a história de desenvolvedores de sistemas que iniciaram a produção de software livre por discordarem do modelo proprietário de desenvolvimento adotado por empresas desse segmento. Dentre os softwares criados, o de impacto mais expressivo foi o Sistema Operacional GNU/Linux que conduziu a principal linha de condução do documentário por ter ameaçado sensivelmente o domínio de mercado da Microsoft e seu Windows

Entre as entrevistas exibidas com o criador do Linux Linus Torvalds e o fundador do projeto GNU e da Free Software Foundation – Richard Stallman.

O tom do documentário é orientado à pessoas que não têm vivência profissional com desenvolvimento de software, computação ou disciplinas correlatas. Apesar dessa vertente, as entrevistas não seriam bem compreendidas por público totalmente leigo no assunto. Provavelmente os “não iniciados” não entenderiam os motivos de tanto impacto dessa iniciativa em uma grande corporação como a Microsoft (e seu sistema operacional).

O maior desafio da proposta Linux para a popularização do sistema operacional foi a quebra do paradigma de dominação do modelo proprietário, esbarrando com questões mais operacionais como a usabilidade e o hábito desses usuários com o modelo de interação fortemente disseminada pelo Windows da Microsoft. Tais usuários deveriam esquecer tudo o que aprenderam e começar de novo.

A filosofia do software livre (que eu chamaria de idelismo) é quase uma releitura da ‘cultura hippie’ do Paz e Amor, Vamos fazer um mundo melhor, colaborativo onde todos têm o direito de ter acesso ao código fonte de um sistema operacional, e assim, seu controle total e a possibilidade de modificálo quando e como você bem entender. – Qualquer um que tenha lido “A Revolução dos Bichos” de George Owel iria rapidamente identificar onde essa história iria acabar. – Tudo isso em confronto direto com o Modo capitalista de ser das “Corporate”s.

O discurso fraterno do Free Softwareesbarra nas contradições da própria comunidade, visíveis nas entrelinhas das entrevistas. O principal fator motivacional para essa iniciativa foi uma exacerbada necessidade de reconhecimento, isto é, O “lucro” não estaria, ao menos naquele momento, na $atisfação financeira (o $ no lugar do S é propor$ital).

O Conceito de Software livre foi, ao longo do tempo, substituído pelo conceito de Open Source, onde os “corporate” pudessem aproveitar os artefatos técnicos produzidos pela comunidade do Software Livre para ganhar alguns milhões refinando o conceito de “liberdade” com a retirada do conceito de “gratuito”.

Dentre as questões mais intrigantes é o esforço de Stallman na manutenção da “filosofia de liberdade” (seu visual lembra muito o de Karl Marx, só que com trajes Hippies). Creio que ele seja um dos poucos que acreditam no que prega.

Linus Torvalds comenta, num dos trechos que Stallman é o filósofo e ele o engenheiro.

O filme mostra uma carta de Bill Gates, fundador da Microsoft que foi enviada a um grupo de programadores na qual define o compartilhamento de software, comum entre os programadores dessa época, de “roubo”. O filme dá a entender de que Bill Gates se beneficiou (e muito) dessa colaboração que havia entre os programadores.

Em termos filosóficos, a proposta parece interessante, porém, uma das questões levantadas pela carta de Bill Gates a esse grupo de programadores é “como é possível gerar bons produtos [software] se você não é bem pago por isso?”. O modelo, tal como na “Revolução dos Bichos”, talvez seja operacionalmente inviável.

A conclusão que me parece viável a partir do contato com as ideias expostas neste filme é que o docente tem duas obrigações básicas, a saber, agir de forma a deixar claro aos seus mediados que nenhum extremismo parece adequado em nossa sociedade e permitir que a colaboração pode suscitar ideias práticas e inovadoras para nossa sociedade.